Partida de futebol entre soldados ingleses durante a Primeira Guerra. Foto: Reprodução / UEFA.

O histórico Natal de 1914: quando os trabalhadores se recusaram a matar uns aos outros

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 21, de 10 de dezembro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

Por toda a história, as classes dominantes nunca hesitaram em recorrer ao conflito armado para defender seus interesses. Em nome da segurança e da expansão de suas propriedades, as elites sempre se dispuseram a afundar o conjunto da humanidade no inferno da guerra. E em nenhum outro período isso foi mais verdadeiro do que no capitalismo. Além das constantes disputas por mercados e recursos naturais, as diversas burguesias nacionais se veem constantemente ameaçadas pela ameaça de revolução em seus próprios países. Mais do que qualquer outra classe dominante, os capitalistas se veem forçados a utilizar métodos violentos com mais frequência do que qualquer outra classe dominante na história.

Naturalmente, não são os burgueses e nem seus filhos que pegam em armas. Quem é enviado para marchar para a morte com armas nas mãos são os trabalhadores, os escravos assalariados do capital. Enganados pela propaganda oficial, que os ensina a odiar mortalmente este ou aquele país, grupo étnico ou movimento político, os soldados são treinados para matar, sem hesitação, os que são designados como inimigos da pátria, da moral, de deus e qualquer outra coisa que possa servir de pretexto para a matança. A eficácia da máquina de propaganda é notória. Milhões de jovens de diferentes nacionalidades, mas de uma mesma classe social, matam uns aos outros convencidos da justeza das causas sórdidas das elites de seus países.

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