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Vereador Marxista com a palavra: Mandato não é balcão de negócios

 

Vem sendo propalada aos quatro ventos, de que o prefeito Rodrigo Agostinho terá vida fácil no próximo mandato em virtude de 13 vereadores, dos 17 eleitos pertencerem a partidos que integraram a ampla coligação que o elegeu no primeiro turno. Só fazem uma ressalva em relação a minha postura, e afirmam que serei “a oposição” ao governo de Rodrigo Agostinho. 

Sinteticamente, compete ao vereador, expor os problemas da população e buscar providências junto aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal, os atos do Prefeito, denunciando o que estiver ilegal ou imoral à população e aos órgãos competentes.

Portanto, o vereador é o fiscal do dinheiro público. Praticamos isso em nosso mandato, e vamos continuar a fazê-lo, sem a “ideia fixa” de ser contra, por ser contra.

Exerci o mandato com autonomia e independência, respeitando todos os compromissos que assumimos com a população. Apoiamos as ações deste governo que consideramos corretas, e discordamos daquilo que consideramos não atender os interesses da maioria da população, e cumprimos uma de nossas funções básicas que é o ato de fiscalizar.

Manteremos nossa posição, pois combatemos o encabrestamento aceito por muitos vereadores em troca de favores para fortalecerem seus currais eleitorais, de indicarem para subempregos parentes e amigos na máquina pública. São os vereadores lagartixas, sempre de cabeça baixa para o executivo.

Nosso mandato não é pautado por agendas pequenas, obtusas e medíocres. Não transformamos o mandato popular em balcão de negócios. Nosso alinhamento natural é com as necessidades e reivindicações dos trabalhadores, do povo e da juventude. A subserviência mansa não faz parte de nossa trajetória de vida e de lutas.

 

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