Marxismo, stalinismo e a burguesia

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 17, de 15 de outubro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

Em setembro Stalin e o stalinismo voltaram a ser um dos temas mais comentados pela esquerda no Brasil. Desta vez o motivo foi a referência que o músico Caetano Veloso fez, no programa apresentado por Pedro Bial, ao filósofo italiano Domenico Losurdo e aos vídeos de Jones Manoel. O músico afirmou: “Eu sou menos liberalóide do que era há dois anos”. A fala em si não diz nada, sendo muito mais um comentário isolado numa entrevista sobre outros tantos temas. Contudo, garantiu uma maior projeção a Manoel, que conseguiu espaço para uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Um dos aspectos que mais chamaram a atenção nesse debate foi o espaço que a mídia burguesa deu ao “marxismo” e ao “socialismo”, aparentemente na contramão do processo de censura e de ataques às liberdades democráticas que vem ocorrendo. No entanto, a explicação para isso está na própria luta de classes, ou, mais precisamente, no mundo em convulsão que abalou a institucionalidade burguesa e derrubou governos de vários países em 2019. Isso colocou a burguesia novamente diante da necessidade de encontrar formas de controlar as revoltas e revoluções que se espalharam pelo mundo, por meio tanto da repressão às mobilizações como da cooptação de direções dos trabalhadores e parte da esquerda.

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