A segunda onda da pandemia

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 19, de 12 de novembro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

A estabilidade, ou mesmo a redução no número de novas contaminações e de mortes provocadas pela Covid-19, tem sido um forte argumento para que Bolsonaro, governadores e prefeitos iniciem um processo de retomada do que entendem ser o “normal”. Entre outras coisas, isso mostra o cinismo da burguesia e seus representantes, que desde o início da pandemia procuram, de todas as formas, expor os trabalhadores à contaminação e à morte para garantir o funcionamento do capitalismo.

Além disso, soa um tanto quanto estranho (para não dizer mórbido) que uma média de cerca de 20 mil novos casos diários, e aproximadamente 400 mortes, seja um dado a ser considerado positivo, ou mesmo um indício de melhora. Há poucas semanas atrás o governo e mesmo a imprensa comemoraram os “apenas” 15.203 novos casos e 340 mortes, registrados no dia 31/10. Contudo, a redução da média de contaminações e mortes diárias escondem, por exemplo, que em 11 estados os números seguem estáveis, ou seja, não aumentaram nem diminuíram, e em 6 outros estados aumentaram.

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