História

Anarquismo na Revolução Espanhola e na Guerra Civil: ação sem teoria é cega

Em julho de 1936, o golpe de Estado do General Franco foi derrotado através de uma revolta revolucionária da classe trabalhadora, e os anarquistas emergiram como a força dirigente. Contudo, seu programa e perspectivas revelaram-se impotentes, face aos acontecimentos. Traíram a revolução várias vezes e, em parte, devido aos seus erros, o proletariado espanhol foi esmagado. O fascismo estabeleceu uma ditadura de quatro décadas. É dever de todos os anarquistas que pensam analisar criticamente os acontecimentos na Espanha e tirar todas as conclusões necessárias.

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Lênin e o leninismo: em defesa de suas lições

O marxismo é uma ciência. Dialética, em movimento. Essa ferramenta de compreensão totalizante da vida é desenvolvida historicamente por revolucionários que se prestaram, não somente a interpretar o mundo de diferentes maneiras, mas a transformá-lo. A ciência proletária não serve para construir mitos e ícones inofensivos. Ao contrário das adulterações feitas pela camarilha de Stalin, Vladimir Ilyich Ulyanov, o Lênin, não foi um quadro na parede, mas um dos arquitetos mais brilhantes do materialismo histórico-dialético, capaz de demonstrar a possibilidade da produção de um novo mundo, baseado no comunismo internacional.

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Lênin e a atualidade de seu legado

Neste mês de janeiro, completam-se 100 anos da morte de Vladimir Lênin. Este marco deve inspirar debates ao longo do ano, tanto por acadêmicos como pelas organizações de esquerda, sejam aqueles que reivindicam o legado de Lênin, sejam os que o criticam. Mas não importa a perspectiva que se assuma em relação a Lênin, seu legado político e teórico para a história das lutas dos trabalhadores e do marxismo se constitui como central para compreender a realidade atual.

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Mensagem de Trotsky após a morte de Lênin

No dia 21 de janeiro de 1924 chegava ao fim a vida do grande revolucionário marxista Vladimir Ilyich Ulyanov (Lênin), principal líder do Partido Bolchevique e da Revolução Russa de 1917. Logo após a sua morte, Leon Trotsky escreveu esta bela homenagem que reproduzimos aqui.

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Cisões e expurgos nos primeiros anos do PCB

A construção de um núcleo bolchevique no Brasil desde o início se viu marcada por dificuldades internas e externas. Por um lado, os fundadores do Partido Comunista do Brasil (PCB) eram oriundos principalmente do anarquismo ou do sindicalismo revolucionário e, diferente de países como a Argentina, não havia na época qualquer experiência de construção de uma forte organização socialista no Brasil. Por outro lado, o PCB nasceu no início do processo de degeneração do PC russo e da burocratização da Internacional Comunista (IC).O PCB viu sua fragilidade teórica e organizativa ser esmagada, com a conivência da maioria de sua direção, pela imposição das normas stalinistas.

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Intifada, Primavera Árabe e Gaza – o inverno chegará para o imperialismo

Neste texto buscamos explicar de forma reduzida um pouco da história que levou à situação atual. Deixamos de lado algumas partes que são suficientemente explicadas pela maioria da publicações existentes – a criação de Israel a partir de um acordo entre Stálin e EUA, com o armamento das milícias terroristas de judeus que expulsaram os palestinos de suas casas, vilas e propriedades rurais em 1948 (Nakba), a guerra de 1967 quando Israel atacou os países árabes e aumentou seu território ocupando Gaza, a Cisjordânia e as colinas de Golam, as sucessivas guerras e outros enfrentamentos militares. Passaremos ao ponto em que as massas interviram nas lutas – as Intifadas. Depois, fazemos uma revisão breve da Primavera Árabe e então voltamos aos palestinos e a situação atual, no Oriente Médio e no mundo.

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Shostakovich, a consciência musical da Revolução Russa

Shostakovich nasceu em São Petersburgo, em 25 de setembro de 1906, e morreu em Moscou, no dia nove de agosto de 1975. Sua vida, por conseguinte, abrangeu a Revolução de Outubro, a guerra civil e as duas guerras mundiais, bem como os horrores do stalinismo, que mudou todo o curso de sua vida, assim como mudou o destino do país de Outubro, pisoteando as esperanças e os sonhos despertados pela Revolução Bolchevique. Tais eventos titânicos evocaram a música em escala equivalente e encontraram eco harmônico nas poderosas sinfonias de Shostakovich.

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50 anos do golpe de Pinochet no Chile: a derrota do reformismo

Há 50 anos, em 11 de setembro de 1973, ocorreu no Chile o Golpe de Estado contra o governo socialista de Salvador Allende. A eleição de Allende foi a primeira vez na história em que um candidato que se identificava como marxista chegou ao poder pela via eleitoral. Isso fomentou grandes ilusões entre os social-democratas de todo o mundo. No entanto, como presidente, Allende não conseguiu levar a revolução até sua conclusão. A contrarrevolução que se seguiu quando o General Pinochet e os militares – apoiados pelo imperialismo norte-americano – derrubaram o governo socialista de Salvador Allende foi implacável. O custo foi pago por milhões de trabalhadores chilenos. Neste artigo, recordamos este doloroso marco e recolhemos valiosas lições para o futuro da luta de classes.

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A ocupação e o controle operário pelos Cordões Industriais na Revolução Chilena (1970-1973)

Em 11 de setembro completam-se 50 anos do golpe imperialista aplicado pelas Forças Armadas chilenas contra o governo reformista da Unidade Popular (UP) dirigido por Salvador Allende. Este trágico evento para o proletariado latino-americano precisa ser sempre recordado não apenas para honrar a memória dos que tombaram lutando por um novo mundo, mas também para aprendermos com o processo anterior ao golpe, a revolução chilena de 1970 a 1973.

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O assassinato de Leon Trotsky

Marx e Engels realizaram um estudo exaustivo e magistral da sociedade capitalista que Lênin desenvolveu em sua análise da fase imperialista do capitalismo. Trotsky também, seguindo o método marxista, fez uma análise magistral do período de transição após a derrubada do capitalismo. Ele explica como o stalinismo surgiu como uma contrarrevolução política, na forma do bonapartismo burocrático na União Soviética. Suas análises e definições em A Revolução Traída – obra escrita há mais de 60 anos – são extremamente rigorosas e totalmente válidas hoje. Aqui temos a descrição de uma sociedade em transição – nem capitalismo nem socialismo – sob o domínio de uma casta de usurpadores burocráticos.

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