A escravidão e as origens do capitalismo   

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 18, de 29 de outubro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

Poucas práticas são tão repugnantes quanto a de subjugar um ser humano com o objetivo de reduzi-lo a condição de escravo, sem qualquer direito ou dignidade. Um número incalculável de pessoas, em todo o mundo e em diferentes épocas, foi submetido a esse terrível destino. Foi com o suor e o sangue de homens, mulheres e crianças tratadas como meros objetos, passíveis de serem comprados, vendidos ou mortos a qualquer momento, que grande parte das civilizações mais admiradas da atualidade, como Atenas na Grécia Antiga e o Império Romano, ergueram e consolidaram seus esplendorosos legados. 

Ao longo de toda a história, a escravidão adotou diferentes nomes e formas, os proprietários e suas vítimas variaram consideravelmente de perfil, mas uma coisa permanece constante: por maior que fosse a brutalidade envolvida, a escravidão sempre teve notórios defensores. Em geral, esses são oriundos das elites que dela se beneficiam. Aristóteles, brilhante filósofo de importância indiscutível, argumentava que manter um semelhante como propriedade era “natural”. Na primeira parte de seu clássico Política, o sucessor de Platão na academia ateniense dedica boa parte do texto à defesa da escravidão como algo positivo não apenas para a sociedade como um todo, mas também para a pessoa escravizada. 

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