Novas medidas podem reativar a produção na Invepal e Inveval

Após a divulgação na imprensa venezuelana de que Invepal (fábrica de papel e papelão, nacionalizada em 2005), estava paralisada havia um mês, por falta de matéria-prima (ver http://tiremasmaosdavenezuela.blogspot.com/2008/07/invepal-est-h-um-ms-e-meio-parada-por.html)…
E após campanha internacional de moções desenvolvida por FRETECO (Frente Revolucionária de Trabalhadores em Empresas em Co-gestão e Ocupadas), que exigia a reativação produtiva de Invepal e Inveval (fábrica de válvulas)…
O presidente Chávez anunciou o investimento de 266,8 milhões de bolívares fortes (cerca de R$ 125 milhões) para impulsionar a produção de papel no país e alcançar o crescimento projetado para o setor nos próximos dois anos.
Segundo o governo, através de um crédito proveniente do Tesouro Nacional, será desenvolvido um plano para incrementar em 56% a produção nacional de papel e 36% a de produtos derivados, como cadernos, caixas, pacotes, etc.
O plano permitirá a geração de 690 novos empregos e propiciará a geração de uma rede social de reciclagem que contará com cerca de 2200 trabalhadores.
Após uma avaliação realizada em Invepal, cuja capacidade instalada de produção é de 316 mil toneladas de papel ao ano, o presidente Chávez disse que, entre as medidas previstas, está a instalação de uma empresa processadora de polpa de papel na zona norte do Oniroco. A medida é importante para substituir as importações do produto, que serve de matéria-prima à Invepal.
A produção de Invepal alcançou em 2005 cerca de 7 mil toneladas, incrementada em cinco mil toneladas no ano seguinte. Em 2007, situou-se em 27 mil 691 toneladas, o que representou o emprego de 8,7% da capacidade instalada. Com os investimentos, espera-se aumentar a produtividade para 82% da capacidade instalada, em dois anos.

Inveval
O presidente Hugo Chávez anunciou que a fábrica de válvulas Inveval, controlada atualmente pelos trabalhadores e o Estado, após a expropriação de seus donos privados, passará a ser uma empresa mista com PDVSA (estatal petrolífera).
Inicialmente, PDVSA aprovou um recurso de R$ 27 milhões de bolívares fortes (cerca de R$ 13 milhões) para atualização e estabilização da empresa, valor considerado modesto pelo presidente.“No futuro vamos substituir as importações e também exportaremos válvulas petroleiras”, afirmou Chávez.

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