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Fasubra chama construção de Greve Geral por tempo indeterminado e Fora Bolsonaro

Os cortes de recursos da educação no governo Jair Bolsonaro passam de 6 bilhões de reais e significam mais de 30% do orçamento que as instituições dispunham para investimento e serviços. Com a escassez de verbas, muitas reitorias das universidades federais optam por jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores e dos estudantes. Racionamento de energia, demissão de trabalhadores terceirizados, redução de serviços de limpeza e vigilância e retirada de direitos são algumas das medidas já adotadas pelas reitorias. Soma-se ao quadro os cortes de mais de 11 mil bolsas científicas na CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) que vai levar ao regresso a ciência brasileira.

Mesmo diante de tudo isso, a maioria dos sindicatos continua evitando a chamada pela derrubada do governo como a única saída para os trabalhadores.

Em diversas publicações, explicamos como as direções sindicais e dos partidos de esquerda agem para bloquear o sentimento entre os trabalhadores de derrubada de Bolsonaro. Querem canalizar a revolta para o terreno institucional e eleitoral. Fazem articulações de cúpulas para abafar os gritos e cartazes de Fora Bolsonaro, que se espalham nas manifestações. E cansam as massas com ações vazias e sem consequência prática, como “greves” de um dia ou mesmo não fazendo mobilização alguma, como ocorreu no dia da aprovação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional.

No entanto, a luta de classes é sempre mais forte do que os aparelhos. A pressão de baixo, cedo ou tarde, vai impondo a real necessidade para destravar a situação e abrir uma saída positiva para a classe trabalhadora. Um bom exemplo foram as mobilizações na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina): unidade entre as categorias e movimento de massas é a única linha que pode levar à vitória. Nada de atitudes isoladas de vanguardas, ao invés de mobilização de massa da classe.

Neste contexto, a FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) iniciou um importante debate durante sua última plenária nacional, dias 14 e 15 de setembro: iniciar a campanha Fora Bolsonaro e a construção de uma greve por tempo indeterminado!

A federação dos trabalhadores da universidade pública indicou que todos os seus 49 sindicatos de base, que representam 65 instituições de ensino, realizem assembleias gerais para decidir sobre as duas pautas, com prazo de resposta até dia 4 de outubro, três dias antes do início do 13º Congresso da CUT.

O SINTUF-MT (Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-administrativos em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso), uma das entidades que compõem a FASUBRA, tem a posição de Fora Bolsonaro desde o dia 7 de maio, quando aprovou a resolução em assembleia geral. Depois reafirmou a linha em assembleias seguintes e defende que a perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado deve ser unificada com os professores, estudantes e demais trabalhadores.

Nesse sentido, é urgente que a FASUBRA se dirija ao ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), ao SINASEFE (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) e à UNE (União Nacional dos Estudantes) e, em especial, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e exija do 13º Congresso a imediata unidade na construção da greve geral por tempo indeterminado. É somente a unidade da classe que conseguirá derrubar esse  governo e construir uma saída aos trabalhadores.

A FASUBRA tem um histórico de luta. Foi a primeira entidade sindical a chamar o Fora Collor, quando pairavam dúvidas no ar entre os dirigentes da esquerda se essa era a melhor tática, se era o momento ou se os trabalhadores tinham força. A federação ousou, se conectou com o sentimento das ruas e pouco tempo após seu chamado o movimento sindical se jogou para derrubar o nefasto governo Collor. Mais uma vez a história trilha o caminho da FASUBRA, agora para derrubar Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, há uma pressão gigantesca dos aparelhos sindicais para que nada aconteça. Cabe aos revolucionários explicar pacientemente o caminho que devemos trilhar e construir nas bases que tirará as direções traidoras de seus tronos e colocará abaixo esse governo.

Sobre o Autor

Fábio Ramirez é Coordenador Geral do SINTUF-MT.
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