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Trabalhadores Sem-terra são assassinados em Minas e Pernambuco

Wanderci Bueno


Usineiros assassinaram 3 integrantes do MLST na região de Uberlândia no Estado de Minas Gerais.

Durantes os últimos anos os crimes contra os trabalhadores sem terra, seja do MST ou de outros movimentos, seguem ocorrendo e sem que os criminosos sejam punidos.

Desta vez foram brutalmente assassinados 3 dirigentes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). 

Mas não é só. No dia 23 de março, no Pernambuco, um dirigente do MST também foi assassinado, Antonio Tiningo. 

Antonio era atuante há 10 anos no Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e foi assassinado com um tiro na cabeça na tarde da sexta-feira, no município de Jataúba, no agreste pernambucano. 

A luta pela reforma agrária tem recebido dos diferentes governos o tratamento brutal das desocupações e em vários casos os jagunços dos coronéis a mando do agronegócio ou latifundiários executam os dirigentes numa tentativa de amedrontar e calar os lutadores camponeses.

A Esquerda Marxista considera que os governadores de Pernambuco e de Minas Gerais, como máximos autoridades destes estados devem ser cobrados e deles deve se exigir que busquem os responsáveis e mandantes dos assassinos dos sem terra. Que sejam punidos!

Da presidente Dilma deve se exigir que faça a reforma agrária e proíba a existência dos bandos armados a serviço dos latifundiários e empresários do agronegócio. 

Chega de mortes no campo! Reforma agrária! Solidariedade aos sem terra!

Prisão dos assassinos e dos mandantes!
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O MLS DENUNCIA O ASSASSINATO DE TRÊS LIDERANÇAS NO TRIANGULO MINEIRO

MLST

Ontem os companheiros Valdir Dias Ferreira, 40 anos e Milton Santos Nunes da Silva, 52 e a companheira Clestina Leonor Sales Nunes, 48, membros da Coordenação Estadual do MLST no Estado de Minas Gerais, foram executados na rodovia MGC-455, a dois quilômetros de Miraporanga, distrito de Uberlândia. O bárbaro crime aconteceu na presença de uma criança de 5 anos. 

Os companheiros e a companheira eram acampados na Fazenda São José dos Cravos, no município do Prata, Triangulo Mineiro/MG. A Usina Vale do Tijuco (com sede na cidade de Ribeirão Preto/SP) entrou com pedido de reintegração de posse apenas com um contrato de arrendamento. Diversas usinas vêm implementando na região o monocultivo da cana de açúcar, trabalho degradante e o uso intensivo de agrotóxico e destruição do meio ambiente. 

Essa área foi objeto de audiência no último dia 8 de março de 2012, não havendo acordo entre as partes. Dezesseis dias depois da Audiência as três lideranças que tinham uma expressiva atuação na luta pela terra na região e eram coordenadoras do acampamento foram assassinadas. 

Trata-se de mais um crime agrário, executado pelo tão endeusado Agronegócio onde a vida e o direito de ir e vir não são respeitados. A impunidade e a ausência do Estado de Direito na região vem causando o aumento da violência e da tensão social. 

Os nomes dos companheiros Ismael Costa, Robson dos Santos Guedes e Vander Nogueira Monteiro estão na lista de morte. Solicitamos imediatamente do Governo do Estado de Minas Gerais e da Política Federal proteção às lideranças ameaçadas. Não podemos mais ficar chorando a perda de pessoas, a obrigação do Estado é garantir o direito a vida de sua população, independente de classe social, cor e raça.  

Por tudo isso, O MLST reivindica aos Governos Federal e Estadual a constituição imediata de uma Força Tarefa na região do Triangulo Mineiro com a participação efetiva da Ouvidoria Agrária Nacional do MDA, INCRA, Secretaria Especial de Direitos Humanos, Secretaria da Presidência da República, Ministério da Justiça, Polícia Federal e o Promotor Agrário de Minas Gerais, Dr. Afonso Henrique.

Reivindicamos o assentamento imediato das famílias acampadas na região do Triangulo Mineiro.

Por fim, exigimos a prisão imediata dos fazendeiros mentores intelectuais dos assassinatos, bem como dos executores. Basta de Impunidade. Basta de Violência.  

O MLST presta sua última homenagem aos três dirigentes do Movimento no Triangulo Mineiro, clama por justiça e reafirma seu compromisso na luta pela democratização da terra para construir um País mais justo e igualitário.

Viva Clestina Leonor Sales Nunes!

Viva Valdir Dias Ferreira!

Viva Milton Santos Nunes da Silva!

Uberlândia, 24 de março de 2012 

Coordenação Nacional do MLST

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