Início / Artigos / Internacional / Teses sobre a Luta de Classes no Canadá: Perspectivas Canadenses 2013 – Parte 2

Teses sobre a Luta de Classes no Canadá: Perspectivas Canadenses 2013 – Parte 2

“Nossa análise é ocasionalmente mal interpretada e vulgarizada (algumas vezes de forma deliberada) aparecendo como : as organizações de massas inevitavelmente se moverão à esquerda. Não é esta, e nunca foi, nossa posição. Nossa análise não prevê um movimento inevitável à esquerda; nossa análise prevê uma inevitável polarização dentro das organizações de massas, onde as forças de classe em competição (burguesia vs. proletariado) estão cristalizadas”.
 
 
 
Simplesmente taxar os ricos não é uma solução
 
Em 1960, o trotskista britânico Ted Grant analisou o boom do pós-guerra para determinar se as altas taxas de crescimento daquele período implicariam em uma revisão da análise marxista da economia capitalista. Haverá uma recessão? (nome do texto de Tede Grant) permanece um clássico marxista até hoje. Em particular, Ted analisou as ideias de Keynes para verificar se constituíam uma solução. Em seu tempo, as ideias de Keynes de frentes de trabalho  foram vistas como uma resposta definitiva a Marx e como o mecanismo segundo o qual as recessões (e os booms) seriam evitadas. Ted mostrou que estas ideias eram falsas e que o método marxista permanecia incólume, posteriormente isto ficou evidente pela hiperinflação e recessão dos anos 1970.
 
Recentemente, parece que as ideias keynesianas estão voltando à moda em alguns setores acadêmicos e da esquerda. Isto se resume no slogan Taxar os ricos! Alguns que se consideram a si mesmos como marxistas também repetem isto. Acreditamos que esta palavra de ordem é errada e que leva às confusões reformistas.
 
Como a desigualdade e a crise do sistema podem ser resolvidas? Os supostos economistas da demanda” apontam para a falta de um mercado devido ao baixo nível de vida das massas. Se apenas se pudesse aumentar o mercado, a crise seria resolvida. Eles propõem taxar a burguesia para diminuir a desigualdade e bombear o mercado. Os economistas da “oferta” (a economia clássica burguesa) apontam que se você tomar dinheiro dos ricos, estes reduzem o excedente necessário para o investimento. Isto reduz a taxa de lucro e pode causar uma nova recessão.
 
Os economistas clássicos propõem austeridade e aumento da exploração para restaurar a taxa de lucro. Os keynesianos respondem que isto apenas reduz ainda mais o mercado e exacerba o problema. Isto é o que exata e presentemente ocorre na Grécia e em outros países do sul da Europa.
 
Ambos os lados estão corretos em suas críticas mútuas, mas nenhum deles vê o quadro completo. A economia envolve tanto oferta quanto demanda e qualquer coisa excluída do sistema o afeta inteiramente. Tentar levantar a economia pela via das taxações é o equivalente econômico de um homem tentando levantar-se a si mesmo puxando dos próprios cabelos. Se você taxa os ricos, eles não investirão. Em algumas jurisdições onde tentaram fazer isto, há evidências de que com a evasão fiscal, com a contabilidade criativa e a mudança de jurisdição, a receita fiscal de fato diminuiu!
 
Tendo fracassado em taxar os ricos, o próximo passo dos keynesianos é o de usar o financiamento do déficit para implantar programas. No fim das contas, isto apenas leva à insustentabilidade da dívida, com o serviço da dívida ultrapassando outras despesas. Alguns dizem que não se devem ter preocupações com a dívida; gostaríamos de incentivar estas pessoas a conduzir uma experiência e deixar de pagar o saldo mínimo de seus cartões de crédito ou de seus pagamentos de hipoteca. Em breve serão educados, nas ruas. A visão de que não se deve preocupar com a dívida, uma vez que irá regredir em termos de percentagem do PIB, está baseada em projeções de crescimento incrivelmente otimistas. Essencialmente, os reformistas têm mais confiança no sistema capitalista do que os próprios capitalistas. Com base na matemática de Don Drummond e de outros economistas clássicos, a escolha é entre austeridade ou uma dívida do tipo da Itália. Os marxistas não acreditam que Drummond seja demasiado pessimista. Há uma boa chance de que ele seja demasiado otimista em relação ao capitalismo.
 
Uma vez rejeitados a taxação aos ricos e o financiamento do déficit, tudo o que resta é imprimir dinheiro. Isto serve para desvalorizar a moeda e leva à hiperinflação, que, por seu turno, corrói as condições das massas. A inflação é o legado dos keynesianos, como vimos nos anos 1970. O que espanta é que, sem nenhum outro caminho de saída, setores da burguesia estão considerando seriamente esta rota sob o bonito nome de afrouxamento quantitativo. Eles anteriormente diziam que nunca mais seguiriam esta rota. Este é outro sintoma da profundidade da crise e do impasse que os capitalistas enfrentam.
 
Os marxistas não se opõem a tributar os ricos. Simplesmente afirmamos que, a menos que isto seja combinado com a nacionalização das alavancas mestras da economia, sob o controle e gestão democrática dos trabalhadores, a taxação progressiva não resolverá o problema. O problema está dentro da lógica do sistema como um todo, e não do lado da oferta ou da demanda. A única solução é substituir uma economia baseada no lucro, o que inevitavelmente resulta em superprodução e crise, por uma economia baseada na satisfação das necessidades humanas. Em seguida, as forças produtivas poderiam ser democraticamente planificadas para as necessidades de todos.
 
As organizações de massa da classe trabalhadora
 
Os marxistas dão forte ênfase às organizações de massa da classe trabalhadora. Estas ideias foram desenvolvidas por Lênin em Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo, Trotsky no Programa de Transição, e Ted Grant, no período do pós-guerra. A história desempenha um papel significativo no desenvolvimento da consciência das massas, e, não importando o quanto alguns esquerdistas possam desejar começar tudo de novo, as massas não veem assim. Ted Grant explicou que, quando as massas se voltam para a atividade política, elas tendem a fazê-lo através de suas organizações de massas tradicionais, isto significa, através dos sindicatos, dos partidos trabalhistas socialdemocratas e do movimento comunista nos países onde o comunismo tem uma tendência de massas. A massa da população não entende os pequenos grupos, não importando o quão corretas suas ideias possam ser.
 
Ao entrarmos nas organizações de massas de trabalhadores e jovens radicalizados, encontraremos uma burocracia entrincheirada que está unida ao sistema capitalista. Trotsky explicou que sem esta burocracia os capitalistas não seriam capazes de manter o seu domínio. No entanto, apesar disto, estas organizações ainda têm imensas reservas de apoio entre os trabalhadores. A penetração eleitoral do NDP federal, em 2011, se deveu precisamente a esta conexão entre as massas da classe trabalhadora e seu partido. Isto aconteceu apesar da fragilidade do programa do partido e não por causa dele. Somente os marxistas previram e explicaram estes desenvolvimentos antecipadamente; todos os demais comentaristas, jornalistas, acadêmicos e sectários acreditavam que o NDP teria um teto de 20% de apoio. Todos eles eram de esquerda e ficaram perplexos e confusos, enquanto o método de análise de Marx nos ajudou a analisar e intervir nestes desenvolvimentos no dia seguinte. Esta é a vitória da previsão sobre o espanto.
 
A onda massiva de emoção que se seguiu à morte de Jack Layton, com mais de 20 mil pessoas no seu funeral, foi um exemplo claro da ligação entre a consciência das massas e o NDP. As palavras escritas com giz em Nathan Phillips Square foram poderosamente progressistas e algumas vezes mesmo revolucionárias. Como se explica isto se não há nenhuma ligação entre as massas e o partido? Novamente, somente a tendência marxista poderia analisar e conectar com este sentimento sem comprometer nossa crítica. Todos os outros ficaram em silêncio.
 
Contudo, enquanto é em geral verdadeiro que os trabalhadores se movimentam através de suas organizações de massas e que a luta inevitavelmente se cristalizará nestas estruturas em determinado ponto, este processo não é automático. É uma ironia histórica que, embora o capitalismo se encontre em sua pior crise em gerações, as organizações de massas nunca tenham tido antes tal liderança de direita e pró-capitalista. A esquerda organizada dentro da socialdemocracia também nunca esteve em tal situação de desordem. Uma das razões para isto é que, com a crise, não há espaço para meio-termo, não há nenhum dinheiro para reformas enquanto se mantiver o domínio capitalista. Isto enfraquece a plataforma da esquerda reformista, que é essencialmente utópica sob as presentes condições. O controle de liberais como Thomas Mulcair serve como uma barreira para os trabalhadores e jovens que entram no partido nesta etapa. Até que isto se resolva, esperamos que os principais desenvolvimentos ocorram fora do NDP, seja através do movimento dos trabalhadores, seja via levantamentos espontâneos.
 
Na oposição, a esmagadora pressão dentro do partido é para mantê-lo unido e evitar divisões. Isto promove o domínio monolítico da burocracia. No entanto, mais cedo ou mais tarde, é inevitável que a crise desacredite os partidos capitalistas e o NDP será levado ao governo. Esta é uma etapa necessária na educação das massas da população; o povo necessita ver por si mesmo o que a ala direita da socialdemocracia pode obter. Sob condições de crise e devido a sua falta de vontade de romper com o sistema, os reformistas serão forçados a assumir a responsabilidade pela austeridade capitalista. Foi isto o que ocorreu durante o governo trabalhista britânico nos anos 1970, ou durante o governo do NDP de Bob Rae, em Ontário, nos anos 1990. Qualquer tentativa de se programar reformas a favor dos trabalhadores será enfrentada com ataques opositores pérfidos dos capitalistas e de sua mídia, greve de investimentos, diminuição do crédito e abertas sabotagens. Enquanto no poder, todas as forças que tendiam a promover a unidade no período anterior, em vez disso, provocarão desunião e divisões. É importante conceituar as organizações de massas como estruturas dinâmicas e contraditórias. Por um lado, há a liderança burocrática pró-capitalista; por outro, estão as fileiras e a ligação com a ampla classe trabalhadora. Esta luta dialética se reproduz em paralelo com a luta mais ampla da classe trabalhadora na sociedade. É precisamente esta ligação entre a consciência das massas e as organizações de massas que o burguês teme de forma odiosa e venenosa.
 
Nossa análise é ocasionalmente mal interpretada e vulgarizada (algumas vezes de forma deliberada) aparecendo como : as organizações de massas inevitavelmente se moverão à esquerda. Não é esta, e nunca foi, nossa posição. Nossa análise não prevê um movimento inevitável à esquerda; nossa análise prevê uma inevitável polarização dentro das organizações de massas, onde as forças de classe em competição (burguesia vs. proletariado) estão cristalizadas. A perspectiva eventual é de conflito, divisão e rupturas, tanto à esquerda quanto à direita. O governo trabalhista britânico colapsou nos anos 1970 após suas políticas de austeridade terem provocado uma onda de greves no setor público em 1979 (o chamado Verão do Descontentamento). Isto desacreditou a liderança aos olhos das fileiras e precipitou a ruptura da ala direita, que formou o SDP. A ruptura à direita empurrou a esquerda à frente, com os marxistas presentes como a esquerda da esquerda, e o partido adotou a posição de nacionalização dos principais 25 monopólios na eleição de 1983. No Canadá, desenvolvimento similar ocorreu com a formação da tendência Waffle. Em resposta à crise do final dos anos 1960/início dos anos 1970, uma tendência semi-revolucionária reivindicando o socialismo e expansiva nacionalização fez por ganhar 37% de apoio, em 1971, na disputa pela liderança do partido. É necessário para a tendência revolucionária marxista estar presente a fim de ajudar os trabalhadores radicalizados na elaboração das melhores táticas e ideias para superar a minoria burocrática.
 
Na Europa, estamos vendo a ascensão de formações de esquerda como Die Linke na Alemanha, Izquierda Unida na Espanha, a Frente de Esquerda na França, e SYRIZA na Grécia. Alguns se perguntam quando o SYRIZA do Canadá virá e se isto refuta nossa ênfase nas organizações de massas. Isto vem de uma compreensão superficial das histórias daqueles países, todas estas formações veem do movimento comunista, que é uma tradição de massas naqueles países. Algumas destas organizações também incluem cismas à esquerda dos velhos partidos socialdemocratas. Um exemplo oposto é mostrado pelo destino miserável de formações de esquerda que não têm nenhum vínculo com as tradições de massas, tais como RESPECT na Grã-Bretanha ou NPA na França. Não se pode simplesmente transpor desenvolvimentos como se obedecesse à receita de um biscoito de um país para outro. A situação concreta deve ser analisada em cada caso para se determinar o que é comum e o que é diferente. Como aparte, é importante não romantizar estas tendências de esquerda; por exemplo, a liderança de SYRIZA está se movimentando para a direita, ao se ver sob a pressão da classe dominante enquanto se aproxima do poder. A ascensão da esquerda não afasta a necessidade de se construir conscientemente a tendência revolucionária, é precisamente o oposto. Contudo, em resposta à questão de quando virá o SYRIZA do Canadá: nós esperaríamos a radicalização dos trabalhadores que se expressará via formação de uma ala esquerda dentro do movimento dos trabalhadores e do NDP, que é a única tradição de massas no Canadá de lingua inglesa.
 
O próprio movimento dos trabalhadores encontra-se em estado lastimável. Sob os ataques, enfrentando capitulações após capitulações, a liderança está completamente perdida nesta nova época de austeridade. Eles mantêm a nostalgia dos anos 1960, como se esse período fosse o modelo. Retrospectivamente, podemos ver que esse período foi o boom do pós-guerra, que permitiu reformas limitadas, uma aberração do capitalismo. A situação normal do capitalismo, a nova normalidade, é de austeridade e exploração brutal. Esta contradição entre a realidade material e a ideologia dos representantes dos trabalhadores não pode continuar indefinidamente.
 
Logo após o choque da Grande Depressão, os líderes do trabalhismo tentaram ignorar a crise e enterraram suas cabeças na areia, como avestruzes. Eles aconselharam aos trabalhadores a baixar também suas cabeças, aceitar os cortes e que logo tudo isto terminaria. Infelizmente para os trabalhadores, em vez de terminar, as táticas de submissão convidaram a uma maior agressão com a implementação potencial do direito ao trabalho e a eliminação da Rand Formula [na lei trabalhista canadense, Rand Formula é uma situação em que o pagamento do imposto sindical é obrigatório, independentemente do status dos sindicatos dos trabalhadores. Nota do Tradutor]. Agora, a elite sindical deu uma reviravolta. Do anterior nada está acontecendo aqui fomos para o Deus nos acuda, o céu está vindo abaixo! Alguns estão falando sobre a destruição do movimento dos trabalhadores. Setores da burocracia sindical estão aterrorizados de que uma potencial redução em 50% no imposto sindical significaria que os cortes não produziriam impactos apenas sobre os trabalhadores, mas também sobre os aparatos sindicais. Como marxistas, é necessário ter senso de proporção; não podemos nem ignorar a crise, nem correr em círculos ao estilo das galinhas. Tanto a primeira quanto a segunda aproximação leva a conclusões reacionárias. Por exemplo, em Ontário, o temor de ajudar a direita sob os conservadores de Hudak levou os líderes trabalhistas a adotar a tática do mal menor ao apoiar os liberais de Wynne, apesar dos recentes ataques liberais aos professores e a todo o setor público. A mensagem da burocracia é, Aceitaremos austeridade para os trabalhadores – mas não toquem em nossas contas de despesas! Qualquer corte econômico é aceitável, desde que a política de direitos do aparato sindical seja mantida. Naturalmente, isto também mina o sindicato, enquanto os trabalhadores não veem nenhuma vantagem em pagar o imposto sindical para aceitar a austeridade.
 
Embora a remoção da Fórmula Rand seja um importante ataque que deve ser enfrentada através da ação de massas, o movimento dos trabalhadores não está à beira da destruição. Somente um movimento de massas fascista pode destruir o movimento dos trabalhadores e o alarmismo apenas os desarma. Em primeiro lugar, sequer se garante que a burguesia avançará estas contrarreformas. Ela está dividida entre os neoconservadores, que querem assegurar sua vantagem, e os elementos mais previdentes, que estão mais cautelosos. Eles veem estas ações provocativas como potencialmente irritantes para os trabalhadores e capazes de levar à remoção da liderança de direita dos trabalhadores que no momento está apoiando o capitalismo. Estes ataques também não são populares em termos eleitorais, como se pode ver pelo baixo número de aprovação de Hudak e de outros da direita. Em segundo lugar, mesmo no caso de que os ataques sejam vitoriosos, tudo isto moverá o Canadá a adotar o regime de relações trabalhistas dos EUA. Sim, os sindicatos americanos são mais fracos do que no Canadá, mas eles ainda são potencialmente a força mais poderosa da sociedade dos EUA. Margaret Thatcher colocou o Closed Shop [obrigação de todos os empregadores de só admitirem empregados sindicalizados. Nota do Tradutor], nos anos 1980, mas a luta contra o ataque na verdade politizou muitos trabalhadores e o temor às reduções das obrigações sindicais não se manifestou. Estes ataques preparam o caminho para mobilizações de massas e renovam o movimento dos trabalhadores em certa medida. No entanto, enquanto os marxistas agitam pela necessidade de apoiar e lutar agora, também ainda somos fracos para ser uma voz determinante sobre quando a luta ocorrerá. 
 
De forma crescente, o estado burguês está utilizando métodos antidemocráticos para impor a austeridade, voltando à legislação trabalhista, aos contratos impingidos à força, à limitação da liberdade de assembleias ou de piquetes, a detenções em massa e à violência policial. Os estudantes de Quebec mostraram na prática que a única via para se derrotar o estado de opressão é através do desafio em massa. Os trabalhadores e suas organizações necessitam aprender esta lição; até que o façam, não haverá nada além de derrotas. Isto dá ao povo uma educação muito verdadeira da natureza do estado. Sempre que os capitalistas usam estas ferramentas, se tornam um pouco mais nervosos; a cada vez que as usam, novas rachaduras aparecem na fachada de que vivemos em uma sociedade livre e democrática em que todos seríamos iguais perante a lei. Eventualmente, um setor decisivo da classe trabalhadora desafiará as leis antidemocráticas e haverá um efeito radicalizador no movimento dos trabalhadores como um todo. A lógica de tais confrontos leva a ações independentes, greves de solidariedade e mesmo a greves gerais. Enquanto continuar a austeridade, estará em curso um progressivo potencial para lutas generalizadas. Tudo o que se necessita é de um grupo de trabalhadores que serão os primeiros a acelerar o processo.Simplesmente taxar os ricos não é uma solução
 
 
Este texto prosseguirá em sua terceira e última parte
 
Traduzido por Fabiano Adalberto

Deixe seu comentário

Leia também...

Por que a juventude precisa defender a revolução venezuelana?

Há um grande esforço da mídia em distorcer os acontecimentos na Venezuela, que é um …