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Continua a campanha pela reintegração do camarada Cícero aos Correios

Em meados de março, o carteiro José Cícero de Oliveira Silva foi demitido da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, em um processo administrativo forjado para “pegar” o camarada, como numa armadilha.

A empresa alega que o trabalhador jogou correspondência fora, numa lixeira, deliberadamente. Nada mais absurdo! Em mais de 20 anos de serviços prestados aos Correios, não há absolutamente nada que desabone o camarada. Por que um trabalhador, em sã consciência, que depende do emprego para sustentar sua família faria uma coisa dessas?

Na verdade, por trás desse processo administrativo se esconde uma motivação política: o camarada Cícero sempre participou das greves e mobilizações da categoria e sempre questionou a política de desmonte e privatização dos Correios e de ataques aos direitos dos trabalhadores. Fez isso desde o governos Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer e até agora. Trata-se de uma demissão com caráter de retaliação política! E não é a primeira vez que os Correios se utilizam de expedientes burocráticos para perseguir e demitir ativistas da categoria.

Diante desse ataque, a Esquerda Marxista vem impulsionando uma campanha pela imediata reintegração do camarada Cícero aos Correios, através de atos públicos, demonstrações de solidariedade e envio de moções e contribuições financeiras.

Solidariedade de classe

Dias após o anuncio de sua demissão, foi organizado um ato público em frente ao seu local de trabalho, o CDD Itália, em Campinas/SP, que paralisou a unidade por mais de uma hora. Os trabalhadores deram uma lição de solidariedade de classe, mostraram sua indignação com a decisão da empresa e recolheram cerca de R$ 1.200 de seus próprios salários para ajudar o camarada demitido a se sustentar e continuar a luta!

Na semana seguinte, outro ato foi realizado em frente ao CDD Georgina, onde o processo administrativo se iniciou. Novamente, os trabalhadores paralisaram suas atividades para participar da manifestação e novas denuncias de perseguição e assedio foram relatadas. Isso mostrou que a demissão de Cícero foi a ponta do iceberg e o caso mais vergonhoso, mas que internamente a pressão e as ameaças contra os trabalhadores são cada vez mais volumosas!

Nos dias seguintes, também foram feitas panfletagens em diferentes locais de trabalho da categoria e, em todas, a revolta contra a absurda demissão era latente. Vários trabalhadores já estavam sabendo do ocorrido através de mensagens que chegaram em grupos de Whatsapp e prontamente se puseram a favor da campanha pela reintegração do camarada.

Por todo o país, começaram a chegar também manifestações de solidariedade. Entidades sindicais, movimentos sociais, militantes e ativistas enviaram moções de repúdio aos Correios e postaram fotos nas redes sociais, com cartazes exigindo a imediata reintegração do trabalhador. Além disso, algumas contribuições financeiras foram importantíssimas para que o camarada conseguisse seguir adiante.

Recurso negado

Durante todo o processo administrativo que culminou na demissão do camarada Cícero, nenhuma observação, resposta ou versão apresentada pelo trabalhador foi levado em consideração pela empresa. Após sua demissão, um último recurso, com mais de 50 páginas, foi protocolado, mas passaram-se semanas e a superintendência regional dos Correios não dava retorno algum, nem mesmo atendia aos telefonemas de dirigentes sindicais.

Ao mesmo tempo, mesmo demitido, o camarada Cícero não teve sossego: vários telegramas foram enviados ao seu endereço residencial cobrando sua presença na unidade para efetuar o registro da demissão em sua carteira de trabalho e, pasmem, para que ele entregasse os uniformes de trabalho! Era evidente que a empresa estava sentindo a pressão e precisava calar o camarada, para que ele desistisse da luta. Por fim, o trabalhador foi comunicado que seu recurso havia sido recusado e que a decisão de o demitir por “justa causa” seria mantida.

Diante disso, um novo ato foi organizado, dessa vez em Bauru (SP), sede da superintendência regional. Militantes da Esquerda Marxista da região de Campinas e Bauru, da Liberdade e Luta e Movimento Negro Socialista, junto com o Sindicato dos Trabalhadores do Correios de Campinas (Sintect-Cas) e ativistas da CUT, Intersindical, Conlutas, do PSOL, PT e PSTU distribuíram panfletos e se revezaram no microfone para denunciar a empresa.

Uma comissão foi recebida pelo superintende em exercício, que afirmou que quase nada poderia ser feito, pois a questão já teria sido definida em Brasília, sede nacional dos Correios. Mesmo assim, foi cobrado pelos presentes para que se posicionasse e intercedesse no caso, mas acabou se esquivando.

Continuar a luta

Passados mais de dois meses da demissão, a campanha continua! Na última assembleia do Sintec-Cas, o camarada Cícero foi um dos delegados eleitos para representar os trabalhadores de Campinas e região no Conselho de Representantes (ConRep) da Fentect, a maior e mais antiga federação sindical da categoria.

Esse encontro nacional que ocorrerá entre os dias 7 e 9 de junho define a pauta de reivindicações da próxima campanha salarial. Portanto, a luta pela reintegração do camarada Cícero e pelo fim das perseguições e ameaças contra os trabalhadores têm que ser encampadas pelo movimento sindical! Aliás, o movimento sindical dos trabalhadores nos Correios tem forte tradição nesse tipo de batalha. Desde os anos 1980 e 1990, a Fentect, por exemplo, desenvolve uma campanha de anistia aos perseguidos políticos dos Correios e esse caso comprova a necessidade de seguir denunciando a empresa e defendendo os ativistas atacados.

Somente com os trabalhadores pressionando a administração dos Correios é que será possível a reintegração imediata do camarada Cícero e o fim desse tipo de perseguições e retaliações!

Por fim, continuem enviando moções e contribuições e postando fotos de solidariedade ao camarada Cícero!

Correios: reintegração do Cícero, já!

Nenhuma demissão, nenhuma punição aos que lutam!

Modelo de moção:

À presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT):
presidencia@correios.com.br

À superintendência regional da ECT:
spigevec@correios.com.br

C/c à Fentect, ao Sintect-Cas e à Esquerda Marxista
fentect@fentect.org.br
sintect-cas@hotmail.com
rafaelprataem@gmail.com

Por meio desta moção, queremos expressar nosso repúdio à demissão do carteiro José Cícero Oliveira Silva, trabalhador lotado no CDD Itália, na cidade de Campinas/SP!

É evidente que, por traz do processo administrativo que culminou com sua demissão, esconde-se a motivação política em calar um trabalhador que sempre participou do movimento sindical, sempre foi contra a política de desmonte e privatização dos Correios e sempre foi contra as medidas que retiram direitos dos trabalhadores.

Com a certeza de que a causa da demissão não foi justa, exigimos a imediata reintegração do camarada Cícero aos quadros da ECT!

Contribuições financeiras:

Banco do Brasil

Agência: 6852-7

Conta corrente: 5.802-5

CPF: 172.753.758-00

José Cícero Oliveira Silva

* Favor enviar comprovante para rafaelprataem@gmail.com ou pelo Whatsapp (19) 98120-8105

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