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USP: intransigência do Reitor e militarização do campus da universidade

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP critica a ocupação da Reitoria. “Infelizmente, um setor minoritário do movimento, derrotado [em] votação, agiu de forma antidemocrática ao ocupar a reitoria”, diz nota publicada nesta manhã, “deslegitimando o debate feito no fórum de assembleia. A gestão do DCE-Livre da USP entende que tais práticas deslegitimam as instâncias do movimento e não contribuem para uma atuação consequente, democrática e de luta”.
Apesar da crítica à ocupação, o DCE também não concorda com a reintegração. “A ação de reintegração de posse, pronunciada pela reitoria, só contribui para aumentar o impasse, expressando a indisposição ao diálogo em solucionar a questão”, diz a nota. Leia a íntegra:
“O DCE-Livre da USP compreende que o impasse colocado hoje na universidade é uma resposta à falta de diálogo do reitor João Grandino Rodas que optou por militarizar os campi de maneira impositiva, sem aferir a opinião da comunidade universitária.
Na última terça-feira, dia 1 de novembro, 1200 estudantes se reuniram no vão do prédio da História e Geografia para debaterem sobre o tema da segurança pública na universidade e quais seriam os próximos passos do movimento estudantil. Entre os participantes, alunos de várias áreas do conhecimento, cursos e campi, tornando a assembleia em um espaço bastante representativo.
Muitos estudantes defenderam um projeto alternativo de segurança ao implementado pela atual reitoria. A opinião expressa pela maioria daqueles que estavam na assembleia era de que a Polícia Militar no ambiente universitário não corresponde a mais segurança. Ao contrário, a comunidade universitária se sente mais intimidada, devido as constantes revistas e batida (sic) policial (sic). Por isso, posicionam-se contra a presença da PM na universidade, reivindicando um programa de segurança construído pelo movimento estudantil, contendo: melhoria da iluminação; aumento do número de ônibus, itinerários e circulares; guarda universitária, constituída por funcionários de carreira, de caráter preventivo e com formação compatível com direitos humanos; criação de um efetivo feminino de guardas, capacitadas para o atendimento de vítimas de assédio sexual e estupro.
Ao fim da assembleia, aprovou-se a desocupação do prédio da Administração da FFLCH, acompanhado de um calendário de debates e atividades para ampliar a discussão sobre a segurança pública com o conjunto da comunidade acadêmica. Uma das iniciativas é a realização de um ato na reitoria, no dia 8 de novembro, durante a realização do Conselho Universitário para levarmos nossas pautas.
Infelizmente, um setor minoritário do movimento, derrotado nesta votação, agiu de forma antidemocrática ao ocupar a reitoria, deslegitimando o debate feito no fórum de assembleia. A gestão do DCE-Livre da USP entende que tais práticas deslegitimam as instâncias do movimento e não contribuem para uma atuação consequente, democrática e de luta. É necessário que haja unidade do movimento estudantil para combatermos o projeto privatizante e excludente realizado pelo governo estadual e pela reitoria.

A diretoria do DCE-Livre da USP entende que a ação de reintegração de posse, pronunciada pela reitoria, só contribui para aumentar o impasse, expressando a indisposição ao diálogo em (sic) solucionar a questão. Defendemos que haja uma solução para esta situação sem que se tenha represálias, punições e processos administrativos aos envolvidos”.

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