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Nota de repúdio contra o absurdo autoritário da Polícia Militar na Escola Roldão de Barros em São Paulo

Publicamos abaixo a nota de repúdio veiculada no site da Liberdade e Luta. O militante vítima dessa ação policial foi o camarada Johannes Halter, membro da direção da Esquerda Marxista. O teor da nota é de extrema relevância no atual momento político brasileiro. Trata-se de um ataque às liberdades democráticas e aos direitos da juventude. Cabe o posicionamento diante da situação de todos os que defendem essas conquistas impostas nas leis por meio da luta de classes.

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No dia 11 de setembro a Liberdade e Luta iria fazer uma panfletagem com o slogan “Fora Bolsonaro” na Escola Estadual Roldão de Barros, em São Paulo. Um de seus militantes havia se deslocado para ajudar na ação os estudantes que também fazem parte da Liberdade e Luta. Ele foi abordado por policiais militares, reprimido e a panfletagem foi impedida.

Os policiais usaram argumentos absurdos e ameaçaram diversas vezes o militante e estudantes que adotassem uma postura política. Eles mentiram dizendo que era proibido distribuir material com críticas aos governos de qualquer esfera, seja municipal, estadual ou federal. Ao darem ordem para que o militante abrisse sua mochila, declararam proibido distribuir os panfletos com a chamada “Fora Bolsonaro”. No entanto, as leis brasileiras permitem a livre manifestação política e proíbem a repressão a essa atividade.

Também declararam que a distribuição do material acarretaria prisão em flagrante. Ao serem questionados por qual crime, afirmaram que seria por “corrupção de menores”. Logo se vê que os policiais que patrulham a Escola Roldão não conhecem nem a legislação brasileira, e muito menos o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas para piorar, ameaçaram prender qualquer estudante que distribuísse os panfletos “Fora Bolsonaro”. Isso contraria todas as leis existentes sobre os direitos da juventude, dos grêmios e o ECA.

Ainda segundo os policiais, eles eram defensores da democracia. E na “democracia” eles se definiram como “força de repressão do Estado”, que iria reprimir quem se opusesse aos políticos eleitos. Essa noção de democracia está em completa contradição com a Constituição Federal e com as leis brasileiras. É a democracia deste sistema podre que vivemos e dos políticos que o defendem. É na verdade a ditadura dos ricos sobre os pobres.

Nós da Liberdade e Luta repudiamos a repressão e o ataque às liberdades democráticas vivenciadas nesta quarta-feira no Roldão. As poucas e capengas liberdades existentes no Brasil foram conquistadas contra a elite, os generais e os policiais. Foram milhões de estudantes secundaristas, universitários e trabalhadores que enfrentaram as prisões, as torturas e mesmo a morte para que a Ditadura Militar caísse e direitos democráticos fossem conquistados.

Nós somos os herdeiros dessas lutas que permitem a nós dizer que somos contra todas as políticas para a educação apresentadas por Bruno Covas, João Doria e Jair Bolsonaro. Nós da Liberdade e Luta defendemos educação pública, gratuita e para todos, em todos os níveis, e com todo o dinheiro necessário. Queremos que os estudantes do Roldão e do mundo tenham direito e acesso a todo conhecimento acumulado pela humanidade. E dizemos que isso passa por derrubar Bolsonaro, por uma revolução e pelo socialismo.

Chamamos todos para defender a liberdade de expressão e de organização com nós da Liberdade e Luta. Para isso, replique essa nota pra todos os seus amigos, e compartilhe nos grupos de salas de aula e da galera.

Convidamos todos a se unirem a nós para defender esses direitos e conquistarmos não só novos direitos, mas também uma nova sociedade e um mundo novo.

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