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Foto: RENOVA midia

Trump vs Huawei: a hipocrisia do imperialismo

Em dezembro do ano passado, autoridades canadenses prenderam Meng Wanzghou, executiva da poderosa empresa de tecnologia Huawei e filha do fundador da empresa, Ren Zhengfei. A prisão foi realizada a pedido do governo americano, que a acusava de ser responsável por utilizar sua posição para firmar acordos entre uma subsidiária da marca chinesa e o Irã, em violação às sanções impostas por Washington.

Ainda que a acusação seja verdadeira, a forma como se deu a prisão da executiva chinesa deixou em evidência que as crescentes tensões entre Estados Unidos e China vão muito além de uns poucos acordos assinados com um país membro do chamado “eixo do mal”. A verdadeira disputa é pelo controle do riquíssimo mercado de produtos de informática, sobretudo o mais novo serviço de internet móvel, o 5G.

A Huawei, fundada no final dos anos 1980 por uma parceria entre a pequena empresa de Ren Zhengfei e multinacionais do Ocidente, teve uma ascensão meteórica nesta década, graças à proteção recebida de Pequim no mercado interno. No ano passado, a empresa superou a Apple como a segunda maior fabricante de celulares do mundo, ficando atrás apenas da Samsung. Além do sucesso doméstico e cada vez mais força no mercado internacional, a empresa anunciou um serviço 5G com mais de duas vezes a potência que qualquer outro atualmente.

Naturalmente tal crescimento colocou as gigantes de tecnologia norte-americanas, sobretudo o Google e a Apple, em sobreaviso. Afinal, o serviço 5G é apontado pelos especialistas como o futuro do setor, e as duas bilionárias multinacionais não pretendem perder a dianteira para a concorrente oriental. Para destruir o iminente rival, trataram de acionar o seu balcão de negócios, mais conhecido como governo dos EUA.

Fiéis à sua classe, os agentes da burguesia não perderam tempo. Além da prisão da filha do fundador da Huawei, Trump já decretou a proibição do uso de aparelhos da empresa por qualquer órgão público americano, e uma proposta para banir a empresa do mercado americano já está sendo debatida nos corredores da Casa Branca. Independente do desfecho, essa história é mais um exemplo de como age o imperialismo: livre mercado sempre, exceto quando está perdendo. Nesses casos, que venha o braço forte do Estado burguês imperialista para salvar-lhe a pele!

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