Foto: Domínio Público

Aumenta a temperatura da luta de classes nos EUA

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 17, de 15 de outubro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

O descontentamento popular com as condições de vida e trabalho nos EUA — que já vinha aumentando nos últimos anos — acentuou-se com o aprofundamento da crise econômica acelerada pela pandemia do novo coronavírus. Os mais afetados são os mais pobres e, dentre eles, os trabalhadores negros, latinos e imigrantes são os que mais sofrem com o desemprego e péssimas condições de saúde, trabalho, moradia e alimentação e os que mais são vítimas da violência policial, racismo e xenofobia.

A pandemia escancarou a desigualdade social e racial existente no país mais rico do mundo. Dados oficiais do Centro de Prevenção e o Controle de Doenças nos EUA indicaram que negros e latinos têm três vezes mais chances de serem infectados e duas vezes mais chances de morrer do que os brancos porque seus empregos não tinham como ser realizados remotamente, porque usam mais o transporte público e também porque muitas pessoas moram juntas na mesma moradia1. São também as pessoas que têm mais comorbidades. E o mais grave: não têm acesso a serviços de saúde porque não podem pagar pelo atendimento ou internação!

EXCLUSIVO PARA ASSINANTES. CONTINUE LENDO.

Deixe Seu Comentário