Foto: Casa Rosada

Acordo com os investidores na Argentina: O que festejam os capitalistas?

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 13, de 20 de agosto de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

A situação econômica na Argentina continua catastrófica e a pandemia se torna cada vez mais grave: são 5,5 milhões de pessoas afetadas por demissões, suspensões e redução de salários. Os alimentos aumentaram em média 1, 3% no mês de julho, com uma alta em produtos de carne e derivados que chega até 5,5%. O governo, porém, anuncia com ênfase que o “primeiro passo está dado”.  Chegou-se a um acordo com credores privados estrangeiros para reestruturar uma dívida de mais de US$ 65 bilhões e assim sair da inadimplência.

A Argentina suspendeu formalmente os pagamentos em maio, quando deixou de pagar os vencimentos de títulos. Foi o nono calote da sua atormentada história financeira.  “Resolvemos uma dívida impossível na maior crise econômica de que há memória e no meio de uma pandemia”, disse Alberto Fernandez. Ele felicitou por sua gestão o ministro da economia, Martín Guzman, e, em consonância com a campanha de 2019, encorajou os empresários a investirem já que “Agora há um melhor cenário para projetar seus negócios. A Argentina precisa que se comprometam a colocar o país de pé. E que entendam que depois da pandemia temos que repensar muitas coisas. Agora temos um horizonte claro”. O pacto, que deverá ser ratificado nos próximos dias, significará uma economia de US$30 milhões para os cofres argentinos em uma década.

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