Manifesto da Pré-Candidata Thaís Tolentino

ABAIXO BOLSONARO! ABAIXO O CAPITALISMO! POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES SEM PATRÕES NEM GENERAIS! VIVA O SOCIALISMO!

O sistema capitalista está em decadência há muito tempo. A propriedade privada dos meios de produção e a exploração da força de trabalho nada tem a oferecer para classe trabalhadora e para a juventude, senão guerra, desemprego, fome e miséria. A barbárie se expressa das mais variadas formas e foi exacerbada na pandemia do coronavírus. A guerra na Ucrânia é o mais recente fruto da agonia desse sistema, um conflito reacionário entre a burguesia, que colocou fim a inúmeras vidas de jovens e trabalhadores de ambos os lados.

A crise não significa o fim do mundo, ou “o novo normal”, mas a agonia de um modo de produção que há muito tempo deixou de promover o desenvolvimento e o progresso da sociedade e que precisa ser enterrado. Em todo o mundo, podemos ver a reação da classe trabalhadora e da juventude, buscando por um novo mundo. Nos últimos tempos, vimos explosões revolucionárias em diversos países: nos EUA, Colômbia, Turquia, Sudão, Mianmar, Cazaquistão, Rússia. Urge a necessidade de construir um partido revolucionário, capaz de tornar esses levantes vitoriosos e colocar a história da classe trabalhadora e da juventude em suas próprias mãos.

Por isso, em Santa Catarina a Esquerda Marxista lança a candidatura de Thaís Tolentino à deputada estadual, para defender está plataforma:

  • Não pagamento da dívida pública (interna e externa), que não foi o povo que fez e que é o principal instrumento de domínio imperialista e de exploração da classe trabalhadora e de todos os oprimidos!
  • Todo investimento necessário nos serviços públicos! Realização imediata de concursos públicos para preenchimento de todas as vagas existentes e ampliação do atendimento! Saúde e Educação públicas e gratuitas para todos! Abaixo a Reforma do Ensino Médio! Cancelamento de todas as OSs, na Saúde, e fim do financiamento público para empresas privadas de educação! Contratação efetiva

e direta pelo Estado de todos os trabalhadores das parcerias privadas (ONGs, OSs etc.), com garantia de direitos e estabilidade no emprego.

  • Seguro-desemprego para todos os desempregados. Estabilidade no emprego, nenhuma demissão! Reajuste mensal automático dos salários de acordo com a inflação!
  • Anulação de todas as reformas trabalhistas e das reformas da Previdência de FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro! Previdência pública e solidária, aposentadoria com o último salário integral após 35 (homens) / 30 (mulheres) anos de trabalho, sem idade mínima.
  • Congelamento dos aluguéis. Proibição de despejos por falta de pagamento de aluguéis! Expropriação dos prédios e terrenos ocupados: Moradia para todos os trabalhadores sem-teto!
  • Reforma agrária já! Por uma verdadeira reforma agrária que deve passar pela expropriação e estatização do Agronegócio e do latifúndio, sob controle dos trabalhadores!
  • Anulação de todas as privatizações de serviços e empresas públicas realizadas pelos governos FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro!
  • Independência de classe! Revogação do fundo partidário e eleitoral! Autossustentação militante!
  • Abaixo o governo Bolsonaro! Abaixo o capitalismo! Pela revolução socialista com um governo dos trabalhadores sem patrões nem generais!
  • Viva o socialismo internacional!

No Brasil, também há disposição de luta contra o capitalismo, apesar da decadência geral das direções dos tradicionais partidos de esquerda e sindicatos. Ao longo da pandemia, os gritos de “Fora Bolsonaro”, defendidos pela Esquerda Marxista desde o início desse reacionário governo, ultrapassaram o imobilismo das direções reformistas – direções que há muito abandonaram a luta revolucionária e se apoiam em alianças com a burguesia.

Essas mesmas direções tentaram sequestrar a palavra de ordem Fora Bolsonaro, para retirar dela seu conteúdo combativo e canalizar toda a insatisfação para as eleições burguesas.

Diante dessa traição, restou à classe trabalhadora e à juventude a candidatura de Lula para derrotar Bolsonaro. A chapa, que tem como vice a inaceitável presença de Geraldo Alckmin, e o programa são desenhados para tentar acalmar os ânimos das massas que vivem a miséria e a fome, mas sem desagradar os patrões ou ameaçar suas contrarreformas e ataques econômicos contra os trabalhadores.

Apoiamos criticamente a candidatura de Lula como um voto de classe, lutando pela plataforma apresentada acima, durante e depois das eleições, nas ruas, nos sindicatos e nas escolas.

Situação de Santa Catarina

Recentemente, Santa Catarina se destacou nos noticiários nacionais. Uma juíza, escrachando a hipocrisia moral burguesa, criou obstáculos para o cumprimento da lei do aborto legal para uma menina de 11 anos, estuprada aos 10 anos de idade.

Aborto mata? De forma insegura e na clandestinidade, sim. O aborto legal e seguro é uma questão de saúde pública! Toda a violência que essa menina e sua família estão passando faz parte deste sistema podre que gera a violência e destrói sonhos! Fosse uma família rica, o caso já estaria resolvido. A moral burguesa só serve para isso: oprimir ainda mais os filhos da classe trabalhadora.

Pelo Aborto seguro, legal, público e gratuito! Pelo direito à infância! Criança não é mãe!

As entrelinhas da redução do desemprego

Santa Catarina, apesar de ser o décimo estado mais populoso do país, está em quinto lugar na criação de empregos, puxados principalmente pelas vagas abertas pelo setor de serviços. Apesar de sua capital ser uma ilha, o estado não o é, e as mesmas pesquisas mostram que os contratos de trabalhadores chamados intermitentes no país, até junho de 2022, já ultrapassaram as contratações feitas em todo o ano de 2021. Esse é aquele contrato onde o patrão chama quando precisa, não se trabalha todos os dias e pode-se ganhar menos que um salário mínimo.

Em nível nacional, também o salário médio de abril de 2022 está mais baixo que o de abril de 2021. Isso demonstra o tamanho do arrocho salarial, levando-se em conta a inflação de mais de 10%.

Esses elementos mostram a piora nas condições de vida dos trabalhadores catarinenses. Essa situação tem relação com as políticas aplicadas por Bolsonaro, como a Reforma da Previdência e a “carteira verde e amarela”, e é consequência direta da aplicação da Reforma Trabalhista.

Nesse sentido, além de derrotar Bolsonaro, é urgente para a classe trabalhadora a revogação de todas as reformas que retiram direitos dos trabalhadores nos últimos anos.

Abaixo a Reforma Trabalhista!

Abaixo a Reforma da Previdência!

Abaixo a terceirização e o subemprego!

Trabalho para todos! Nenhuma demissão!

A exportação de alimentos e a fome

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entre janeiro e maio de 2022, o Brasil exportou 409,6 mil toneladas de carne suína. Destas, 55,86% foram exportados por Santa Catarina. Ao mesmo tempo, a imprensa burguesa divulga que as maiores cidades do estado somam 71,9 mil pessoas com renda mensal inferior a R$90 e que no estado há 355,6 mil pessoas vivendo em extrema pobreza.

É importante destacar que, enquanto a fome extrema aumenta no Brasil, o agronegócio tem batido recordes de exportação de alimentos, sobretudo grãos como a soja e o milho.

No entanto, a população não se beneficia de nada disso. Os latifundiários do agronegócio, que mantém o monopólio da produção alimentar do país, voltam-se apenas para os seus interesses particulares, só visam ao lucro.

Vale acrescentar que a bancada ruralista tem sido o braço direito do governo Bolsonaro no congresso, que só despreza a classe trabalhadora.

Nesse sentido, é preciso pôr abaixo este governo, pois muitas vidas estão sendo perdidas a cada dia. Não podemos confiar na democracia burguesa, acreditando que as eleições resolverão os problemas da classe trabalhadora e da juventude.  Para isso, precisamos construir um partido revolucionário capaz de oferecer um programa e uma direção às massas que ajude a pôr fim nesse sistema em que vivemos.

Precisamos também construir um partido de massas da classe trabalhadora, com independência política e financeira, que seja um verdadeiro instrumento de luta contra toda forma de exploração e opressão, que lute por um governo dos trabalhadores, sem patrões nem generais!

 

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