Ênio Pasqualin é o quinto da esquerda para a direita /Foto: Arquivo MST, PR

Mais um militante do MST assassinado no Paraná. Ênio Pasqualin, presente!

Na noite do dia 23 de outubro, sábado, Ênio Pasqualin, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná, foi retirado de dentro de sua casa por sequestradores e na manhã seguinte foi encontrado morto, com claros sinais de tortura.

Ênio começou sua militância no MST em 1996, na cidade paranaense de Saudade do Iguaçu. Mudou-se no mesmo ano para Rio Bonito do Iguaçu, onde está localizada uma das maiores ocupações de terra do MST com milhares de famílias que são constantemente ameaçadas pela Polícia Militar do Paraná e por jagunços da madeireira Araupel.

Infelizmente, este não é um caso isolado. Em 2016, um episódio semelhante ocorreu na mesma região. Na ocasião, a Polícia Militar executou dois Sem Terra, sitiando e criando um verdadeiro clima de terror na cidade.

O estado do Paraná é conhecido pelas milícias rurais formadas por jagunços financiados pelos latifundiários que atuam há décadas violentando e assassinando trabalhadores rurais sem terra, além de contar historicamente com a ação e cobertura da Polícia Militar do Paraná, chefiada pelo alto comando Executivo do estado.

O assassinato de Ênio Pasqualin é mais uma demonstração inequívoca de que os movimentos de luta por terra, sindicatos e partidos de esquerda precisam organizar instrumentos de autodefesa para impedir que episódios desta natureza se repitam.

A Esquerda Marxista presta solidariedade ao MST e aos familiares e companheiros de Ênio Pasqualin.

Ênio Pasqualin, presente!

Confira aqui a nota do MST.

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