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Voto contra a classe trabalhadora acaba com a aposentadoria dos servidores federais

Luiz Bicalho




O Senado Federal acaba de aprovar a proposta do Funpresp (Fundo de Previdência dos Servidores Públicos Federais) que acaba com a aposentadoria dos servidores.

O senador do PT, Jorge Viana, explicou que o problema central é que não podíamos ter uma previdência diferente para trabalhadores da iniciativa privada e para o setor público. O único problema é que ele explica, na sua intervenção no Senado que a aposentadoria dos Servidores não podia continuar. Veja em.
Jorge começa explicando que todos estão juntos: do PSDB ao PT, passando pelo PMDB. Lembrou que já existiram duas tentativas, uma do governo FHC e depois agora com o PT. Que a primeira proposta foi derrubada pelo PT, mas que agora a coisa mudou.



E Jorge ressalta que “os companheiros do PSDB” agora estão juntos com o PT. Defendendo a “previdência complementar”, todos juntos.

Jorge parte de uma mentira: que existiria um déficit na previdência. O problema é que esta conta é, como sempre, furada. E quer jogar nas costas dos servidores os erros deles, que construíram este “déficit”.

Mais ainda, diz que este projeto vai permitir que os servidores tenham aumento, que ai não vai influir na aposentadoria, ou seja, os ativos serão aumentados e os aposentados perderão! Que é o que acontece com a iniciativa privada, que o senador denuncia e propõe para resolver esta diferença: que todos tenham perdas! Ao invés de trabalhar para que os trabalhadores todos ganhem, o Senador do PT passa a defender o sistema financeiro!

Aliás, Jorge que usa e abusa dos termos “faz de conta”, “faz de conta” que os problemas vão ser resolvidos com esta proposta em 2050!

José Pimentel, do PT, relator da proposta, começa agradecendo a todos os senadores. Ele diz que o projeto é importante porque cria uma regra igual para todos, trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público.

Ele destaca as Leis Completares 108 e 109 (veja livro de Luiz Bicalho e Serge Goulart, Devolvam Nossa Previdência a venda em ) que, transformando os fundos de pensão de “benefício garantido”, onde os trabalhadores sabiam o que iam receber, passavam à “contribuição garantida”, onde você sabe o que paga e não sabe o que recebe.

Sim, o Senado aprovou, com os servidores cantando “o PT pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”. É a segunda vez que isso acontece e, se desta vez não existiram dezenas de milhares nas ruas, isso se deve a toda a situação política de desalento, principalmente ao ver que a “base aliada” substituiu há muito, o que era o projeto do PT socialista e ligado à luta dos trabalhadores.

É importante ressaltar que no seminário promovido pela oposição do Sindicato dos Auditores, com a presença de dezenas de entidades de servidores, estiveram presentes representantes da CUT. Mas, no site da entidade está destacado corretamente que o governo dá mais de 90 bilhões para os empresários, mais de 200 bilhões para os bancos para pagar juros, não tem nada para o aumento de salário dos servidores, mas nada é falado contra o projeto.

Enfim, enquanto a CUT não leva até o fim a luta contra as propostas da “base aliada” de Dilma, a base do PT cada vez mais se pergunta se esse é o seu governo. 

Nós, da EM, temos uma coisa clara: o PT precisa romper com esta base aliada e voltar a se aliar aos trabalhadores. Qualquer outra coisa só vai levar a esta continuidade da política de FHC, como bem explicaram os dois senadores do PT: o projeto de agora era igual ao projeto de FHC.

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