Caso Mariana Ferrer: segunda instância reafirma o caráter da Justiça burguesa

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmou no dia 07 de outubro a decisão de primeiro grau e manteve a absolvição do empresário André de Camargo Aranha, acusado por Mariana Ferrer de tê-la estuprado em Florianópolis em 2018. A justificativa dos três desembargadores foi a falta de provas. De acordo com o relato do TJ o advogado de André Aranha saiu comemorando o resultado. Nada mais apropriado para quem participou da sessão em que Mariana foi humilhada e exposta com julgamentos do tipo “jamais teria uma filha do teu nível”, culminando no argumento de que não era possível nesse caso concluir que houve a “intenção” do réu estuprar Mariana.

André Aranha é filho de Luiz de Camargo Aranha, advogado que já atuou em processos de defesa da Rede Globo e tem como ocupação ser empresário de jogadores de futebol. A sua família e as ligações econômicas e políticas que possui demonstram para que lado a balança da justiça pende em situações como essa. Uma justiça burguesa que defende sua própria classe.

Diante disso, reafirmamos que não é suficiente exigir “justiça” para Mariana e tantas outras mulheres que sofrem violência. Essa é a justiça que temos na sociedade capitalista e por isso é preciso nossa organização independente para pôr abaixo essa sociedade e toda sua ideologia. É preciso repudiar mais essa decisão e organizar a luta das mulheres trabalhadoras contra a violência.

  • Toda a nossa solidariedade a Mariana Ferrer!
  • Abaixo a violência contra a mulher!
  • Cadeia para estupradores! Reverter a decisão nas ruas!
  • Abaixo o Estado capitalista e sua justiça! Nossas vidas importam!
  • A luta pela emancipação da mulher é a luta pelo socialismo!
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