14 anos do 11 de setembro de 2001

São passados 14 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 nas cidadelas ianques de Nova Iorque e Washington. A imagem aterradora das torres gêmeas desabando como castelos de areia é a marca de uma colossal viragem na história contemporânea.

São passados 14 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 nas cidadelas ianques de Nova Iorque e Washington. A imagem aterradora das torres gêmeas desabando como castelos de areia é a marca de uma colossal viragem na história contemporânea.

Exatamente quando o imperialismo se contorcia em uma bancarrota de envergadura assustadora jamais vista até então, a mais larga, geométrica, e profunda de toda sua história, corroído por sérias, agudíssimas e insanáveis contradições interimperialistas, a partir daí lança-se em uma de suas aventuras militares, desta feita inaugurando uma nova ordem mundial, esgrimindo com a doutrina Bush de “guerra total ao terror”.

Os inéditos acontecimentos de 11 de setembro de 2001 sinalizaram para que o imperialismo ianque desencadeasse sua santa cruzada contra o terror com um ostensivo avanço militar palmilhando sobre várias nações e regiões do globo numa ofensiva titânica.

 Os paladinos do imperialismo ianque em suas cantilenas e todos os seus operativos dispararam discursos contra Al-Qaeda. A justificativa foi que os atentados foram liderados por Osama Bin Laden. A invasão sangrenta do Afeganistão por tropas imperialistas da “santa aliança” sob a chefatura dos USA foi desenvolvendo-se como ocupação militar e no estabelecimento, em Cabul, de um governo títere de Washington. Desde então, a horda de ocupação não experimentou um só dia de trégua no embate com resistência afegã. Obama anunciou com estardalhaço cinematográfico a retirada das tropas do USA do Afeganistão logo após a morte de Bin Laden, em junho de 2011, mas equivocaram-se os palpiteiros que vociferavam um abrandamento da geopolítica ianque sob a direção de Obama. A badalada desocupação das tropas lideradas pelos ianques não findou até agora. Em torno de quatro mil militares ianques que permanecem no país invadido a título de “assessoria e capacitação” da polícia e exército doméstico.

Quando, em 2004, a nova ofensiva do imperialismo ianque se estendia impetuosa e célere, cumprindo seu papel sinistro de sabujo dos ianques no Oriente Médio, o lacaio genocida Ariel Sharon nivelou Yasser Arafat, ainda com vida, a Osama Bin Laden. Não se tratava de coincidência fortuita, se tratava dos preparativos para o assassinato de Arafat e de galvanizar uma opinião pública favorável. Gaza, a partir de então, se viu diante de intensa campanha militar desencadeada pelos sionistas de Israel, com bombardeios quase que diuturnos, tortura, mortes e prisões de palestinos. Mas, os sionistas enfrentaram uma tenaz resistência desenvolvida pelo povo palestino.

A invasão do Iraque teve o fajuto pretexto de busca por “armas de destruição em massa”, em 2003, e como consequência a destruição d Iraque e a captura de Saddam Hussein. A promessa da besta sanguinária ianque George W. Bush de vitória rápida, invicta e arrasadora não se realizou e a guerra foi longa e cruenta. O julgamento-farsa de Saddam e seu assassinato na forca, ao contrário de deter, inflamaram e tonificaram ainda mais a resistência do povo iraquiano que segue enfrentando o invasor ianque.

Obama alçado à condição de chefe do imperialismo ianque em 2003 seguiu com a política de “guerra total ao terror” de George W. Bush. Obama “comemorou” os 10 anos de “guerra ao terror” se antecipando aos franceses e bombardeou a Líbia, financiou bandos de mercenários que destituíram e assassinaram Muammar Khadafi, em 2011. Assim, uma nuvem negra foi avançando sobre outros países da costa africana do mediterrâneo.

 O imperialismo estadunidense se mete na Síria onde uma rebelião popular se iniciava contra Assad e impulsiona, através da Arábia Saudita, Qatar e outros a entrada em cena de grupos religiosos integristas e profundamente reacionários que afastam a população da luta. O resultado é uma guerra civil que já dura cinco anos entre os grupos sectários e mercenários e o regime de Bashar Al-Assad. O saldo macabro já é de cerca de 250 mil mortos e 11 milhões de deslocados ou refugiados. É daí que vem parte dos refugiados que chegam hoje na Europa.

O caso ucraniano atesta com a guerra civil que os tensionamentos interimperialistas já custaram até agora algo em torno de sete mil vidas e deslocaram um contingente de 1,5 milhão de cidadãos ucranianos. Segundo a ONU a Ucrânia é um dos 10 países com maior número de deslocados em todo o mundo, sendo o primeiro justamente a Síria.

A Ucrânia está polarizada e retalhada entre o leste e o sul atualmente controlado pelos Russos sob a chefatura de Vladimir Putin e a parte norte e oeste do pais, infestado de fascistas, que conseguiram fazer do anticomunismo uma política do Estado ucraniano transformado em enclave do USA e da União Europeia na fronteira russa ocidental.

 Este resumo tão somente mostra que a guerra imperialista é uma realidade. No curso destes 11 anos a corrida por uma nova partilha e concentração de capital, mercados, áreas de influência, ou seja, de uma nova partilha do mundo entre as rapazes potencias imperialistas vem se desenvolvendo sobre o cadáver dos Acordos de Yalta e Potsdam (ao final da 2ª Guerra). Essa nova partilha do mundo tem a mesma natureza de todas as outras antes por eles deflagradas. E   a mesma bestialidade. Diferindo apenas na forma e nos contornos geoestratégicos. Sempre provocando uma esteira de horror para os povos e nações oprimidas.

Mas, cada crime hediondo do imperialismo e de seus títeres vai sendo somado na conta histórica que eles terão que pagar. Esperemos que brevemente.     

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