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Quem somos

A Esquerda Marxista é uma associação voluntária de militantes que luta pela derrubada do capitalismo e a edificação de uma sociedade socialista em todo o mundo, para a construção do futuro comunista da humanidade. Somos a seção brasileira da CMI (Corrente Marxista Internacional) que está presente em dezenas de países no combate pela construção de uma Internacional revolucionária marxista com influência de massas.

Nosso programa exprime a continuidade da luta dos marxistas pelo partido revolucionário. Esta luta se iniciou com o trabalho de Karl Marx e Friedrich Engels na Associação Internacional dos Trabalhadores (1ª Internacional). A 4ª Internacional, fundada em 1938, sobre a base do Programa de Transição, foi a herdeira direta da experiência dos revolucionários da 1ª e 2ª Internacionais, enriquecida pela experiência da Revolução de Outubro de 1917 e dos quatro primeiros Congressos da Internacional Comunista (3ª Internacional). Este é o legado que a Esquerda Marxista reivindica.

Nossa produção internacional pode ser verificada no portal “In Defence of Marxism” (www.marxist.com). No Brasil, mantemos o site www.marxismo.org.br, com dezenas de milhares de visitas por mês. Produzimos o jornal “Foice&Martelo”, com periodicidade quinzenal e sustentado com as vendas e assinaturas. Lançamos semestralmente a edição em português da revista América Socialista, revista teórica da CMI para o continente americano.

Para a Esquerda Marxista, sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário consequente. Por isso, realizamos regularmente atividades de formação teórica e política, como a Escola Nacional de Quadros, escolas de formação regionais sobre temas marxistas, históricos e políticos, além de debates, edição de livros, brochuras, etc.

Mantemos a Livraria Marxista, no centro de São Paulo, com extensa literatura marxista e de esquerda em geral, além de arte, pedagogia, história, economia, entre outros gêneros, com vendas pela internet para todo o Brasil (www.livrariamarxista.com.br). No auditório da Livraria Marxista realizamos atividades de formação, debates, lançamentos de livros, etc.

Os militantes da Esquerda Marxista intervêm cotidianamente nas escolas, universidades, fábricas, serviço público, bairros e comunidades, nas ruas e nas lutas práticas e teóricas, ombro a ombro com o movimento real da juventude e da classe trabalhadora brasileira e internacional, explicando que o problema é o sistema e que a saída é a tomada do poder pela classe trabalhadora.

Nossas raízes e nossa história

Nosso método de análise é o materialismo dialético, elaborado e utilizado por Marx e Engels durante suas vidas no combate pela emancipação dos trabalhadores.

Reivindicamos o Manifesto Comunista e nada temos a ver com os oportunistas que praticam a colaboração de classes e nem com os esquerdistas sectários. Nossa orientação estratégica é definida pela posição explicada no Manifesto frente ao movimento operário e pela orientação fundamental de luta pela Frente Única.

Qual a posição dos comunistas diante dos proletários em geral? Os comunistas não formam um partido à parte, oposto aos outros partidos operários. Não têm interesses que os separem do proletariado em geral. Não proclamam princípios particulares, segundo os quais pretenderiam modelar o movimento operário. Os comunistas só se distinguem dos outros partidos operários em dois pontos:

Nas diversas lutas nacionais dos proletários, destacam e fazem prevalecer os interesses comuns do proletariado, independentemente da nacionalidade.

Nas diferentes fases por que passa a luta entre proletários e burgueses, representam, sempre e em toda parte, os interesses do movimento em seu conjunto.

Praticamente, os comunistas constituem, pois, a fração mais resoluta dos partidos operários de cada país, a fração que impulsiona as demais; teoricamente têm sobre o resto do proletariado a vantagem de uma compreensão nítida das condições, da marcha e dos resultados gerais do movimento proletário. O objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os demais partidos proletários: constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa, conquista do poder político pelo proletariado”. (Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels, 1848)

Com esse sentido, fomos parte da fundação e construção do PT, que nasceu como um verdadeiro partido operário independente. Combatemos a degeneração do partido e a política de colaboração de classes levada a cabo por sua direção, defendendo a ruptura da coalizão com os partidos da burguesia.

Diante da falência política do PT, a partir da aplicação de uma política de subordinação aos interesses do capital nos governos de Lula e Dilma, com a bênção da direção do partido, decidimos romper com o PT.

Analisando o desenvolvimento da atual conjuntura, decidimos nos somar ao PSOL, com o objetivo de fomentar o debate sobre os princípios marxistas no interior deste partido e seguir na construção da organização revolucionária necessária na luta pela tomada do poder.

Com orgulho impulsionamos e dirigimos, a partir de 2002, a ocupação de fábricas no país na defesa dos postos de trabalho e reivindicando a estatização sob controle operário. Mostramos, na prática, que os patrões são parasitas, desnecessários, e que a classe operária pode governar ela mesma. Por isso o governo Lula, em 2007, vergonhosamente decidiu a intervenção nas fábricas ocupadas Cipla e Interfibra com 150 homens armados da polícia federal. Hoje, a fábrica ocupada Flaskô segue sendo o bastião de resistência dessa luta.

Nossa tradição é o trotskismo, expressão do marxismo na época do imperialismo, após a degeneração da 2ª e da 3ª Internacional, mas compreendemos que a 4ª Internacional começou a ser destruída como organização em 1946 ao adotar teses que revisavam o marxismo e iniciar um funcionamento baseado em diretivas indiscutíveis e expulsões sumárias. Sua destruição se completou com a explosão política e organizativa concretizada em 1952 e 1953.

Como parte da CMI, lutamos pela construção de uma verdadeira Internacional revolucionária de massas baseada no marxismo. Por isso, recusamos as seitas autoproclamadas como Internacional. Continuamos a luta pela reconstrução da 4ª Internacional, um partido mundial de massas que, sobre a base do Programa de Transição, organize e combata pela revolução proletária.

Pelo que lutamos

Na luta pelo socialismo, estamos presentes nos combates cotidianos da classe trabalhadora e da juventude. Impulsionamos campanhas como “Público, Gratuito e Para Todos: Transporte, Saúde, Educação! Abaixo a Repressão!”, “Tirem as Mãos da Venezuela”, “Fora Tropas do Haiti”, “Mais aulas, menos jaulas” e somos ativamente solidários à causa palestina.

Participamos da luta pela reforma agrária com os companheiros do MST no campo, estamos com o MTST e outros movimentos nas ocupações por moradia nas cidades, participamos da Oposição de Esquerda na UNE.

Intervimos na CUT, que segue sendo a maior central sindical do país. Lutamos contra a política de sua direção, que cada vez mais se adapta aos governos e patrões. Hoje, a maioria das direções sindicais, nos seus diferentes níveis, é o exemplo mais acabado de adaptação ao capital. Há muito que a parte do estatuto da CUT que fala da luta pelo socialismo virou letra morta. A direção da central, como da maioria dos sindicatos filiados, procura formas de adaptar-se ao Capital e ao Estado, em especial com o “tripartismo”, através dos conselhos formados por patrões, trabalhadores e governos, e que resulta numa política para preservar o lucro dos capitalistas, com a defesa de financiamentos governamentais para setores empresariais, “desonerações tributárias”, retirada de direitos, etc. É o vale tudo para defender o Capital.

Por outro lado, os que se dizem “revolucionários” abandonam o combate contra a direção e dão as costas à luta pela Frente Única, à unidade contra os inimigos de classe e pelas reivindicações. Somos contra a tentativa de construir pequenas centrais com programas revolucionários (como a CONLUTAS, por exemplo) e lutamos pela reunificação, na CUT, de todos os sindicatos e centrais que dela se separaram. Nós combatemos pela liberdade e unidade sindical, pela unificação dos sindicatos em torno da luta pelos direitos dos trabalhadores. Somos contra a unicidade sindical imposta pela CLT de Getúlio Vargas (que a copiou da “Carta del Lavoro”, do fascista Mussolini) e seu Imposto Sindical, assim como de outras formas de contribuição obrigatória para os sindicatos. Procuramos a unidade dos trabalhadores em suas lutas e favorecemos, nas disputas sindicais, as chapas de esquerda que se identificam com estas bandeiras.

Lutamos contra todo tipo de opressão e discriminação por cor da pele, gênero, orientação sexual, opção religiosa, nacionalidade, etc. Sempre conectando esses combates à luta de classes, à luta contra o capitalismo, que é o que pode de fato construir uma saída, uma sociedade sem opressão e exploração.

Lutamos contra o racismo e o racialismo (política baseada no falso e anticientífico preceito da existência de raças entre seres humanos). Somos contra as cotas raciais e as “políticas de ações afirmativas”.

Nossa posição é a luta pela igualdade, que é básica para os socialistas, especialmente os marxistas, e sem a qual não haverá progresso humano. Nossa luta por plena igualdade política e econômica entre todos os seres humanos coincide, neste aspecto, com a luta pela igualdade política, com direitos universais iguais, defendida pelo Movimento dos Direitos Civis nos EUA, em que um dos líderes foi Martin Luther King, assim como a luta de Steve Biko, líder do Movimento da Consciência Negra na África do Sul.

As “ações afirmativas”, que não estavam presentes como reivindicações do movimento negro em sua origem, foram arquitetadas pelo reacionário presidente republicano dos EUA, Richard Nixon, com sua declaração sobre a necessidade de promover o “capitalismo negro” (Black capitalism) e virou lei com o “Plano de Filadélfia”, que instituiu pela primeira vez as cotas nos EUA, em 1969. Essa política foi exportada para todo o mundo através da Fundação Ford, que comprou e cooptou lideranças negras mundo afora para defender essas novas políticas como se fossem uma reivindicação oriunda do movimento negro. Seu objetivo explícito é criar uma burguesia e pequena burguesia negra abastada.

Como explicava Steve Biko: “racismo e capitalismo são faces da mesma moeda”. O capitalismo criou e alimenta essa ideologia reacionária para dividir os trabalhadores. Combatemos o racismo! Denunciamos as mortes e prisões da juventude nos morros, favelas e bairros populares que atingem majoritariamente os negros. Nossa luta é para que todos os negros estejam nas universidades! Somos pela universalização dos direitos! Por emprego, educação e saúde para todos!

As leis racialistas de cotas e outras medidas são um instrumento do imperialismo para enganar e controlar lideranças negras, além de desviá-los da luta contra o capitalismo e dividir a classe trabalhadora, que somente unida e irmanada em todas as cores de pele, poderá dar o golpe final nesse sistema que só dissemina exclusão, desigualdade e exploração. Esta é a posição do Movimento Negro Socialista, fundado em 2006 por militantes da Esquerda Marxista, entre os quais estavam antigos quadros fundadores do Movimento Negro Unificado.

Os marxistas lutam contra o machismo e toda violência contra a mulher. Somos pela descriminalização do aborto, por salário igual para trabalho igual, por melhores condições de vida que permitam libertar todos da jornada de trabalho doméstico, aumento da licença maternidade e paternidade, por creches e educação pública e gratuita para todos, desde a primeira infância. Somos pela absoluta igualdade entre os seres humanos.

Nos contrapomos a posições oriundas do movimento feminista que concebem o mundo dividido em gêneros, ignorando ou secundarizando a divisão de classes em nossa sociedade. Enquanto houver capitalismo, será a sua ideologia, a ideologia burguesa, que predominará na sociedade, inclusive entre os explorados (homens e mulheres). O combate cotidiano ao machismo se dá inexoravelmente junto ao combate contra o capitalismo.

Somos contra a criminalização dos usuários de drogas e contra a chamada “guerra às drogas” (que sob o pretexto do combate ao tráfico, coloca as forças de repressão para perseguir e matar a juventude pobre em todas as periferias do mundo), mas ao mesmo tempo somos frontalmente contra a legalização da produção, distribuição e venda das drogas hoje consideradas ilegais. A legalização dessas drogas propiciará maior acesso e a elevação de seu consumo, com os capitalistas, que já controlam esse mercado, com maior liberdade para explorá-lo e elevar seus lucros. Temos claro que quanto mais drogas forem produzidas e comercializadas, maior será o poder da classe dominante de dopar, embriagar, entorpecer a juventude e os trabalhadores, dificultando inclusive sua organização política para combater este sistema.

Alguns grupos de esquerda levantam a bandeira da legalização da maconha como se fosse uma reivindicação revolucionária. Entendemos que uma medida como esta levaria ao aumento do consumo de maconha, principalmente entre a juventude, a níveis similares ao consumo atual do álcool. E isso, em nada ajudaria na luta pela derrubada do capitalismo, ao contrário. Por essa razão, setores burgueses importantes, cujo porta-voz é o ex-presidente tucano FHC, encabeçados pela indústria do tabaco, defendem a legalização da maconha. A luta contra o vício e dependência das drogas é parte da luta pela emancipação do proletariado.

O que vemos em todo o mundo é o aprofundamento da crise desse sistema decadente, com profundos ataques sobre a maioria explorada e oprimida. Ao mesmo tempo, de um canto a outro, vemos a resistência e a disposição de luta dos povos. É a luta da classe trabalhadora que pode abrir uma saída para a humanidade. Mais do que nunca, segue atual o lema elaborado por Rosa Luxemburgo: “socialismo ou barbárie”!

Nesse sentido, diante da atual situação, propomos a luta por uma Frente de Esquerda, cuja proposta inicial de manifesto pode ser lida aqui: http://www.marxismo.org.br/content/por-uma-frente-de-esquerda.

Esta é a batalha que travamos com objetivo de agrupar no Brasil e no mundo todos os que entram em ruptura real com a burguesia. A estes, qualquer que seja sua origem, convidamos a abraçar conosco, sobre a base do marxismo revolucionário, a construção da Esquerda Marxista e da Corrente Marxista Internacional.

Junte-se a nós para construir um mundo onde não haja mais exploração do homem pelo homem. Um mundo socialista onde possamos viver um período de verdadeira evolução da humanidade!

Tem interesse em se organizar com a Esquerda Marxista? Preencha este formulário (http://goo.gl/forms/2GoK36aIxI), para que possamos entrar em contato e abrir a discussão.