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A crise aumenta

A Nova República morreu! Viva a… e aí a coisa complicou. A “nova política” de Bolsonaro fez água antes de ser colocada a prova. Até o momento, o que o novo governo conseguiu de prático, além das picuinhas, posts pornográficos no Twitter devidamente apagados após denúncia protocolada no STF, corte de 30 bilhões na execução do orçamento (repetindo o que todo governo anterior fazia) e 10 milhões doados para a transformação de 36 escolas do Distrito Federal em escolas administradas pela PM? Ah, é claro, entregou a Base de Alcântara para os EUA, depois de um espetáculo de subserviência que há muito tempo não se via! Parecia um dos vice-reis prestando contas para o rei.

A bolsa de valores e o dólar, impulsionados por uma especulação cujo único limite é a sanha dos “investidores” brasileiros, sobem e descem ao sabor da última fofoca das cozinhas do Planalto e dos ministérios, aonde o que é dito pelo presidente é constantemente “explicado” pelo general Heleno, pelo general Mourão ou pelo porta-voz do governo que também é militar.

E para complementar a sanha, aquele que não é militar, Onix, declara em entrevista a Rádio Guaíba do Rio Grande do Sul: “No período Pinochet, o Chile teve que dar um banho de sangue. Triste. O sangue lavou as ruas do Chile, mas as bases macroeconômicas fixadas naquele governo”.

Bolsonaro, no Chile, complementou que a Reforma da Previdência segue o modelo chileno implantado durante a ditadura de Pinochet:

“— Nosso ministro da Economia é um homem voltado para o livre comércio, ele foi um Chicago Boy, esteve aqui com o presidente Pinochet tratando o plano econômico de vocês (chilenos) — disse Bolsonaro, que defendeu a política de Guedes sobre livre comércio e projetos como o corredor bioceânico, que une Brasil, Argentina, Paraguai e Chile.

Além disso, o presidente brasileiro elogiou o sistema previdenciário do Chile.

— Nós é que temos que resolver nossa Previdência. Pelo que eu sei, aqui está devidamente controlada a situação — afirmou o presidente.

Sim, Bolsonaro deve estar muito bem informado sobre o tema. A renda per capita do Chile aumentou, desde a ditadura militar. Mas isto foi seguido por um aumento brutal da miséria, particularmente dos aposentados. A insuspeita BBC, agência vinculada ao governo britânico, explica em artigo:

O crescimento econômico, entretanto, não foi suficiente para conter os desequilíbrios do sistema de aposentadorias do país, que desde 1983 segue um modelo de capitalização gerido pelo setor privado.

O principal problema do modelo chileno é o baixo valor dos benefícios. De acordo com Felipe Bruno, líder de Previdência da consultoria Mercer no Brasil, nove em cada dez aposentados no país recebe o equivalente a menos de 60% de um salário mínimo.

Tudo isso, é claro, faz brilhar os olhos do mercado financeiro, dos bancos e dos “investidores”. O único problema é que isto precisa ser aprovado pelo Congresso e cada passo de Bolsonaro e do seu fiel discípulo, até nas trapalhadas, leva a mais confusão no Congresso e a maior dificuldade de aprovação da reforma da previdência.

Sejamos honestos: não é por causa da oposição que a reforma não anda. Os governadores da oposição chegaram a se reunir com o Maia, para discutir mudanças na reforma que a deixassem mais “palatável”. O PDT, depois de ter fechado questão contra a reforma em sua executiva, assiste calado a uma rebelião em sua bancada parlamentar, onde metade dos parlamentares querem discutir mudanças e aprovar a reforma. A oposição não faz oposição de verdade. Mas o governo, em compensação, não se cansa de dar tiros no próprio pé. E, verdade seja dita, a culpa não é toda de Bolsonaro, é o sistema inteiro que está podre.

Assim, depois que Moro virou Ministro da Justiça, o juiz Bretas do Rio de Janeiro passou a usar a mesma sanha e o mesmo tipo de decisão de Moro. Isso num momento em que a dita “operação” tem cortada a sua “independência financeira” pelo STF, anulando o acordo que fizeram com o Departamento de Estado dos EUA para transferir 2,5 bilhões de reais para os cofres de uma fundação gerida pelos procuradores da “operação”.

O ministro Moro, fruto da viagem aos EUA, fortalecido pelo apoio das “autoridades” dos EUA e pelos acordos com o FBI, pressiona o Congresso para aprovar o seu pacote. Rodrigo Maia coloca o pacote de Moro num congelador (comissão para análise com prazo de 90 dias) e escala Freixo (PSOL) e Paulo Teixeira (PT) para compor a comissão, junto com dois parlamentares governistas. E, quando vê seu sogro ameaçado, o presidente da Câmara (Maia) trata Moro como ele é hoje: um simples auxiliar do Presidente. E ai o caldo entorna: Moreira Franco (o sogro) é preso.

O PSL e seu cotejo de perfis, insuflados por Carlos Bolsonaro (o vereador que despacha na cadeira do pai em sua ausência), ataca todos os fundamentos da “velha política”, o “é dando que se recebe”. O Ministro da Economia, talvez desavisado que uma coisa tem a ver com outra coisa, acabou de cortar 30 bilhões da execução do orçamento (o “é dando”); Bolsonaro, no Chile, joga gasolina na fogueira ao declarar que:

“O que levou a essa situação, parece, foram os acordos políticos em nome da governabilidade, mas a governabilidade você não faz com esse tipo de acordo. No meu entender, você faz chamando pessoas sérias e competentes para integrar o seu governo, como eu fiz.”

As castanhas estão no fogo. A crise corrói as cúpulas. E eles não conseguem governar. A grande questão é: a classe operária conseguirá forjar a sua direção e acabar de vez com este Estado, abrindo caminho para o socialismo? Nós convidamos vocês a virem conversar com a Esquerda Marxista para ajudar a construir um partido revolucionário que tenha por meta acabar com o capitalismo e todos os seus males.

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