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Bancos exigem a carne e aos trabalhadores, quando muito, sobram ossos.

O capital financeiro suga o país

O Santander teve um lucro 20% maior neste trimestre, o Bradesco 25%. Enquanto isso, o desemprego não diminui e o subemprego continua muito alto. O diretor do Goldman Sachs explica a análise do banco sobre a Reforma da Previdência:

“O cenário doméstico não é o fator mais importante para o fluxo estrangeiro e, sim, o cenário global e o apetite por risco em emergentes. É necessário que haja a perspectiva de que o ciclo de crescimento esteja no meio e não no fim”, afirma Caesar Maasry.

Em outras palavras, os bancos exigem a carne, para os trabalhadores sobram no máximo os ossos, se sobrarem. Isto, nesta situação em que deputados, senadores, juízes, ministros e o presidente Bolsonaro tratam de cumprir fielmente o seu papel e entregar o que podem para bancos e fundos de investimentos.

Fernando Henrique Cardoso acabou com o monopólio estatal do petróleo e gás, o governo Lula e depois Dilma nada fizeram para reverter isso, mas é no governo Bolsonaro que esta lei vai encontrar a sua “melhor” explicação. Toda a estrutura de gasodutos que garante o transporte de petróleo e gás foi privatizada; a Petrobras Distribuidora, que faz a comercialização do petróleo e dos produtos refinados (gasolina, diesel, nafta etc), é a empresa mais lucrativa do grupo e foi entregue a preço de banana. Além disso, a Petrobras fez um acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão responsável pelo controle de monopólios, com o objetivo de vender metade de suas refinarias.

E este é só o começo. Depois de reduzir a Petrobras a uma empresa de furar poços, o ministro da Economia Paulo Guedes diz que devemos (ele e Bolsonaro) fazer uma política agressiva de privatização. Quando o Goldman Sachs explica que os investimentos não virão, como citado acima, a consequência desta política “agressiva” será a entrega a preço vil de todas as outras estatais – Banco do Brasil, Caixa Econômica, Correios e o que mais tiver.

Para não deixar dúvidas de onde querem chegar, Bolsonaro explica que quer o filho embaixador nos EUA para melhor poder negociar a mineração em terras indígenas. Assim, o “fake nióbio” desce ao seu valor real: a entrega do subsolo, que hoje é protegido por diversas leis, às multinacionais americanas. O racismo anti-indígena de Bolsonaro revela sua real face: não passa de uma estratégia para invadir as terras indígenas. Nunca é demais lembrar que o racismo foi uma invenção capitalista para justificar a escravidão negra e indígena e persiste hoje como um instrumento de divisão da classe operária, com o fim de manter rebaixados salários de brancos e negros.

O problema de toda esta política é que ela não consegue – nem pretende conseguir – resolver o problema do desemprego e do sucateamento do serviço público. O SUS está caindo aos pedaços e as mortes e doenças se espalham. As escolas e universidades estão sucateadas e o governo pretende privatizar algumas e destruir outras. As“escolas militarizadas”, que seriam vitrines de um novo tipo de escola, além de não resolverem nenhum problema educacional, já que não há previsão de mais bibliotecas ou professores mais bem pagos nestas escolas, serão uma ínfima minoria entre o restante das escolas públicas. A única diferença é que o governo vai garantir a “segurança” destas escolas e vai abandonar mais ainda as outras para o tráfico, milícias e tiroteios, que assustam e matam crianças.

A pesquisa científica está sem verbas e os alunos de pós-graduação, que são os operários mal pagos desta estrutura, ficarão sem bolsas a partir de setembro. Várias linhas de pesquisa estão sendo fechadas (principalmente nas Ciências Exatas, Engenharia e Saúde, que precisam de mais dinheiro). Logo, várias universidades poderão ficar sem luz, água, limpeza e segurança.

O quadro é dramático e o governo Bolsonaro e seus ministros se ocupam em produzir palhaçadas nas redes sociais para esconder o desastre.

Os principais partidos de esquerda (PT, PC do B e PSOL) estão mais preocupados com os escândalos, se limitando a disputas parlamentares, do que em se ocupam a organizar uma luta séria para acabar com este governo. O socialismo e o comunismo não são lembrados nem em dias de festa.

A Esquerda Marxista foi a primeira organização a levantar o grito “Fora Bolsonaro”, que ressoa no povo desde a posse de Bolsonaro e que foi exposto de forma popular no Carnaval. Essa é a palavra de ordem que deve continuar sendo animada. É ela que ajudará jovens e trabalhadores a superarem a situação atual e abrirá caminho para derrubar este governo e começar a construir o socialismo.

A podridão que exaura do Judiciário e do próprio governo com as conversas reveladas na “Vaza Jato” é a mostra do que a Esquerda Marxista vem dizendo há muito tempo: estes que reclamam de vestais têm podres demais a esconder. Palestras pagas por empresas que estão sendo processadas, reuniões secretas de procuradores e ministros do STF com a nata dos banqueiros, tudo isto vem a tona. E a operação da PF para prender o hacker encontrou um “bandido” (se é que ele foi o responsável por este vazamento) que se recusou a dizer que recebeu um dinheiro que não recebeu. Ao que parece, o “bandido” tem mais honra que delatores, procuradores, policiais e juízes.

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