Esquerda Marxista nas Eleições 2022

A Esquerda Marxista participa das eleições 2022 com candidatos que apresentarão para trabalhadores e jovens de várias cidades e estados do país a análise e a plataforma dos revolucionários. Onde não temos candidatos, nossos militantes organizam comitês de luta para derrotar Bolsonaro. Os marxistas participam das eleições contando apenas com o apoio político e financeiro dos trabalhadores e jovens que querem levar à frente a análise e o programa que apresentam. Confira abaixo a plataforma eleitoral que a Esquerda Marxista propagandeia neste momento do país, chamando voto em Lula com base nestas reivindicações.

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Abaixo o governo Bolsonaro! Abaixo o capitalismo! Por um governo dos trabalhadores, sem patrões nem generais! Viva o socialismo internacional!

Convidamos vocês, especialmente a juventude, a expressar pública e fortemente toda sua revolta com este mundo capitalista vestido de guerras, sangue, miséria, desemprego. Mundo de destruição das conquistas da Educação e da Saúde.

Onde os capitalistas semeiam destruição e desânimo e continuam a dizer que a sociedade capitalista é a única possível, nós dizemos: NÃO!

As instituições desta sociedade, e seus políticos, estão podres até os ossos, mas se apresentam como defensores da democracia quando só produzem miséria e desesperança, porque estão todos atrás do lucro. Nós dizemos: NÃO!

Há outro mundo a ser construído baseado na propriedade coletiva dos meios de produção e na democracia dos trabalhadores gerindo a economia em seus próprios interesses!

Há um mundo socialista para ser construído por sobre as cinzas desta sociedade capitalista podre. Para isso é preciso organizar e mobilizar, com um programa de revolução socialista, o que começa varrendo Bolsonaro e sua escória, e passa por um verdadeiro governo revolucionário dos trabalhadores.

Esta é a batalha que  a Esquerda Marxista, seção brasileira da Corrente Marxista Internacional, trava.

Derrotar Bolsonaro e todos os reacionários

A candidatura reacionária de Bolsonaro para presidente, as campanhas dos candidatos burgueses, bolsonaristas ou não, não representam nenhuma esperança para quem quer um mundo melhor, nenhuma saída do inferno capitalista.

Todos eles, e outros, juntos com o Judiciário e o Congresso Nacional são instrumentos da exploração e repressão nesta sociedade. Eles brigam entre eles para decidir quem continuará esmagando a juventude e a classe trabalhadora. Por isso combatemos todos eles e suas políticas em todos os terrenos.  Nenhum voto na burguesia e seus partidos.

Na luta e no caminho de um novo mundo

Convidamos vocês a participar da campanha eleitoral com um objetivo claro: uma ampla divulgação, discussão e organização com base na plataforma abaixo, que expressa os anseios e necessidades mais profundas da juventude e dos trabalhadores.

Vote para derrotar Bolsonaro! Lute por esta plataforma revolucionária!

Nos dirigimos especialmente à juventude, chama da revolução, para se organizar e se preparar para os grandes acontecimentos que a classe trabalhadora vai protagonizar nos próximos anos em sua luta contra a exploração e a opressão!

Nenhuma confiança nos políticos burgueses e nem em seus serviçais que reivindicam a classe trabalhadora, mas aplicam a política do capitalismo quando chegam aos governos. Confiar só na auto-organização, nos próprios trabalhadores e na juventude. Essa luta passa pelas eleições agora e continuará na luta de massas nas ruas.

Enquanto houver capitalismo não há solução! O capitalismo traz a guerra e a exploração como a nuvem traz a tempestade!

Convidamos vocês a discutir esta plataforma revolucionária com todos seus amigos e conhecidos. E apoiá-la fazendo a mais ampla difusão, ajudando a organizar os atuais e futuros combatentes pelo socialismo. Este é o objetivo  que a Esquerda Marxista apresenta.

Abaixo o governo Bolsonaro! Abaixo o capitalismo!

Por um governo dos trabalhadores, sem patrões nem generais!

Viva o socialismo internacional!

Conheça a plataforma eleitoral dos marxistas

  • ℹ️ Não pagamento da dívida pública (interna e externa), que não foi o povo que fez e que é o principal instrumento de domínio imperialista e de exploração da classe trabalhadora e de todos os oprimidos!

    Este é o primeiro item do nosso programa. Este item expõe a contradição permanente entre as necessidades dos trabalhadores e da juventude e o saque promovido pela burguesia e pelo imperialismo contra nós todos os anos. No orçamento de 2022, 39% dos recursos e riquezas produzidas pelos trabalhadores foi destinado para o pagamento do refinanciamento (juros e amortização) da dívida pública. Enquanto apenas 2,35% para o Ensino, 3,06% para a Saúde, 1,6% para a assistência. A dívida pública interna (DPMFi) alcançou R$5,476 trilhões (mai/22). A dívida pública externa (DPFe) alcançou R$226,27 bilhões (mai/22). A previsão do estoque da dívida (DPF) para 2022 é de R$6 a R$6,4 trilhões. Dados: Agência Brasil. Já o PIB em 2021 fechou em R$8,7 trilhões, ou seja, o estoque da dívida pública hoje consome cerca de 70% do PIB!

    Artigos para entender mais:

    🔗 Como se formou a dívida pública do Brasil e a luta revolucionária pelo fim de seu pagamento
    🔗 Dívida Pública suga dos trabalhadores para valorizar capital dos super ricos
    🔗 Dívida Pública alcança R$4 trilhões: o que isso significa?
    🔗 Dívida Pública, terceirização e privatização
  • ℹ️ Todo investimento necessário nos serviços públicos! Realização imediata de concursos públicos para preenchimento de todas as vagas existentes e ampliação do atendimento! Saúde e Educação públicas e gratuitas para todos! Abaixo a Reforma do Ensino Médio! Cancelamento de todas as OSs, na Saúde, e fim do financiamento público para empresas privadas de educação! Contratação efetiva e direta pelo Estado de todos os trabalhadores das parcerias privadas (ONGs, OSs etc.), com garantia de direitos e estabilidade no emprego.

    Este é o segundo ponto da nossa plataforma política. Este item coloca o combate contra a sanha privatista nos serviços públicos, salário indireto dos trabalhadores e da juventude. No orçamento 2022, apenas 1,6% foi destinado para a assistência, 2,35% para o Ensino e 3,06% para a saúde. Enquanto 39% para pagar o refinanciamento da Dívida Pública. O dinheiro existe para colocar todos os jovens que se inscreveram no ENEM 2014 (edição recorde de inscritos) nas universidades públicas. Seria necessário cerca de 7% do Orçamento de 2022 para realizar essa demanda. E essa conta pode ser feita para os leitos de UTI, insumos, profissionais na área da saúde e para qualquer outro serviço público. Destacamos alguns artigos sobre o combate em defesa dos serviços 100% públicos, gratuitos e para TODOS.

    Artigos para entender mais:

    🔗 O direito à educação pública, gratuita e para todos – história e atualidade
    🔗 O direito à educação em tempos de pandemia
    🔗 Os trabalhadores da saúde e a defesa dos serviços públicos e da estabilidade no emprego
    🔗 Mensalidades nas universidades públicas avançam privatização da educação
    🔗 Educação não é mercadoria? Uma análise marxista
    🔗 Creches conveniadas e OS: privatização da educação pública
  • ℹ️ Seguro-desemprego para todos os desempregados. Estabilidade no emprego, nenhuma demissão! Reajuste mensal automático dos salários de acordo com a inflação!

    Este é o sexto ponto da nossa plataforma e unifica os trabalhadores na luta em defesa dos empregos.
    Marx explicou que, sob o capitalismo, o desemprego é uma poderosa alavanca de acumulação de capital e que, portanto, o desemprego é necessário ao capitalismo. Funciona assim: o nível de desemprego regula o preço dos salários e pressiona pela produtividade. Quanto maior o desemprego, mais os capitalistas podem definir os preços dos salários, porque há maior concorrência entre os trabalhadores para conseguir uma vaga. Por outro lado, essa mesma concorrência pressiona aqueles que estão empregados a trabalhar mais intensamente e a ser mais produtivos para evitar a demissão.
    O desenvolvimento da técnica também atua contra os trabalhadores e Marx explicou que a criação e a implementação de máquinas que funcionavam sem ter como força propulsora os músculos e ossos dos trabalhadores desempenharam o papel de armas contra as greves.
    Com o avanço da organização dos trabalhadores e de suas entidades uma importante conquista foi a ESTABILIDADE NO EMPREGO. Todo trabalhador tinha direito a estabilidade decenal, prevista na CLT, que assegurava a estabilidade de emprego a todos os trabalhadores que ficassem por 10 anos no mesmo emprego, quem atingisse esse tempo na empresa só poderia ser demitido por justa causa. Junto a esse direito, havia outro que era a indenização por tempo de serviço, que assegurava ao trabalhador o direito a receber uma multa caso fosse demitido antes dos 10 anos, de acordo com o tempo que prestou serviços a empresa.
    Nenhuma dessas regras agradava os patrões, obviamente. Por isso, em 1966 a Ditadura Militar criou o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) que, na prática, acabava com a estabilidade no emprego e dava aos patrões o “parcelamento” da indenização por demissão sem justa causa, facilitando as demissões. A Constituição de 1988 acabou de vez com a estabilidade decenal.
    Nos anos 80, o movimento operário e a juventude estavam em luta para derrotar a Ditadura Militar, ao mesmo tempo que enfrentavam uma grande crise econômica, inflação e a mudança dos padrões monetários. Foi nesse contexto que surgiu no segundo Plano Cruzado de 21/11/1986 com sua principal marca: o congelamento dos preços. Alimentos, combustíveis, produtos de limpeza, serviços, salários e etc. tiveram seus preços congelados e foi implementado o GATILHO SALARIAL. Se a inflação atingisse 20%, todos os salários eram reajustados automaticamente com o mesmo índice, mais eventuais diferenças negociadas nos acordos coletivos.
    Essa era uma velha demanda do movimento operário para enfrentar a crise capitalista e Leon Trotsky já havia explicado sua necessidade e agitado a demanda no Programa da IV Internacional como “escala móvel de salários”. Num processo inflacionário, os trabalhadores pagam pela flutuação nos preços. A escala móvel de salários combate a perda de poder de compra e busca manter os níveis de vida dos operários.
    Tudo isso mostra que é POSSÍVEL estabilidade no emprego, reajuste de salários de acordo com a inflação e também é possível SEGURO-DESEMPREGO para TODOS os desempregados! No 1º trimestre de 2022 havia 16,5 milhões de desempregados no Brasil (11,9 milhões de desocupados e 4,6 milhões de desalentados), segundo o IBGE. Se cada um deles recebesse o salário mínimo do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-Econômicos) calculado para julho/2022 (R$6.527,67) seria necessário apenas 2,23% do orçamento de 2022 para que TODOS os desempregados tivessem um seguro-desemprego digno enquanto não conseguem emprego.

    Artigos para entender mais:

    🔗 Os trabalhadores da saúde e a defesa dos serviços públicos e da estabilidade no emprego
    🔗 Trabalhadores da rede conveniada: Estabilidade no emprego JÁ!
    🔗 As demissões dos trabalhadores terceirizados da Petrobras em plena pandemia e o desemprego na crise capitalista
    🔗 Abaixo o Decreto N° 59.456 das reduções salariais e demissões!
    🔗 BNDES, FAT e para onde vai o dinheiro dos trabalhadores?
  • ℹ️ Anulação de todas as reformas trabalhistas e das reformas da Previdência de FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro! Previdência pública e solidária, aposentadoria com o último salário integral após 35 (homens) / 30 (mulheres) anos de trabalho, sem idade mínima.

    Este é o sétimo ponto de nossa plataforma eleitoral e das nossas reivindicações gerais e unifica os trabalhadores e jovens contra os ataques que visam ampliar a exploração e intensificação do trabalho através de contrarreformas nas leis trabalhistas e da previdência.Artigos para entender mais:
    🔗 Contrarreformas trabalhista, sindicais e da previdência: De FHC a Bolsonaro.
  • ℹ️ Congelamento dos aluguéis. Proibição de despejos por falta de pagamento de aluguéis! Expropriação dos prédios e terrenos ocupados: Moradia para todos os trabalhadores sem-teto!

    Volte mais tarde para conferir mais detalhes sobre essa reivindicação da plataforma desses candidatos.
  • ℹ️ Reforma agrária já! Por uma verdadeira reforma agrária que deve passar pela expropriação e estatização do Agronegócio e do latifúndio, sob controle dos trabalhadores!

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  • ℹ️ Anulação de todas as privatizações de serviços e empresas públicas realizadas pelos governos FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro!

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  • ℹ️ Independência de classe! Revogação do fundo partidário e eleitoral! Autossustentação militante!

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  • ℹ️ Abaixo o governo Bolsonaro! Abaixo o capitalismo! Por um governo dos trabalhadores, sem patrões nem generais!

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  • ℹ️ Viva o socialismo internacional!

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Saiba quem são nossos pré-candidatos

Lucy Dias | 5020 (Candidata a Deputada Federal/SP)

Lucy Dias é militante da Esquerda Marxista, moradora da cidade metropolitana de Franco da Rocha, onde nasceu. Formou-se em Ciências Econômicas na PUC-São Paulo. Luta contra o sistema e pela revolução socialista como forma de emancipar todos os seres humanos e libertar as mulheres da exploração e da opressão machista e capitalista.

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Pedro Henrique Corrêa | 50917 (Candidato a Deputado Estadual/RJ)

Pedro Henrique Corrêa é militante da Esquerda Marxista e foi diretor da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG). Formou-se em Psicologia na PUC-Rio, fez mestrado e doutorado em Saúde Coletiva na UERJ, e atua profissionalmente como psicanalista. Sua candidatura tem como objetivo alcançar interessados em unir a luta contra Bolsonaro à luta pelo socialismo, convidando-os a conhecerem os espaços de organização da Esquerda Marxista.

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Thaís Tolentino | 50555 (Candidata a Deputada Estadual/SC)

Thaís Tolentino tem 34 anos, é militante da Esquerda Marxista desde 2015 e do movimento Mulheres pelo Socialismo desde 2017, moradora de Florianópolis, onde cursa o doutorado em Literatura na UFSC. Formada em Letras, atuou como professora ACT da rede estadual de ensino de Santa Catarina, sendo eleita pela categoria como coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da regional de Joinville na gestão de 2016. Sua candidatura tem como objetivo reunir a jovens e trabalhadores contra o governo Bolsonaro e pela construção do socialismo, um mundo sem exploradores e explorados.

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