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Todo apoio à luta dos trabalhadores da Ajax

A fábrica metalúrgica AJAX vem de algum tempo passando por uma crise que se aprofunda. Os trabalhadores têm sofrido ataques do patrão desde abril de 2014, onde alguns funcionários foram demitidos e descobriram que não é depositado FGTS nem recolhido INSS a todos quase que desde sempre.

A fábrica metalúrgica AJAX vem de algum tempo passando por uma crise que se aprofunda. Os trabalhadores têm sofrido ataques do patrão desde abril de 2014, onde alguns funcionários foram demitidos e descobriram que não é depositado FGTS nem recolhido INSS a todos quase que desde sempre. Atualmente, a empresa deve cerca de 6 milhões relativos a tais direitos. Em dezembro a CPFL cortou a energia elétrica devido à falta de pagamento, a energia foi religada, pois os trabalhadores se colocaram em luta, pressionando dizendo que precisavam manter seus postos de trabalho, pois têm família que depende deles.

Para o mês de janeiro foi orquestrado um golpe de mestre pelo dono da fábrica, Nasser Ibrahim Farache, que colocou os trabalhadores em férias coletivas e no dia de retorno ao trabalho (06/01), não os foi permitido retornar aos postos de trabalho. No período em que ficou fechada a energia foi novamente cortada, e na calada da noite, máquinas e matérias-primas foram retiradas de dentro da AJAX, um claro ataque aos postos de trabalho e aos trabalhadores.

O Ministério Público do Trabalho informou que entrará com rescisão indireta. Ela se configura em uma demissão individual onde o trabalhador alega justa causa sobre o patrão, devido o mesmo não cumprir com o contrato trabalhista, o que é o caso da AJAX. Isto não garante a manutenção dos postos de trabalho. Num quadro de crise onde estes trabalhadores arrumarão trabalho? Os que já poderiam aposentar como irão fazer se a empresa há anos não recolhe o INSS? De certa forma a revisão indireta alivia a situação dos patrões.

Pela defesa intransigente dos postos de trabalho

A situação é muito difícil, porém existem saídas. A experiência da FLASKÔ pode ser utilizada neste caso, é ao mesmo tempo ser construída uma grande mobilização na cidade que envolva prefeito, câmara, CUT e outras entidades que se dirija tanto ao governo estadual como o federal reivindicando a estatização imediata da empresa.

Quando uma empresa entra em crise e fica a beira da falência, a primeira coisa é que o patrão socialize os prejuízos entre os trabalhadores, e o mesmo prossegue sua vida como se nada tivesse acontecido, esbanjando do lucro produzido pelos trabalhadores. É por isso que nós dizemos, o trabalhador não deve pagar por esta crise, unidade na luta para conquistar a vitória e derrotar o patrão.

A experiência da Flaskô

A FLASKÔ é uma fábrica do ramo plástico, produtora de BOMBONAS, ocupada pelos trabalhadores e sob controle operário há 11 anos, localizada em Sumaré-SP. São os próprios trabalhadores que através de uma comissão de fábrica administram toda rotina da empresa, desde a burocracia até a produção, sem a presença de patrões. A fábrica tinha um grande terreno, que após a ocupação foi doado para a construção de moradia popular, hoje o bairro é conhecido como “Vila Operária”, habitado por diversas famílias. Dentro da própria fábrica existe a “Fábrica de Cultura”, local onde são realizadas oficinas abertas para toda população.

A lógica do capitalismo nos impõe a ideia de que precisamos de um patrão que nos suga até a última gota, que se aproprie daquilo que foi produzido por nossas mãos e é nosso, e em troca paga a nós uma quantia miserável que mal permite-nos comer, vestir e morar. Em contra partida eles têm seus carros de luxo, mansões, viagens e filhos que se formam em boas escolas. Não precisamos de patrões, a FLASKÔ e tantas outras fábricas ocupadas pelo mundo nos mostram isso. É hora de por um fim ao capitalismo que tanto produz agonia e mata trabalhadores. É hora de colocar os patrões para correr!

Todo apoio à luta e às decisões dos trabalhadores da Ajax Bauru!

Para saber sobre a história das fábricas ocupadas no Brasil, acesse http://www.fabricasocupadas.org.br/

 

Roque, pronunciamento sobre a situação dos trabalhadores da AJAX BAURU.

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