Razão e Revolução - Filosofia Marxista e Ciência Moderna


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Título: Razão e Revolução - Filosofia marxista e Ciência Moderna
Autor: Alan Woods e Ted Grant
Idioma: Português
1ª Edição 2007

FAÇA SEU PEDIDO POR E-MAIL: editora@marxismo.org.br

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É com grande satisfação que apresentamos a edição brasileira de um livro oportuno e essencial: “Razão e Revolução” de Ted Grant e Alan Woods, já traduzido a diversas outras línguas depois de seu lançamento há doze anos na Inglaterra e que trata de filosofia marxista e de ciência moderna.

Escrito logo após a queda do muro de Berlim e do colapso da União Soviética, este imprescindível livro faz uma contundente, profunda e – por que não? – apaixonada defesa do marxismo num momento em que se renovam e recrudescem sobre ele os mais virulentos ataques de todos os lados. Os ideólogos da burguesia, com sua característica ligeireza e superficialidade, chegaram a decretar o fim da história e a vitória definitiva do capitalismo, descortinando um futuro de estabilidade, paz e progresso para o mundo sob a égide do mercado, agora globalizado. Esta ofensiva ideológica também se apoiou e se nutriu do desconcerto geral provocado no seio da esquerda pelo fracasso do estalinismo. Com isto, o mundo se viu de repente povoado por uma estranha fauna: a fauna de ex-marxistas, ex-comunistas e ex-guerrilheiros, agora apóstatas e com um grande apetite pelas benesses do poder.

No entanto, era este um desfecho esperado: afinal, que marxismo era praticado por essas estranhas criaturas? O anátema lançado sobre Trotsky e por eles acolhido sem reservas serviu de barreira quase intransponível à compreensão do fenômeno estalinista e de suas perspectivas: se tivessem lido e digerido adequadamente os escritos de Trotsky, mais particularmente o seu livro “A Revolução Traída”, escrito em 1936, talvez tivessem sido mais prudentes.

Contudo, a história - esta velha, inarredável e teimosa dama – recusou-se a desocupar o cenário apenas porque assim o desejavam os pontífices da reação burguesa e seus novos acólitos. Às velhas contradições, nunca antes resolvidas, somaram-se novas, e a realidade, com absoluta indiferença, continuou a operar dentro dos mesmos parâmetros e com crueza agravada. Para infelicidade da burguesia, o coroamento do processo de colapso da União Soviética coincidiu com o final do boom capitalista do pós-guerra, minando sua viga mestra, o “estado do bem-estar social” nos países capitalistas avançados, e encurtando o período de sua “lua de mel”.

Sem embargo, não se pode negar o prejuízo: muita gente desavisada e sem uma sólida base teórica se deixou abater, povoando a estrada da retirada e da deserção, confundindo as massas que eles pretensamente dirigiam. Principalmente aqueles que nunca realmente conheceram ou dominaram o método do materialismo dialético. A rigor, essa gente se satisfazia com uma mescla indigesta oferecida por “marxólogos” que já tinham tido a prudência ...



 
Relatos da Revolução de Outubro


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Título: Relatos da Revolução de Outubro
Autor: participantes da revolução russa de 1917
Idioma: Português
1ª Edição março de 2007

FAÇA SEU PEDIDO POR E-MAIL: editora@marxismo.org.br

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Muito se tem escrito e dito sobre a Revolução neste ano de 2007, em que ela completa 90 anos de existência. Tão longe no tempo, ela ainda persiste nos corações e mentes dos socialistas em todo o mundo.

No entanto, nós marxistas, que defendemos o legado de Outubro, somos forçados a nos deparar a todo o momento com vários tipos de falsificação histórica, que visa a deturpar o verdadeiro caráter da Revolução.

Livros, artigos acadêmicos e matérias na imprensa nos oferecem um festival de mentiras e leviandades. A tomada e manutenção do poder pelo proletariado através dos sovietes, para nós o fato mais notável da história humana, é mostrada como um “acidente histórico casual”, como obra de “fanáticos e oportunistas bolcheviques”.

Mais ainda, os cronistas da burguesia culpam a Revolução e o bolchevismo pela degeneração autoritária stalinista e até mesmo pelo atraso atual da Rússia.

Mesmo publicações consideradas de esquerda, como a Revista Carta Capital, ajudam a propagar estes absurdos. Na edição 436 da revista, o jornalista Antônio Luis Costa, numa matéria em que critica o mafioso presidente Putin, afirma que o problema central da Rússia é o “autoritarismo crônico” de seus líderes, desde o czar Ivã “o Terrível”, passando por Lênin, Stálin e chegando a Putin!!

Ao mesmo tempo, o jornalista imputa à Revolução de Outubro a responsabilidade de um atraso econômico que teria feito com que passassem nove anos para que a URSS recuperasse os níveis produção da Rússia antes de 1917. Ou seja, ele apenas esquece de dizer que tal crise econômica se deu pelo fato da Rússia passar por quatro anos na Primeira Guerra Mundial, e em seguida enfrentar uma guerra de mais quatro anos contra os exércitos contra-revolucionários “brancos”.

E pior, se esquece de lembrar que mesmo com tudo isso, foi justamente o fato dos meios de produção terem sido socializados na Revolução o que permitiu todos os avanços e conquistas da URSS no período subseqüente.

Naturalmente, também ignora o fato de que o retorno da Rússia ao capitalismo é o maior responsável pela degradação social do país.

Por tudo isso, o lançamento de “Relatos da Revolução” vem em ótima hora. Nesse livro, nosso leitor não vai encontrar análises políticas, sociais e econômicas, como na maioria das obras sobre o período. A originalidade dessa obra é mostrar como a Revolução e a guerra civil impactaram a vida de quem esteve lá. Poetas, escritores, operários, camponeses, militantes pouco ou muito conhecidos, homens e mulheres deixaram suas impressões e experiências pessoais que poderemos ler em suas páginas.

Nosso leitor presenciará os feitos de heróis ...






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