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Ato do dia 15 de Maio em Florianópolis

Partidos (incluindo PT e PSOL) unidos contra o “Fora Bolsonaro”

Na segunda-feira (20/5) foi realizado um encontro, divulgado pelo jornal O Estado de SP, em que se reuniram líderes de 10 partidos de oposição a Bolsonaro, dentre eles políticos do PSDB, do PSB, do PDT, do PV, da Rede, do Cidadania (ex-PPS) – todos partidos burgueses – aos quais se somou a vergonhosa participação de dirigentes do PT e do PCdoB e a ainda mais vergonhosa presença de Boulos e de dirigentes do PSOL. O objetivo da reunião foi organizar o lançamento de um movimento: “Direitos já, Fórum pela Democracia”.

PT e PCdoB, depois de toda a colaboração de classes levada a cabo nos governos Lula e Dilma, seguem a tentativa de unidade com setores da burguesia para defender a democracia. Democracia burguesa, obviamente, o chamado Estado Democrático de Direito, que não passa de uma forma de dominação da burguesia para a exploração do proletariado. Desta aliança sem independência de classe participam Boulos e a direção do PSOL, aprofundando assim a adaptação política do partido, que se expressou fortemente já na campanha eleitoral do ano passado.

Outro meio de comunicação informa: “No mesmo dia [20/5], líderes do PT fizeram uma videoconferência na qual foram debatidas orientações de Lula, como descartar um “Fora, Bolsonaro” por resistência ao vice Hamilton Mourão e investir em uma “oposição propositiva””. A orientação de fundo é buscar confundir que agitar “Fora Bolsonaro” teria algo a ver com ser a favor de Mourão, quando as mobilizações por “Fora Bolsonaro” tem a vocação de abrir uma situação de questionamento do conjunto das instituições e do regime burguês. Este foi o sentido das mobilizações do Fora Collor, que foram bloqueadas pela legitimação da posse do vice (Itamar Franco) pelo próprio Lula e o PT.

Já o site da ISTOÉ, relata outra reunião, no dia 22/5, esta com representantes de 5 partidos:

Dirigentes dos cinco principais partidos de oposição – PT, PSB, PCdoB, PDT e PSOL – avaliaram que não é o momento de pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, que se encontraram na quarta-feira, 22, não existe motivo formal para o afastamento, apesar do desgaste sofrido pelo governo em apensas cinco meses de gestão.

 “Não é hora de tomarmos nenhuma iniciativa neste sentido. O terreno é o da luta política com mobilizações e ações conjuntas no Congresso”, disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.   

No PT, sobretudo, a ordem é para não repetir com o atual governo o “golpe” contra a presidente afastada Dilma Rousseff.

Mais à frente na matéria é revelada a pressão da base sobre os dirigentes:

Nenhum deles [líderes dos partidos] chegou a colocar em pauta o pedido de impeachment de Bolsonaro, mas o assunto foi tratado em função da pressão feita pelas bases das legendas de centro-esquerda. Por meio das redes sociais, militantes têm cobrado uma postura mais incisiva dos partidos. Nas manifestações do dia 15 em defesa da educação, o grito “fora Bolsonaro” foi ouvido em diversas cidades.

Não estamos de acordo com a argumentação petista da necessidade de existência de justificativas legais para se colocar a luta política pela derrubada do governo Bolsonaro, nem que as massas nas ruas derrubando um governo reacionário seria um “golpe”. Não! As massas derrubarem Bolsonaro seria um passo à frente para a revolução proletária.

Capa do Foice&Martelo 133

A Esquerda Marxista lançou a palavra de ordem “Fora Bolsonaro” porque ela está conectada com a necessidade das massas de pôr abaixo este governo . Essa palavra de ordem, como relatado pela própria matéria da ISTOÉ citada acima, foi entoada massivamente por vários atos ocorridos no dia 15 e obrigou os 5 partidos a se reunirem para bloquear o avanço deste combate. Não conseguiram impedir que a palavra de ordem “Abaixo a Ditadura!” ganhasse as massas no final dos anos 70 e início dos 80, não conseguiram impedir o “Fora Collor!” e não vão conseguir bloquear o avanço do combate por “Fora Bolsonaro!”. Na realidade, nos sentimos honrados pelos dirigentes dos 5 partidos terem se reunido com o objetivo central de combater a palavra de ordem que lançamos.

Nossas iniciativas nesse combate podem ser conferidas:

  • Na capa de nosso jornal Foice&Martelo 133, lançado em 29 de março, que trazia o “Fora Bolsonaro”.
  • Nas discussões políticas de nossa Conferência, que reafirmaram a posição de levantar o “Fora Bolsonaro” como tarefa central no próximo período: ver relato da conferência
  • Nos atos de 1º de Maio, nos quais levamos faixas com o “Fora Bolsonaro”, assim como o panfleto distribuído nos atos: ver fotos da intervenção no 1º de Maio
  • No dia 15 de Maio, em que o panfleto da Liberdade e Luta defendia o “Fora Bolsonaro” e faixas foram levadas com esta palavra de ordem nas grandes manifestações que ocorreram neste dia: ver avaliação do 15 de Maio

É possível barrar a Reforma da Previdência, é possível reverter os cortes na educação, e sim, – apesar das direções – é possível derrubar Bolsonaro e abrir caminho para derrotar a burguesia e avançar na constituição de um verdadeiro governo dos trabalhadores.

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