A arapuca da “democracia” e da “liberdade”: judiciário ou mídia burguesa?

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 15, de 17 de setembro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

Globo, Portal GGN, revista Crusoé, TV RBS e perfis de redes sociais de ativistas e políticos sofreram este ano diversas censuras diretas ou censuras prévias pelo judiciário. Os argumentos jurídicos para tais atos são pomposos: impedir a difamação do patrimônio dos acionistas do banco BTG Pactual, combate às fake news, defesa da honra de um respeitável parlamentar como Flávio Bolsonaro etc. Os contra-argumentos das empresas midiáticas são também muito bem escritos pelos redatores profissionais: houve violação da liberdade de expressão e de imprensa, dos direitos constitucionais e do sistema democrático.

Ó, grande “degradação da liberdade”, afirma o El País. Sim, as liberdades de imprensa e de expressão estão se degradando dia a dia, resultado da decadência do regime. Os comunistas as entendem como liberdades democráticas arrancadas na luta de classes, que ajudaram a derrubar as monarquias absolutistas e hoje voltam a ameaçar as classes dominantes. Entretanto, não nos comovamos com o choro da imprensa burguesa, que só pensa em liberdade na medida que convém aos seus negócios privados e da sua classe. Hoje a burguesia se vê em um momento delicado: um escândalo político amplamente divulgado pode derrubar o governo, ser o estopim para uma revolução.

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