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Foto: Mauricio Castillo

Violência na fronteira com a Venezuela: quem nos divide é o capitalismo

Na última semana, diversos ataques de brasileiros a imigrantes venezuelanos foram registrados na fronteira entre os dois países, especialmente no município de Pacaraima, em Roraima.

O grande fluxo de estrangeiros na pequena cidade tem provocado tensões com a população local, à medida que o Estado não toma as providências necessárias para garantir o acolhimento digno dos recém-chegados.

A maior parte dos venezuelanos vem para o Brasil fugindo da grave crise econômica que castiga seu país de origem. A política de conciliação de classes do governo Maduro, que se recusa a aprofundar a Revolução Bolivariana expropriando bancos e cancelando o pagamento da dívida pública, é uma das responsáveis.

A queda dos preços do petróleo, do qual a economia venezuelana é profundamente dependente, minou as fontes de recursos dos programas implementados pelo governo Chávez. Além disso, o boicote da burguesia através de locautes e açambarcamentos faz com que produtos básicos desapareçam do mercado, o que, juntamente com a desvalorização do Bolívar e a perda de poder de compra da classe trabalhadora, leva a um cenário de extrema privação.

Nós, marxistas, temos consciência de que a luta de classes é um fenômeno internacional e que só a solidariedade internacionalista da classe trabalhadora pode derrotar de vez as burguesias de todos os países e destruir o sistema econômica capitalista.

Por isso prestamos nossa solidariedade aos trabalhadores venezuelanos que migram em busca de condições melhores para suas famílias. As divisões de fronteira são artificialmente impostas pelas classes dominantes para criar a ilusão de que o destino do proletariado está separado por essas linhas.

A verdade é outra. Seja no Brasil, na Venezuela, na Colômbia ou no Haiti, a classe trabalhadora sente os efeitos da mão pesada do imperialismo drenando riquezas através dos mecanismos escusos da dívida externa, explorando a mão-de-obra local através de multinacionais e seus salários de fome e exaurindo recursos naturais deixando para trás somente um cenário de destruição e caos ambiental.

A barbárie é sintoma de um sistema que a todos divide para melhor dominar. O chamado feito por Marx e Engels há 170 permanece atual e é a única maneira de romper as correntes que nos prendem à miséria capitalista: trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!

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