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Violência, tiros, sangue e diversas pessoas feridas na ocupação da rua Riachuelo 39

Na madrugada do dia 24 de novembro de 2012, diversas entidades e famílias filiadas à Federação Pró Moradia do Brasil, foram covardemente atacadas a bala por homens fortemente armados no Prédio de 20 andares abandonado, na  Rua Riachuelo nº 39, no centro de São Paulo, amentando a escalada de violência contra os pobres em nossa cidade, que lutam por moradia e politicas publicas.
 
O Movimento participava de uma Jornada de Ocupações, para denunciar os imóveis abandonados no centro de São Paulo e para lutar por Moradia Digna para os Sem Teto e suas famílias.
Quando por volta das 2 horas da manhã, cerca de 250 pessoas do Movimento, já se encontravam dentro do prédio, subindo para o segundo andar, depararam  com uma grade e um homem do outro lado,  que ainda chegou a conversar com os ocupantes, dizendo que ia pegar as chaves.
 

Na madrugada do dia 24 de novembro de 2012, diversas entidades e famílias filiadas à Federação Pró Moradia do Brasil, foram covardemente atacadas a bala por homens fortemente armados no Prédio de 20 andares abandonado, na  Rua Riachuelo nº 39, no centro de São Paulo, amentando a escalada de violência contra os pobres em nossa cidade, que lutam por moradia e politicas publicas.
 
O Movimento participava de uma Jornada de Ocupações, para denunciar os imóveis abandonados no centro de São Paulo e para lutar por Moradia Digna para os Sem Teto e suas famílias.
Quando por volta das 2 horas da manhã, cerca de 250 pessoas do Movimento, já se encontravam dentro do prédio, subindo para o segundo andar, depararam  com uma grade e um homem do outro lado,  que ainda chegou a conversar com os ocupantes, dizendo que ia pegar as chaves.
 
Porém, logo em seguida para a surpresa e desespero de todos,  apareceram dois homens atirando, portando uma arma calibre 32,  e outra pistola calibre 380. “DECLARANDO QUE QUERIAM VER SANGUE E QUE SEUS PARCEIROS DO LADO DE FORA IRIAM DAR AOS SEM TETO O QUE ELES MERECIAM”
 
Resultado, muita correria, gritos, tiros,  desespero, sangue e pelo menos cinco pessoas covardemente baleadas, e outras dezenas feridas pela quedas nas escadas, e pisoteadas. 
Para nossa surpresa, a Policia e a Perícia alegaram não ter encontrado os atiradores que ficaram até 6:30 da manhã dentro do prédio, e também não encontrou as armas, somente os projéteis ficaram espalhados pelo chão.
 
Perguntas: quem são os atiradores? Por que não foram presos? Porque a Policia não conduziu ao distrito os supostos seguranças que estavam dentro do prédio?  Porque as famílias Sem Teto ainda tem se submeter a tanta violência, para conquistar uma moradia nesta cidade?
 
O Movimento, suas entidades filiadas e as famílias não vão se calar até que estas respostas sejam fornecidas pelas autoridades.
 
Foram gravemente feridos à bala:
Ana Maria da Silva, que foi atingida por dois tiros na barriga, e está em coma no hospital do Servidor Público Municipal, Sandro Vieira de Campos baleado no braço, Anderson Pedro da Silva baleado no rosto, Kleber do Nascimento Correia baleado na barriga e no braço se encontra hospitalizado, também no Hospital do Servidor Publico Municipal. E outra pessoa chamada Manoel baleada no braço, que foi levado por seus familiares.  Pessoas desmaiaram, caíram nas escadas e foram pisoteadas.
 
Tudo precisa ser rigorosamente esclarecido. O por que de tanta violência. Foram muitos tiros, e as famílias ocupantes estão traumatizadas. As famílias esperam rigorosa apuração dos fatos, apuração do papel da policia no episódio e uma reposta da Secretaria de Habitação da Prefeitura e do Estado,  sobre a sua situação.
Chega violência contra dos Sem Teto. Chega de Genocídio. Moradia Digna Já.
 
São Paulo, 24 de Novembro de 2012.
 
Federação Pró Moradia do Brasil, Movimento de Moradia Novo Centro, Associação Vida Nova, Associação Divina Flor, Associação de Mulheres de Brasilândia, Associação Flor do Oriente, Associação Raio de Luar, Associação Beneficente Criança Esperança, Associação Renascer Fase 1, Associação Rodnei, Instituto Maria Paula, Instituto Bará, Associação Moradores Vila Nova e Adjacências, Associação de Amigos e Moradores do Jardim Antártica, Associação Resona, Federação Moriá, Associação Federativa Instituto Ação Social Para Todos, Associação Jardim Princesa, Associação Nova Esperança de Taipas, Associação Mulheres de Taipas, Instituto Caesbi, Grupo de Mães Novo Amanhecer, Associação de Moradores do Parque do Carmo, Associação Nova Visão, Clube de Mães da Associação de Moradores Amigos do Parque Otero, Associação Morro Grande, Associação HABI, Associação Casa Verde, Associação José Afonso de Sousa, Associação Vida Nova Carrão, Associação Vida Nova Pinheiros, Associação Vila Nova Cachoeirinha, Associação Nova Era, Associação Brasinha.
 
Entidades que se solidarizam e exigem apuração para tanta violência.
Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos

 

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