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Uma viagem que reacende o anti-imperialismo

Bush passou pela América Latina. Nas ruas, os protestos deram o tom: Em São Paulo, mais de 10 mil manifestantes.

Bush passou pela América Latina. Nas ruas, os protestos deram o tom: Em São Paulo, mais de 10 mil manifestantes. No Rio, duas passeatas que terminaram no consulado dos EUA, milhares nas ruas da Colômbia apesar de toda a repressão, milhares no México e na Guatemala. E, para piorar a situação, nenhum dos Presidentes visitados quis assumir a pecha de “anti-Chávez” e ainda teve que ouvir dos “mais amigos” que a atual política dos EUA não dá: Lula pede que se acabe a barreira para o álcool (etanol) brasileiro e o Presidente do México diz que é melhor construir estradas que muros e que o problema do tráfico de drogas no México é por culpa do “grande mercado consumidor”, referindo-se aos EUA.

Mas as dificuldades de Bush, as dificuldades do imperialismo norte-americano, vão além disso: ele não conseguiu impor a sua “nova ordem” no Iraque e Oriente Médio e a economia demonstra os sinais de que a crise é maior que parece: as bolsas soluçam, bancos que concedem crédito imobiliário nos EUA quebram. E as massas sentem que podem se mobilizar, daí as revoltas, as mobilizações.

Lula diz que o PAC vai resolver tudo, que o etanol vai ser a salvação da lavoura …e do Brasil. O protocolo assinado com Bush afirma que a iniciativa privada deve tomar a frente desse empreendimento, ou seja, coloca fora do circuito a Petrobrás e, no campo, aumentam as grandes propriedades em detrimento da pequena (que a cana é cultivada nas grandes fazendas).

Lula declara que tudo está indo bem. Bem? Talvez ele possa explicar como vai “tudo bem” para as vítimas da violência urbana que aumentam a cada dia, onde cada vez que se abrem os jornais novas tragédias são anunciadas. E as respostas que aumentam à repressão não resolvem os problemas fundamentais – educação, emprego, saúde.

No campo, as ocupações de terra são retomadas. Nas cidades, as greves (rodoviários, construção civil) começam a aparecer. É da luta dos trabalhadores na cidade e no campo que teremos a saída para esta situação.

De última hora: A Executiva do PT, que sente que os tempos não estão pra peixe, resolve adiar o congresso e modificar os critérios de representação – para se eleger um delegado ao encontro estadual duplica o número de filiados.

É uma declaração pura de medo da base. Nós, de nossa parte, continuamos o combate para associar o maior número possível ao combate para constituir uma Esquerda Marxista do PT, associando pessoas a nossa tese e construindo os Núcleos Socialistas de Base.

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