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#somostodoshumanos, abaixo o racismo e o capitalismo

Em tempos de crise o racismo aparece sempre com mais força. Ideologia desenvolvida pelo capitalismo para “justificar” a exploração do homem pelo homem, o racismo se baseia na ideia de que existiria uma raça superior a outra, e, portanto seria ‘natural’ a raça superior dominar a inferior.

Em tempos de crise o racismo aparece sempre com mais força. Ideologia desenvolvida pelo capitalismo para “justificar” a exploração do homem pelo homem, o racismo se baseia na ideia de que existiria uma raça superior a outra, e, portanto seria ‘natural’ a raça superior dominar a inferior.

A classe social dominante no capitalismo é a burguesia, que por razões históricas e econômicas é de maioria branca e se utiliza do racismo como instrumento ideológico contra a classe trabalhadora, de maioria negra ou de pele escura no Brasil.

No entanto, a ciência já provou que não existem raças mas apenas a espécie humana!

O marxista Friedrich Engels explicava que a ideologia dominante em uma sociedade é sempre a ideologia da classe dominante. Assim, a ideologia do racismo se perpetuou na sociedade e guia pensamentos de pessoas de todas as classes.

Recentemente o racismo tem se manifestado de várias formas, seja na repressão da polícia – braço armado do Estado que por sua vez está a serviço da burguesia -, ou de outras formas como no futebol. Sobre o racismo ‘oficial’ leia o recente artigo do camarada Miranda http://www.marxismo.org.br/blog/2014/04/28/onde-mora-o-racismo-sobre-amarildos-dgs-e-claudias.

Casos de racismo no futebol tem se multiplicado nos últimos meses. O último fato que ganhou a mídia aconteceu no jogo entre Villareal e Barcelona pelo campeonato espanhol (27/04). Na ocasião um torcedor do Villareal atirou uma banana no atleta Daniel Alves, integrante da Seleção Brasileira. Daniel respondeu o episódio racista comendo a banana e ignorando o fato ao continuar o jogo como protesto.

Logo após o atacante Neymar, também do Barcelona e da Seleção Brasileira, iniciou uma campanha nas redes sociais com a hashtag “#somostodosmacacos”. A ideia do jogador era prestar solidariedade a Daniel Alves: se o chamam de macaco, então somos todos macacos, pois somos iguais.

A campanha iniciada por Neymar se transformou em conteúdo viral e invadiu as redes sociais sendo replicado e citado por milhões de vezes por famosos e anônimos. Mostrando que a maior parte da sociedade tende a rejeitar a ideologia racista criada pela burguesia.

A ideia da campanha de Neymar pode até ser boa, mas o conteúdo não é o correto. O mais adequado seria a hashtag “#somostodoshumanos”. Não somos macacos, a humanidade atingiu há tempos um grau de desenvolvimento que jamais pode ser comparado a um macaco, exceto os próprios racistas, esses sim são macacos, pois conseguem reduzir seu cérebro humano ao ponto de acreditar que existem raças superiores.

Falando de estratégia de guerra, Maquiavel explicava a tática de ‘dividir para reinar’. Exatamente o que a burguesia faz com o racismo, jogando trabalhador contra trabalhador para assim manter seu controle político e econômico. Quando não consegue via racismo, faz dividindo em tribos, religiões, etc. (veja a África e o Oriente Médio).

O racismo representa o que há de mais atrasado na humanidade e deve ser combatido energicamente. Mas enquanto os capitalistas comandarem o planeta o racismo continuará encontrando espaços para jogar humanos contra humanos. É parte da barbárie capitalista.

O revolucionário Steve Biko, criador do Movimento Consciência Negra, da África do Sul, assassinado em 1977, dizia que ‘racismo e capitalismo são faces da mesma moeda’. Então, o combate ao racismo se liga ao combate de toda a classe trabalhadora (brancos e negros) para se livrar das amarras que os prendem nessa sociedade, para se livrar desse sistema de exploração do homem pelo homem. A humanidade evoluiu e existem as condições para a edificação de uma sociedade na qual todos os humanos possam se desenvolver plenamente como humanos, a sociedade socialista.

Macacos são os racistas, somos todos humanos!

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