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Venezuela: manifestantes ‘pacíficos’ da oposição incendeiam o Ministério da Habitação

Na terça-feira, primeiro de abril, um violento grupo de manifestantes da oposição atacou o prédio do Ministério da Habitação, incendiando-o. Mais de 300 pessoas tiveram que ser evacuadas, incluindo crianças de uma creche no mesmo prédio. É provável que você não tenha lido sobre isto nos meios de comunicação de massa.

Na terça-feira, primeiro de abril, um violento grupo de manifestantes da oposição atacou o prédio do Ministério da Habitação, incendiando-o. Mais de 300 pessoas tiveram que ser evacuadas, incluindo crianças de uma creche no mesmo prédio. É provável que você não tenha lido sobre isto nos meios de comunicação de massa.

O ataque incendiário, o quarto somente neste ano, contra o prédio localizado no município governado pela oposição de Chacao, Caracas, revela a verdadeira natureza dos manifestantes venezuelanos. Apesar de serem descritos pelos meios de comunicação de massa como manifestantes “pacíficos”, de fato eles são altamente violentos em seus métodos e objetivos.

Os meios de comunicação também apresentam os manifestantes como se estivessem preocupados com as questões sociais (crime, escassez, inflação etc.). Então, por que atacariam o Ministério da Habitação? A Missão Moradia, coordenada a partir do prédio do Ministério, é um dos mais recentes programas sociais da revolução Bolivariana. Começando com o objetivo de resolver os problemas de moradia de milhares de famílias que ficaram sem casa nas inundações de novembro de 2010, este programa logo se expandiu para prover de moradias decentes a todos que delas necessitassem.

Até o momento, mais de 750 mil novas casas foram construídas e entregues a famílias necessitadas, ou porque não tinham moradia, ou porque viviam em casas superlotadas ou em condições insalubres. Grande parte dessas novas casas foram construídas com a participação direta das comunidades envolvidas, organizadas por seus conselhos comunais, que tiveram voz na decisão sobre onde as casas seriam construídas, no estabelecimento da lista de prioridades de famílias necessitadas e que participaram diretamente na construção das casas. A maioria dessas casas foi entregue de forma gratuita e totalmente mobiliada, ou em condições de financiamento muito favoráveis. Às famílias que receberam as casas não é permitido vendê-las, para evitar a especulação.

A política habitacional da revolução também promulgou leis que protegem os direitos dos inquilinos e uma decisão mais recente do Ministério permite aos inquilinos que pagam aluguéis de seus apartamentos há mais de vinte anos o direito de comprá-los em condições favoráveis.

O ataque contra o prédio do Ministério da Habitação mostra, portanto, a verdadeira face da oposição e seu ódio àquelas políticas que permitem aos setores mais pobres da sociedade se beneficiar da riqueza petrolífera do país. Da mesma forma, o incêndio da universidade UNEFA, em San Cristóbal del Táchira, por bandidos mascarados da oposição, e os repetidos ataques incendiários contra as clínicas de saúde e diagnóstico do programa Barrio Adentro (como o que ocorreu em Barquisimeto), representam o ódio da oposição aos programas da revolução Bolivariana que ampliaram massivamente os cuidados gratuitos de saúde e educação para a classe trabalhadora e às pessoas mais pobres.   

Esta é de fato uma revolta dos ricos contra os pobres.

Os meios de comunicação de massa gostam de apresentar o falso quadro da Venezuela como um país onde a liberdade de imprensa já não existe ou está severamente restringida. A reação da mídia aos ataques ao Ministério da Habitação revela que o oposto é que é verdadeiro. Um dos principais jornais do país, baseado em Caracas, Ultimas Notícias, que gosta de cultivar a imagem de imparcialidade e isenção, primeiro usou uma manchete afirmando “Ministério da Habitação pega fogo”, como se isto fosse algum tipo de misterioso acidente de autocombustão, e somente depois de ser denunciado na mídia alternativa, ele se corrigiu e admitiu que tinham sido “manifestantes violentos” que “atacaram o prédio com coquetéis Molotov”.

A correspondente da Associated Press, Hannah Dreier (anteriormente, correspondente de jogos de azar em Las Vegas), decidiu fazer apenas uma muito breve menção a este incidente em seu artigo sobre o impeachment de Maria Corina Machado na Assembleia Nacional. Nesta menção ela diz: “As chamas se elevavam das janelas do Ministério da Habitação enquanto os jovens lançavam pedras na polícia e saíam correndo de um veículo blindado com mangueiras de água de alta pressão que eles chamam ‘a baleia’”. Mais uma vez, podemos ver aqui as chamas misteriosamente se “elevando” das janelas, sem qualquer explicação de quem ateou o fogo. Apesar de se ter pedido um esclarecimento, que ela reconheceu legítimo, o artigo não foi mudado.

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