Desvinculação de receitas da União acelera ataque aos níveis de vida

Medida prepara rebaixamento dos níveis de vida das massas trabalhadoras do Brasil.

A desvinculação das receitas da União (DRU) representa a liberação do governo para destinar até 30% das verbas de determinada área, como saúde e educação, para interesses dos capitalistas que apoiam Temer e para o pagamento da dívida pública. Esses recursos muitas vezes já eram revertidos para a iniciativa privada indiretamente. Agora o Estado tende a encurtar e até cortar os já pequenos orçamentos sociais.

Junto a isso, aumenta-se a pressão pela privatização de empresas e serviços antes geridos pelo poder público. Uma vez que já não está disponível o dinheiro usado para manter determinado atendimento, torná-lo privado atende tanto ao interesse do governo, que se liberta da responsabilidade de retomá-lo, como do capitalista privilegiado pelo novo nicho de mercado.

Receituário dos órgãos imperialistas para todo país dominado, a garantia do pagamento da dívida pública será o principal destino dos valores que serão subtraídos do orçamento nacional. Esse compromisso envolve anualmente em torno de 43-50% do orçamento da União.

Em uma crise econômica brutal, o nível de arrecadação de impostos e contribuições também baixou para as esferas federais, estaduais e municipais. Manter o mesmo ritmo de submissão ao imperialismo trará consequências sociais graves. Junto com a desvinculação das receitas da União, assistiremos a uma tentativa permanente de rebaixamento ainda mais intensa dos níveis de vida da população trabalhadora.

Artigo publicado na edição 90 do jornal Foice&Martelo, de 15 junho de 2016.

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