Foto: Roberto Parizotti / Fotos Públicas

O desemprego e a juventude

A pandemia e consequentemente o aumento do desemprego fez com que o Brasil atingisse, no primeiro trimestre de 2021, a maior taxa e o maior contingente de desocupados já registrado pela série histórica do IBGE desde 2012. De acordo com os dados, o desemprego subiu para 14,7% e atingiu o recorde de 14,8 milhões de brasileiros. A pesquisa também indica que, entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de desemprego (31%) foi bem mais alta do que a média nacional (14,7%).

Outra pesquisa divulgada neste ano aponta que jovens entre 15 e 29 anos estão mais tristes. Mas como não ficar deprimido e contrair inúmeras doenças psicológicas em um sistema que todos os dias ataca a vida dos mais oprimidos? A forte pressão do sistema, em conjunto com a ausência de uma direção revolucionária, faz com que os jovens acabem suscetíveis a doenças psicológicas. Contudo, precisamos combater isso diariamente e apontar para a juventude uma saída, através da organização e luta.

A combinação de pandemia e desemprego em massa atuou como um freio à luta econômica. Houve um forte declínio no número de greves quando as condições eram desfavoráveis para manifestações de massa, embora às vezes ocorressem. Mas a ausência de lutas de massa não significa nem um pouco que o desenvolvimento da consciência tenha sido interrompido. De fato, foi o efeito contrário. A profundidade da crise está transformando a consciência de milhões de homens e mulheres. A juventude, em particular, está totalmente aberta às ideias revolucionárias. As contradições gritantes na sociedade e o terrível sofrimento das massas estão produzindo um acúmulo colossal de raiva e amargura.

Quanto mais tempo isso durar, mais violenta e elementar será a explosão quando ela finalmente chegar. E virá, assim como a noite segue o dia. É essa capacidade de revolta e organização que nos interessa para varrer este governo e todos os defensores do regime burguês. Buscamos estes elementos aqui em Joinville/SC e isso fica evidente na juventude. Em todos os atos, em todos os locais, nas escolas, universidades e trabalhos, a juventude está sedenta por transformação, por um novo mundo. Essa camada da população que é a primeira a contestar e buscar mudanças está vendo que não possui qualquer perspectiva neste sistema, precisando apenas de uma direção para que toda essa revolta seja colocada para as energias corretas, ombro a ombro da classe trabalhadora.

Essa é a tarefa que estamos organizando aqui em Joinville e em todo o país com a Liberdade e Luta. Estamos nos organizando com os jovens trabalhadores e discutindo as questões do movimento operário, sua história, suas lutas, com os exemplos do mundo e da nossa cidade, onde foi realizado uma atividade sobre as ocupações de fábricas, em especial a CIPLA e a Flaskô. A juventude também vem se organizando no movimento estudantil, e discutindo “A Luta pela Educação Pública, Gratuita e Para Todos: Questões do Movimento Estudantil” em cada local de intervenção. Esses são exemplos concretos da atuação que a juventude revolucionária deve ter, a partir do que Lenin explicou em 1920: a tarefa dos jovens consiste em aprender! E esse aprender significa aprender tudo ao mesmo tempo que atua, que explica a conjuntura e nossa situação para outros jovens, ganhando-os para o socialismo. Aprender todo o conhecimento possível que a humanidade desenvolveu para que possamos melhor compreender o marxismo e o comunismo. Não aceitamos mais universidades e escolas fechando, nem a massa de desempregados e nenhuma perspectiva para nosso futuro que Bolsonaro e sua corja tem traçado para nós. A nossa saída é a organização e a luta para pôr abaixo esse governo agora!

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