Foto: Sindsep

São Paulo: luta em defesa dos nossos direitos e contra o Sampaprev

Os trabalhadores sofrem com todo tipo de ataques nesta crise do sistema capitalista, com tantas vítimas da pandemia de Covid-19, aumentos nos preços dos alimentos, da carne, do gás etc. Agora, como se já não bastasse, a elite, não satisfeita, quer arrancar ainda mais da população para manter suas fortunas estabelecidas pela exploração da nossa força de trabalho.

O governo federal está com a Reforma Administrativa (PEC 32) engatilhada para ser aprovada pelo Congresso Nacional. Isso significa a total destruição dos serviços públicos, principalmente de saúde e educação. No estado e município de São Paulo, juntos, o governador Doria (PSDB) e o prefeito Nunes (MDB) apresentaram e querem a aprovação de projetos de leis que antecipam essa destruição dos serviços e a retirada de mais direitos dos servidores públicos.

Os trabalhadores presenciaram nesses quase dois anos de pandemia que o serviço público de saúde, mesmo sucateado e precário, foi o que salvou muitas vidas brasileiras. E, assim como o SUS, as escolas públicas foram as que deram apoio aos estudantes e a seus familiares para a superação do descaso e abando dos governos, que nos empurraram para a volta às aulas presenciais sem vacina e priorizando o lucro dos empresários e banqueiros.

A lógica perversa do sistema capitalista chega em todas as instâncias e os ataques são enormes contra a classe trabalhadora. Os ricos, utilizando-se da desculpa que não há verba para sustentar os serviços públicos e que é urgente conter gastos, cortam nossos direitos fundamentais (à vida, educação, saúde e trabalho). Dinheiro não falta, a dívida pública não foi adquirida pela população, os trabalhadores que tudo produzem não devem pagar essa conta.

Em meio às dificuldades enfrentadas pela nossa classe, o prefeito de São Paulo quer aprovar na Câmara dos Vereadores a continuidade da Reforma Previdenciária de Bolsonaro através do Sampaprev2, aumentando a idade de contribuição e o desconto para 14% a partir do salário-mínimo. Além disso, quem conseguir se aposentar continuará pagando a previdência. Atacam salários e oferecem subsídios acabando com a sexta-parte e quinquênios, desconto dos dias de férias relacionados com faltas abonadas e licenças médicas, redução do valor do vale-alimentação e corte do auxílio-refeição. Abre espaço para contratação e Organizações Sociais (OSs) para acabar com a estabilidade do servidor público.

As direções sindicais traidoras apostam na via institucional e virtual de convencimento para que os vereadores e deputados rejeitem os projetos, articulam com base na conciliação de classes e apresentam emendas na tentativa de melhorar projetos devastadores aos servidores e aos serviços públicos.

Está nítido para os servidores públicos a disputa do movimento pelas entidades sindicais devido ao comportamento das direções do Sinpeem e Sindsep, que tomam decisões divergentes, chamam assembleias em datas diferentes e desmobilizam os servidores que se organizaram independentemente das entidades, pois sabem que o ataque dos governos é enorme, significará a destruição dos serviços públicos e que afetará toda a classe trabalhadora.

A saída, são visitas nos locais de trabalho (escolas, hospitais etc.) preparando assembleias massivas dos trabalhadores para fortalecer a luta e barrar os ataques, mas os sindicatos e as centrais sindicais estão distantes das armas de luta independente da classe trabalhadora.

A classe trabalhadora é consciente da sua força, que somente sua organização, mobilização e luta com paralisações e a construção da greve geral conseguirá barrar os ataques. E não só isso, compreende que para conquistar vitórias é preciso derrubar esse sistema injusto, é preciso unidade e fortalecimento para desenvolver a luta.

Sendo assim, chamamos a todos a se organizar com o Coletivo Educadores pelo Socialismo nos atos e assembleias pela retirada e impedir aprovação de todos os PL’s e o Sampaprev2 de Ricardo Nunes, que não está sozinho e tem ao seu lado Doria e Bolsonaro.

Em defesa dos serviços públicos e gratuitos de saúde e educação para todos. A classe trabalhadora continuará a luta na defesa dos seus direitos conquistados. Por uma sociedade justa, e pelo socialismo.

Venha conhecer o Coletivo Educadores pelo Socialismo!

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