A Escola de Atenas, por Rafael Sanzio (1509-1510)

Filosofia, ciência e misticismo (parte 1)

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 12, de 06 de agosto de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

Na década de 1970, dizia-se que todo brasileiro era técnico de futebol. Hoje, todo mundo é filósofo e cientista. Um presidente que faz propaganda de uma droga ineficaz contra a Covid-19, livros que repetem velhos ditados e preconceitos culturais como “autoajuda” ou filosofia, pseudociência que se vende como ciência… uma série de exemplos que mostra que a destruição das forças produtivas atinge em cheio a ciência, a filosofia e a cultura.

Alexandre da Macedônia, em sua campanha na Ásia, foi desafiado a desamarrar um nó complicado. Ele pegou a sua espada e cortou o nó. E, assim como Alexandre cortou o nó górdio, pretendo usar aqui o ápice da filosofia, o materialismo histórico, para cortar de cima a baixo este amontoado de nós e amarras que prendem o nosso pensamento e abrir caminho para que a ciência e a filosofia possam ter de volta o seu lugar.

O que é filosofia?

Há um esforço de considerar tudo o que se produziu de pensamento, de máximas e conselhos éticos como “filosofia”. Assim, qualquer um que escreveu o que pensava do mundo ou mesmo de seu próprio país, da sua cidade ou de sua família fez “filosofia”.

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