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Direção do PSOL desvia partido da luta pelo socialismo

O que diferencia um partido da ordem estabelecida, de um partido que pretende transformar a ordem vigente?

Lenin no Livro “O Estado e a Revolução”, escrito as vésperas da revolução de outubro de 1917 nos escreve: “Para Marx, o Estado é um órgão de dominação de classe, um órgão de submissão de uma classe por outra; é a criação de uma ‘ordem’ que legalize e consolide essa submissão, amortecendo a colisão das classes”.

Lenin constata que os políticos da pequena burguesia buscam sempre a conciliação de classe, não a libertação da classe oprimida. Mas, porque isso acontece? Por traição e ou por medo da classe operária organizada em movimento por sua consequente revolução. Marx já havia chegado e nos legou a conclusão teórica clara de que a libertação dos explorados só é possível por meio de uma revolução violenta e da supressão do aparelho governamental criado pela classe dominante.

Entretanto, não por tragédia, mas por farsa, o que mais temos atualmente na política nacional e internacional são partidos ditos de esquerda institucionalizados, adaptados e empenhados em trair a classe explorada e conciliar para manter o Estado democrático de direito. Ou seja, em sustentar nada mais do que o aparato construído pela burguesia para manter sua dominação sobre a classe trabalhadora e a juventude.

O PSOL por seu nome deveria ser o instrumento independente e revolucionário capaz de orientar e ajudar a classe explorada a se levantar contra os exploradores e seu Estado. Sua direção nacional, entretanto, opta por cotidianamente buscar soluções unilateralmente através das instituições burguesas. Vende assim a ilusão de que seria possível para os explorados alcançar suas reivindicações mais sentidas através das podres instituições do estado burguês que existe apenas para manter a dominação sobre o proletariado.

A perspectiva de conciliação e ilusão do partido no Estado burguês fica clara no documento recém aprovado de eixos de ações do PSOL para o segundo semestre. Nele são elencadas uma série de reivindicações, mas em nenhum momento o partido propõe se dirigir às massas exploradas e apontar a verdadeira saída para garantir definitivamente o atendimento das reivindicações mais sentidas do povo trabalhador e da juventude. Em nenhum momento se coloca claramente a necessidade de Combater nas ruas pelo Fora Bolsonaro, como meio para colocar abaixo todo esse sistema podre.

O que os explorados precisam e estão à procura para dar fim a esse sistema podre, que detestam, é um partido revolucionário que se proponha ao lado da classe para destruir essa ordem existente.
Na ausência de algo que inspire confiança e dê essa perspectiva, a classe se preserva, resiste e observa, tentando encontrar uma ferramenta que lhe sirva como instrumento de erradicação da ordem vigente e construção de uma sociedade sem exploração.

A Esquerda Marxista vem alertando a direção do PSOL, e das velhas direções do movimento operário, sobre o equivoco dessa linha política de conciliação com a burguesia. Essa é a linha de afastamento e traição das massas e que tem levado as organizações do movimento operário e da juventude ao esvaziamento, à burocratização, falência e destruição.

Sobre o Autor

Adilson Mariano é militante da Esquerda Marxista e Presidente do PSOL Joinville.
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