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Jovens palestinos enfrentando o Exército de Israel

Palestina: o direito ao retorno e a nova marcha

As mobilizações recentes dos palestinos chamadas de Grande Marcha do Retorno estão mobilizando milhares contra o Estado de Israel e a resposta dos sionistas é sufocar a mobilização com terror. Trata-se de uma nova tentativa de reivindicar seu direito, não só de derrubar o bloqueio imposto por Israel e seus aliados, mas também combater a guerra de extermínio iniciada em 1947 com o apoio de todo o imperialismo internacional.

Israel foi criado artificialmente e se justifica em quatro mitos que são muito bem descritos nas palavras de Ralph Shoenman em sua obra “A história oculta do sionismo”: uma terra sem povo para um povo sem terra, democracia israelense, segurança e a herança moral. Essas não passam de falsas explicações para justificar o injustificável e, em especial, a herança moral baseada no holocausto, quando os sionistas foram importantes colaborados do regime de Hitler.

O dia 30 de março marca o dia da Terra, data em que os palestinos protestaram contra o confisco de suas terras e deu novo ânimo aos palestinos levando a uma das ações de resistência mais conhecidas, a intifada – um levante das massas que impôs um estrago muito maior que qualquer foguete lançado contra Israel. Aliás, os anos de bombas lançadas contra Israel só serviram como justificativa para que os sionistas atacassem os palestinos impondo terror e morte. Somente as massas organizadas podem por abaixo o Estado de Israel.

Uma nova mobilização organizada é uma arma poderosíssima e a única capaz de mudar de fato a situação reaproximando árabes e judeus e os unificando, contra a exploração e por paz. Não é uma medida simples, mas é o único meio. É necessário combater as ações vanguardistas e inócuas de grupos como o Hamas, descoladas do povo, que são inúteis para os palestinos e solo fértil para os sionistas usarem a violência.

Milhares de palestinos seguem a fronteira imposta por Israel e, armados de pau e pedras, continuam se mobilizando contra os tanques e metralhadoras. A partilha imposta pelo imperialismo nega a igualdade dos povos e serve apenas para melhor dominar a região. É fundamental retomar a luta definida pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em sua fundação. Apenas o estabelecimento de um único Estado laico e democrático em toda a Palestina histórica poderá pôr fim ao terror israelense. Só assim árabes e judeus poderão viver em paz e igualdade. Esta é a única saída que apresenta um futuro.

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