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Juiz se recusa a ouvir o caso do jovem marxista preso no Paquistão

A provação do líder estudantil marxista de Multan, Rawal Asad, parece interminável. Ele está sendo claramente vítima de atos ilícitos e do atraso dos procedimentos judiciais. No sábado, mais uma vez ficou claro que não existe nenhuma lei no Paquistão e que os tribunais e advogados são todos parte de uma farsa, enquanto os reais agentes do poder governam sem contestação. O pedido de fiança para o caso fabricado de sedição deveria ser ouvido sábado em um tribunal de Multan. Mas o juiz atrasou a audiência até o horário de fechamento do tribunal. No final, ele disse que não podia ouvir o caso e que o mesmo devia ser encaminhado a algum outro juiz.

Esta é uma violação clara da lei pelo próprio tribunal, enquanto um estudante está apodrecendo na prisão junto a criminosos empedernidos, o juiz não ouve a solicitação. O mesmo juiz concedeu a custódia física de Rawal Asad à polícia há alguns dias e ouviu o relatório policial depois da investigação. Mas, depois de atrasos indevidos e dos procedimentos judiciais, quando finalmente chegou o momento de decidir sobre o pedido de fiança, o juiz se recusou a ouvir o caso.

O presidente e secretário-geral da associação de advogados de Multan expressou sua inconformidade com relação a essa conduta e em nome de todos os advogados de Multan condenou essa ação.

É evidente que algumas forças são mais poderosas do que a lei no Paquistão, e os tribunais e prisões são como uma teia de aranha, onde os mais fracos são capturados e torturados enquanto os mais poderosos a destroem. A acusação de sedição contra Rawal Asad nos lembra as atrocidades e a opressão sob o imperialismo britânico, quando os lutadores pela liberdade eram acusados sob essas leis, as quais permaneceram em vigor junto ao injusto sistema judicial.

O sistema baseado em classes continua, sob o qual um punhado de pessoas ricas que vivem no luxo extremo decidem o destino de milhões que vivem na pobreza e na miséria. Se alguém se atrever a levantar a voz contra a divisão injusta entre ricos e pobres, é vitimado por vários meios e acusado de sedição.

No entanto, toda essa opressão não deterá os revolucionários em seu caminho e eles continuarão sua luta pelos direitos fundamentais dos oprimidos, que se encontram na miséria e depredação extremas.

A Aliança Progressista da Juventude prometeu intensificar a campanha pela libertação de Rawal Asad, e reuniões e protestos públicos estão planejados em todo o país nos próximos dias. Muitos sindicatos, associações de advogados, jornalistas e outras organizações e grupos também expressaram solidariedade ao PYA e prometeram realizar uma luta conjunta.

Também apelamos aos trabalhadores, estudantes e ativistas políticos de todo o mundo para que expressem solidariedade com Rawal Asad que está sendo vitimado apenas por organizar trabalhadores e estudantes. As acusações contra ele, de acordo com o caso judicial, são de que se juntou a um protesto pacífico em Multan em 5 de fevereiro. Se este é um ato sedicioso, ter uma opinião pessoal sobre qualquer questão também é sedição. É bem possível que, em futuro próximo, simplesmente respirar sem permissão estatal possa implicar em uma acusação de sedição, uma vez que o Estado intensificou sua repressão também nas mídias sociais. Por outro lado, terroristas e assassinos estão sendo tratados como convidados do estado, enquanto elementos corruptos e criminosos fazem parte do governo e das instituições governamentais. Esses responsáveis pela pobreza, fome, desemprego e por todos os outros males da sociedade estão desfrutando, através do roubo e da pilhagem, de vidas de luxo como cidadãos respeitáveis da sociedade.

Segundo o Estado, o ato mais criminoso de Rawal Asad é que ele é de origem humilde, vivendo em condições extremamente difíceis. Ele não foi educado em instituições da elite e não tem um estilo de vida luxuoso, mas levantou sua voz contra a injustiça no país.

Este caso tornou evidente mais uma vez que todo esse sistema está apodrecido até a medula, enquanto a classe dominante quer preservá-lo a qualquer custo. Todos os tipos de dissidência estão sendo banidos e todas as organizações que lutam pelos direitos dos trabalhadores e dos pobres estão sendo sufocadas até a morte.

Mas vamos lutar contra essa brutalidade até o fim e nos recusamos a nos curvar diante da opressão.

Mais uma vez apelamos a todas as pessoas com consciência a nos apoiar nessa causa.

Qualquer ofensa a um é uma ofensa a todos!

Libertem Rawal Asad!

Educação e saúde gratuitas para todos!

Trabalhadores do mundo, uni-vos!

Tradução de Fabiano Leite.

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