África do Sul: 16 anos do fim do Apartheid (parte 3)

Artigo publicado no jornal Foice&Martelo Especial nº 20, de 26 de novembro de 2020. CONFIRA A EDIÇÃO COMPLETA.

PARTE 1

PARTE 2

A importante greve da SAFTU

Coincidindo com o aniversário de um ano de fundação, a SAFTU realizou uma greve com adesão praticamente total dos 800.000 trabalhadores, parando multinacionais como a BMW, Ford e Toyota. O setor de transportes provocou um verdadeiro colapso em todos os setores. Os  trabalhadores em marcha chegaram até a invadir o parlamento neste dia.

Ao mesmo tempo, as tensões com o setor público, que em 2010 levaram 1,3 milhão de servidores às ruas, se intensificaram e havia chance real das novas greves gerais convocadas pelo SAFTU aumentasse significativamente as fileiras para quase o triplo.

Claro que uma greve de um dia não é suficiente, mas no contexto em que se encontrava a África do Sul, com direções políticas mudando o curso do rio repentinamente e profunda confusão nas propostas, essa greve foi uma vitória e um primeiro passo importantíssimo. Em resposta, a burguesia surpreendeu e fingiu concordar com a necessidade da reforma agrária e da expropriação que o EFF havia colocado em debate, inclusive com a visita de Theresa May, a então primeira-ministra da Inglaterra, que se posicionou também favorável.

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