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Trabalhadores da Flaskô, dos movimentos dos sem-teto e sem-terra realizaram ato público na Avenida Paulista

 Alexandre Mandl

Compadre João, da Flasko, levando a luta pela estatização

No dia em que a Avenida Paulista completou 120 anos, trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô, dos movimentos pelo direito à moradia (MTST e MUST) e dos sem-terra da região de Campinas, realizaram um grande ato público, ocupando a avenida e depois o prédio onde fica um escritório da Secretaria da Presidência da República. Em época de Natal, com a Avenida toda decorada, os trabalhadores deram o tom vermelho à “festa”, que se mostra bastante desigual no capitalismo. Enquanto a burguesia prepara seu “peru gordo”, a classe trabalhadora enfrenta as mazelas da miséria e da exploração do trabalho.

O ato foi pautado pela reivindicação por um Plano Nacional de Desapropriações – por reforma agrária, para moradia e para trabalho. Os sem-terra precisam de terra para plantar e morar, os trabalhadores da cidade precisam de moradia. Os trabalhadores que ocuparem as fábricas, como a Flaskô, precisam ter a garantia da defesa de forma duradoura dos seus empregos e direitos. Por isso, lutam pela estatização sob controle dos trabalhadores!

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O ato concentrou 2.000 trabalhadores no vão do MASP, que marcharam em direção ao escritório da Secretaria da Presidência da República, que fica na própria Av. Paulista. Ocuparam as duas vias da avenida, e depois o próprio prédio. Foram recebidos pela Chefia da Secretaria da Presidência em São Paulo, Sra. Rosemary de Noronha, onde se conquistou uma reunião com o Ministro Gilberto Carvalho, já para o dia 19/12, ás 14h30, em São Paulo, e depois, o indicativo de uma reunião com a Presidenta Dilma Rousseff para o ano que vem.

Depois, seguiu-se para a Assembléia Legislativa de São Paulo, onde houve uma Audiência Pública, impulsionada pela Comissão de Direitos Humanos, contando com os Deputados Carlos Gianazzi (PSOL), Adriano Diogo (PT) e Simão Pedro (PT), com o lançamento da campanha “Sem teto com vida”, discutindo a criminalização dos movimentos sociais, especialmente os sem-teto, que foram assassinados e presos nos últimos anos.

Abaixo apresentamos a carta da Esquerda Marxista divulgada durante o ato. Explicamos que a Presidenta Dilma, para atender estas reivindicações, deve romper com a burguesia e construir um governo socialista dos trabalhadores.  

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