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Fim do ensino médio, educação a distância e nossas tarefas

A Reforma do Ensino Médio aprovada no ano passado por Temer e gestada na última década traz na sua essência o objetivo de acabar com o educação pública, gratuita e para todos. Essa é uma discussão central e todo militante precisa estar consciente.

No final de fevereiro e durante o mês de março deste ano, os grandes jornais do país veicularam reportagens sobre palestras que estão sendo realizadas tanto pelo  MEC¹, quanto o CNE², que tratam do novo modelo e que será implementado até 2020.

É importante lembrar que não há nada de novo. O  governo está é viabilizando como colocar em prática a Reforma, o que em muitos estados já está sendo aplicado em doses homeopáticas.

O problema é que os grandes jornais deram, no último mês, manchetes muito realistas e afirmaram que o governo Temer quer 40% do Ensino Médio à distância e apenas Português e Matemática como componentes obrigatórios. Com isso novamente a discussão ganhou força e o governo precisou inclusive soltar uma nota explicando o inexplicável. Ironicamente chama o CNE de órgão independente e age como se o governo não soubesse do que os jornais estão publicando, uma falácia brutal, pois essa é a aplicação da Reforma.

“1. Não é verdade que o governo queira liberar 40% do ensino médio na modalidade de Educação a Distância (EAD). O MEC não encaminhou nenhuma sugestão ao Conselho Nacional de Educação (CNE) e discorda dessa proposta que está em discussão;

  1. O texto das Diretrizes Nacionais Curriculares do Ensino Médio ainda é objeto de discussão no CNE – órgão responsável pela definição e aprovação –, sem prazo para terminar, e passará, posteriormente, por audiência pública.
  2. Apenas depois de todo esse processo é que a proposta será encaminhada ao MEC pelo CNE, para ser homologada ou não pelo ministro da Educação.
  3. O CNE é um órgão independente e tem autonomia para deliberar sobre o tema.” (nota oficial do MEC de 20/04)

Vê-se um visível desespero de que a discussão retorne com força. Apesar da maior parte absoluta dos sindicatos e entidades estudantis silenciarem sobre isso no último período e se recusarem a explicar e construir as bases para a derrubada da reforma, a discussão mais uma vez volta à tona.

Está evidente, neste momento, para que qualquer um entenda, que as intenções do governo são de pôr fim a educação.

A nossa tarefa continua, sem dúvida, sendo a de explicar em cada sala de aula, em cada sala de professores, a cada pai, o significado desta Reforma. O desnude do sistema, no último período, gera revolta por todos os lados: as manifestações por Marielle, a greve dos professores de São Paulo dão o tom do que está maculado no povo trabalhador, as direções traidoras do movimento não estão conseguindo segurar suas bases e muito, ou tudo, ainda está por vir, por isso. É preciso muito combate contra a  Reforma do Ensino, pois esta é mais uma ponta de fio embebido em material inflamável que está prestes a ser aceso.

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