João Pedro, vítima das polícias assassinas do Estado burguês

Na última segunda-feira (18/05), o destacamento armado do Estado burguês realizou mais uma de suas ações assassinas no Rio de Janeiro. 

Em uma operação das Polícias Federal e Civil, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, o jovem João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, foi assassinado, após os policiais invadirem a casa da família do adolescente e “saírem atirando”, como relatou a família. Ao assassinarem o menino, os policiais levaram-no de helicóptero, sem permissão de acompanhamento familiar. Os pais de João Pedro receberam informações sobre seu filho apenas na manhã seguinte. 

Além de assassinar, sequestrar o corpo e informar a família horas depois, a polícia noticiou supostas apreensões de granadas e pistolas para justificar a operação.

Esses casos não são isolados, mas permanentes, retirando vidas dos trabalhadores e seus filhos, especialmente da população negra, expressando o racismo estrutural do capitalismo. 

Diante de casos como este, a Esquerda Marxista e a Liberdade e Luta expressam a necessidade da luta da juventude, em conjunto da classe trabalhadora, pelo fim da polícia militar! 

Embora o acontecimento relatado não tenha sido realizado pela assassina PM, as pesquisas dedicadas à segurança pública e as ações que vemos nos noticiários e presenciamos nos bairros proletários por todo Brasil, demonstram o terrorismo praticado por esta polícia. O assassinato de João expressa também que as demais formações policiais do Brasil não se diferem do modus operandi da PM.

Evidencia-se que não adianta pedir pela melhoria, mudança ou reforma desses destacamentos, ou a individualização dos culpados. Simplesmente “desmilitarizar” a PM, por exemplo, não fará com que esta instituição deixe de ser o braço armado do Estado capitalista para garantir a propriedade e o privilégio do 1% contra os 99% da população.

É preciso lutar pela organização da classe trabalhadora especialmente nos bairros proletários, onde os trabalhadores são mortos, roubados e aviltados de todas as maneiras, seja pelo Estado, seja pelo crime organizado.

O Estado burguês possui o monopólio da violência e assim esmaga a juventude trabalhadora. Por isso nossa luta não pode ser contaminada por moralismos pequeno-burgueses, que pregam paz e amor em meio a guerra de classes em que vivemos. 

Assim, reafirmamos que apenas a organização concreta da classe trabalhadora e sua juventude, inclusive armando-se para defesa de sua vida, é capaz de combater o Estado capitalista e seu braço armado. 

João Pedro, presente!

  • Pelo Fim da Polícia Militar!
  • Fora Bolsonaro! Por um Governo dos Trabalhadores sem patrões nem generais!
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