A LUTA NÃO PODE PARAR! SÓ A MOBILIZAÇÃO ARRANCA CONQUISTAS!

 

* Cristiane Paula Sacconi
 
Greve dos professores Municipais
 
 
 
Os Profissionais da Rede Municipal de Educação de São Paulo já perceberam o descaso e a enrolação do governo de Gilberto Kassab desde 2011, quando foi apresentado um reajuste salarial que na verdade não passa de incorporação do abono complementar e ainda dividido em três parcelas de 10,19% para serem pagos em três anos (2012, 2013, 2014) e mais 13,43% de reajuste ao salário base.
 

Os ataques aos serviços e servidores públicos é a política aplicada em todo o mundo, agora que aqueles que produziram a crise mundial passam a conta para os trabalhadores pagarem. Mas em todo o mundo, da Grécia ao Oriente Médio, da Espanha aos E.U.A. e a cada dia em mais lugares, os trabalhadores se organizam e usam suas ferramentas históricas, as greves e mobilizações, para terem seus direitos reconhecidos.
 
A prefeitura de São Paulo já conhece todas as reivindicações propostas e apresentadas pela categoria. Trabalhamos hoje sem condições ou estrutura nas escolas. Para que os profissionais possam desenvolver um bom trabalho já se tornou urgente a redução do número de alunos por sala de aula tanto quanto investimentos na construção de mais escolas: não basta somente mandar materiais, uniformes e leite enquanto os profissionais da educação são desvalorizados e mal pagos. São necessárias políticas públicas de verdade para solucionar dificuldades de aprendizado.
 
A pauta de reivindicações foi apresentada ao governo em 14 de março de 2012, exigindo a antecipação da incorporação já do abono complementar. Ao invés de contemplar as reivindicações, o governo pediu tempo para leitura e análise para responder em 28 de março. Enrolação! Nessa data, em assembleia, esperávamos uma resposta positiva do governo, que não houve, obrigando-nos a entrar em greve a partir de 02 de abril, com adesão de mais de 60% das escolas!
 
Com assembleia marcada para 04 de abril, sem nenhuma resposta concreta do governo e ainda sob ameaça de só haver diálogo se voltássemos às salas de aula, foi decidido em assembleia a manutenção da paralisação. Kassab a greve continua, a culpa é sua!
 
Hoje, 10 de abril, prazo limite para encaminhar e aprovar projetos e propostas na câmara dos vereadores, devido à lei de ano eleitoral, continuamos nossa luta e estamos em assembleia exigindo um compromisso do governo com a educação, contemplando nossas reivindicações.
Os Profissionais da Rede Municipal de Educação de São Paulo devem se manter mobilizados e organizados, e lembrar que somente juntos e unidos fortalecemos nosso movimento, visto que a direção do nosso Sindicato tem o dever de acatar o que a assembleia em sua maioria decidir. As reivindicações não são novas, são todas justas e necessárias e, independente da resposta deste governo, não podemos mais tolerar este tipo de política de descaso e desrespeito com a educação pública.
 
O Sindicato é um instrumento de luta e deve se comprometer com as necessidades da categoria. A defesa de educação pública de qualidade para todos e a valorização dos profissionais do ensino é uma tarefa que cabe ao nosso sindicato e será conquistada pela luta da categoria organizada e unida. Devemos explicar em todas as oportunidades o que acontece nas escolas, para alunos e pais e também a todos os profissionais da educação, explicando, esclarecendo que somente unidos através da luta coletiva podemos melhorar nossa situação.
 
Neste momento em que os trabalhadores de todo o mundo erguem-se para dizer não aos ataques promovidos por governos e patrões, devemos também nos erguer contra esse governo patrão até fazer valer nossa luta por uma remuneração digna, melhores condições de trabalho e uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.
 
• Por um sindicato de luta, comprometido com as demandas da categoria!
• Pelo atendimento imediato das exigências da pauta entregue ao governo!
• Redução do número de alunos por sala e construção de mais escolas!
• Fim das terceirizações, incorporação de todos os profissionais terceirizados!
• Por uma remuneração digna com condições de trabalho para educar com qualidade!
• Educação pública, gratuita e de qualidade para todos!
 
*Cristiane Paula Sacconi (RE EMEF Gabriel Prestes – Pirituba) 
Candidata ao Conselho Geral do Sinpeem nº 412 – eleições em 16 de abril.
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