Zumbi dos Palmares: o papel do indivíduo na história

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 19, de 12 de novembro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

“O grande homem é grande não porque suas particularidades individuais imprimiam uma fisionomia individual aos grandes acontecimentos históricos, mas porque é dotado de particularidades que o tornam o indivíduo mais capaz de servir às grandes necessidades sociais de sua época, surgidas sob a influência de causas gerais e particulares” – G. V. Plekhanov.

Em 20 de novembro, relembramos o assassinato de Zumbi dos Palmares, dirigente do maior quilombo de seu tempo, executado em 1695. Tomar a história de Zumbi em nossas mãos e mentes significa auxiliar no salto de consciência na luta de classes, compreendendo não o culto ou o mito, mas o papel do indivíduo a partir da concepção materialista da história.

O Brasil recebeu cerca de 40% do total de 10 a 15 milhões de negros trazidos à América (GOMES, 2005, p. 9), transformando-se no país que possuiu o maior fluxo de escravizados na história da humanidade. Em quantidade semelhante deu-se a destruição e apagamento documental sobre a luta dos negros, indígenas e brancos explorados na Colônia, impondo, por um lado, o desconhecimento e, por outro, a romantização dos acontecimentos históricos.

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