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Revista América Socialista resgata história do trotskismo na América Latina

Nota da redação: A Revista América Socialista, órgão teórico e político da Corrente Marxista Internacional (CMI) nas Américas, chega na edição brasileira à sua edição número 15. São 7 anos de publicação regular e de um esforço teórico e político dos militantes da CMI nas Américas e da Esquerda Marxista em particular para elevar a formação e a discussão política entre militantes revolucionários e a vanguarda dos trabalhadores e da juventude. Este trabalho é absolutamente necessário frente à impressionante regressão política e teórica imposta pelo stalinismo e pela socialdemocracia em todo o mundo. Não só vivemos uma época de decadência moral, cultural e política da sociedade burguesa. É também uma época muito difícil para o movimento operário, oprimido por décadas por enormes aparatos contrarrevolucionários e que hoje resiste e luta com as armas que tem para reencontrar um novo eixo de independência de classe e o caminho da revolução socialista.
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Apresentação

Este ano comemoramos os 100 anos da fundação de 3ª Internacional (Internacional Comunista), em março de 1919, em Moscou. Já dedicamos a edição anterior desta revista, a América Socialista 14, à esta comemoração. Na edição que agora apresentamos esta comemoração continua com um artigo de Ted Grant sobre o “Ascenso e queda da Internacional Comunista”, escrito como um balanço no momento que Stalin, como um gesto para as potências imperialistas, dissolve o Internacional Comunista, em 1943.

No quadro desta comemoração publicamos também um texto de Carlos Ricardo Marques sobre Júlio Antonio Mella, o cubano que foi uma figura central do movimento comunista em Cuba e México e por sua oposição ao stalinismo e adesão à Oposição de Esquerda foi perseguido e depois assassinado pelos stalinistas como Vittorio Vidali, que jogou um papel macabro de executor de oponentes, mais de 200, durante a revolução espanhola e que disse a Mella: “Não esqueça nunca: da Internacional sai-se de duas maneiras, ou expulso ou morto!”. Esta já era a Internacional Comunista destruída como força revolucionária e stalinizada até a medula.

Finalmente apresentamos a 1ª parte do texto de Trotsky “Uma Escola de Estratégia Revolucionária”, que é a transcrição de um discurso, em 1921, em que apresenta um relatório sobre a situação econômica e política internacional e resume os principais debates que houve na Internacional durante seus três primeiros Congressos.

Recomendamos a todos os leitores da América Socialista leitura cuidadosa de teses, resoluções e debates dos primeiros cinco anos da Convenção Internacional Comunista, porque eles contêm um tesouro de táticas e estratégias revolucionárias que é mais relevante hoje do que nunca. Estes textos podem ser encontrados, em espanhol, clicando aqui.

Também incluímos nesta edição da revista uma exposição feita pelo camarada Carlos Márquez, num Seminário Internacional sobre o pensamento de León Trotsky, em Cuba no início deste ano. Sua exposição sobre Júlio Antonio Mella e o Trotskismo mostra a relação do fundador e mártir do primeiro Partido Comunista Cubano com a figura e as ideias de Trotsky, uma história muito pouco conhecida.

Também de Carlos Márquez é o artigo com o qual marcamos o centenário do assassinato de Emiliano Zapata, o revolucionário mexicano de cuja história o fraudulento sub-comediante (sic) Marcos tenta se apropriar para justificar sua política pequeno-burguesa.

Mas, há muito mais. Publicamos a 2ª parte do texto de Alan Woods sobre a traição do PSOE e do PCE que estrangularam a revolução na Espanha, no final dos anos 70, e salvaram a monarquia e o Estado Franquista.

Também um artigo de Caio Dezorzi sobre a Revolução Francesa de 1789, que é a base de uma exposição que fez numa Escola Nacional de Quadros da Esquerda Marxista. É muito importante estudar esta revolução porque como Trotsky explica:

“Ao final do século XVIII houve, na França, uma Revolução que se chamou corretamente ‘A Grande Revolução’. Foi uma revolução burguesa. No transcurso de uma de suas fases, o poder caiu nas mãos dos Jacobinos que eram apoiados pelos sans-culottes – ou seja, os trabalhadores semiproletários das cidades – e que interpuseram entre eles e os Girondinos – o partido liberal da burguesia, os cadetes daquela época – a lâmina da guilhotina. É justamente a ditadura dos Jacobinos o que deu à Revolução Francesa a sua importância histórica, que fez dela a ‘Grande Revolução’. E, inclusive, essa ditadura foi instaurada não somente sem a burguesia, como também contra ela e apesar dela”. (Leon Trotsky, 22 de agosto de 1917)

Um artigo de nossos camaradas da Argentina faz um balanço da cisão ocorrida no Partido Obrero em que uma maioria do Comitê Central varre burocraticamente deste organismo toda a oposição e finalmente expulsa seu fundador Jorge Altamira e outros dirigentes que constituíram uma fração e abriram o debate publicamente. O Comitê Central afinal usou os mesmos métodos que Altamira sempre utilizou contra qualquer um que ousasse discordar dele. O Partido Obrero é, junto com o PTS, uma das duas maiores organizações de esquerda da Argentina e, portanto, é importante e muito bem-vindo o texto dos camaradas.

E, finalmente um artigo de Luis Bicalho e Serge Goulart sobre o caráter dos sindicatos no Brasil, a luta pela liberdade e independência sindical e o trabalho dos comunistas nos sindicatos.

Boa leitura e mãos à obra!

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Índice

A Comuna de Morelos e o programa revolucionário de Emiliano Zapata
Carlos Ricardo Márquez

Julio Antonio Mella e o trotskismo
Carlos Ricardo Márquez

Sobre a cisão do Partido Obrero na Argentina
Corriente Socialista Militante

Ascensão e queda da Internacional Comunista
Ted Grant

A Espanha na década de 1970: como se traiu a revolução (2ª parte)
Alan Woods

Uma escola de estratégia revolucionária (1ª parte)
Leon Trotsky

Uma nota sobre o trabalho dos comunistas nos sindicatos
Luis Bicalho e Serge Goulart

230 anos depois, por que a Grande Revolução Francesa ainda assombra os poderosos? (1ª Parte)
Caio Dezorzi

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