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Solidariedade internacional à greve dos bancários

A greve dos bancários recebe moções de trabalhadores bancários da Itália e da Argentina. Mas somente a unidade das categorias em luta, sob a direção da CUT, é que pode abrir uma saída positiva para o movimento.

Os camaradas da Corrente Marxista Internacional que atuam no movimento sindical do setor financeiro na Argentina e na Itália conseguiram aprovar moções de apoio à greve nacional dos bancários brasileiros (veja abaixo).

As duas moções foram apresentadas na assembléia de ontem (10/10) do Sindicato dos Bancários de Campinas e cada uma delas recebeu uma forte salva de palmas. Essas moções se somam às 28 mensagens já recebidas pela Contraf/CUT de organizações sindicais de vários outros países.

Além disso, o companheiro Oswaldo da Costa Neto (Shaolin), trabalhador da Fábrica Ocupada Flaskô e membro do Conselho de Fábrica, esteve presente, anunciando o apoio dos trabalhadores à greve dos bancários e relatando o mais novo ataque judicial contra os operários: o leilão de uma máquina para quitar dívidas do antigo dono.

Parabenizamos e agradecemos a iniciativa dos camaradas, pois a greve – que está no 15º dia – precisa se cercar de solidariedade, afinal, são muitos os obstáculos.

A mídia burguesa, todo dia, tem criado uma opinião pública contrária à greve e a favor do desconto dos dias parados contra os bancários. O governo Dilma não confirma, nem desmente essa informação, mas tem jogado duro contra o movimento sindical e chegou a descontar 6 dias de salário dos trabalhadores dos Correios – que estão em greve há 28 dias e têm uma audiência de dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que poderá sacramentar a medida e empurrar, goela a baixo, um reajuste menor que a inflação: exatamente o contrário das reivindicações dos trabalhadores.

Como se não nos bastassem os banqueiros! Que todo dia usam e abusam de práticas anti-sindicais para impedir a adesão dos bancários do setor privado e para reabrir as agências na marra! Como aqui em Campinas/SP, onde vigora uma liminar de interdito proibitório em favor do Itaú, que a direção do banco utiliza para convocar a Polícia Militar e coagir os bancários a entrarem pra trabalhar. Ou então o Bradesco, que nem liminar judicial possui, mas faz constantemente uma lavagem cerebral sobre os bancários e, ao menor sinal de presença do sindicato, já chama a PM também para garantir a abertura das agências.

Em que pese esses obstáculos, a greve está no seu ápice. Mais de 9 mil locais de trabalho estão paralisados total ou parcialmente em todos os estados da federação, porém, mesmo assim, nem governo, nem banqueiro responderam à exigência da Contraf/CUT de reabertura das negociações! Não resta alternativa a não ser continuar a greve e cobrar da CUT que reúna as categorias em luta num plano unificado de ação para defender o direito de greve, o fim das ameaças contra o movimento sindical e os trabalhadores em greve e o atendimento das reivindicações salariais, trabalhistas e sociais.

Rafael Prata é militante bancário e sindicalista da Esquerda Marxista

Fisac/CGIL esprime la propria solidarietà ai lavoratori del settore bancario in sciopero in questi giorni in Brasile. Lo sciopero, che dura ormai da oltre una settimana, è stato proclamato a seguito del rifiuto delle banche di concedere un aumento salariale del 12,8% a fronte di un inflazione che supera ormai l’8%. Questo nonostante i bancari brasiliani ricevano i salari di settore più bassi del continente (4,5 euro l’ora) e le differenze retributive nel settore siano colossali (un dirigente guadagna 400 volte più di un impiegato).

Auguriamo alla CUT-Contraf il pieno successo della loro iniziativa di lotta che rientra in un più generale movimento di lotte dei lavoratori brasiliani per ottenere salari dignitosi e condizioni di vita migliori.

Comitato Esecutivo Nazionale – Fisac/CGIL

I sottoscritti delegati:

Raoul Malatesta – Rsa. Monte Titoli S.p.A. – Direttivo milanese Fisac Cgil
Samira Giulitti Rsa DIRECT Line, Direttivo milanese Fisac Cgil
Simona Barbiani – Rsa DIRECT Line, Direttivo milanese Fisac Cgil
Silvia Cortesi – Rsa DB Consorzio – Direttivo regionale lombardia Fisac Cgil
Amelia Bortini – Rsa GE Capital Interbanca
Giovanni Fontana Rsa Gruppo Allianz
Lanfranco d’Allio – Rsa Credito Artigiano Spa Fisac Cgil
Marco Salvi, Gruppo UniCredito Segreteria Fisac Cgil
Giorgio Rappo Rsa Aubay Spa Fisac Cgil
Antonio Mantovanelli Banco di Brescia Segretario Organizzativo comprensorio Brescia Fisac Cgil
Lorenzo Esposito Eugenia Palazzetti, Raffaele Donatiello – RSA Banca d’Italia Milano, Direttivo Regionale Fisac Cgil

Tradução:

A Fisac/CGIL (Federazione Italiana Sindacato Assicurazione Credito/CGIL) manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores em greve no setor bancário do Brasil. A greve, que já dura mais de uma semana, foi proclamada como resultado da recusa dos bancos em conceder um aumento salarial de 12,8% contra uma inflação que já ultrapassa 8%. Isto apesar de os funcionários bancários brasileiros receberem salários mais baixos para o continente (4,5 € por hora) e terem diferenças salariais enormes (um executivo ganha 400 vezes mais de um empregado).

Desejamos que a CUT-CONTRAF o pleno êxito de sua iniciativa que faz parte de um movimento mais amplo de lutas dos trabalhadores brasileiros, para obter salários dignos e melhores condições de vida.

Comitê Executivo Nacional da Fisac/CGIL
E delegados sindicais abaixo-assinados.

Moção enviada por companheiros da Argentina:

A los compañeros empleados de Bancos Públicos y Privados del Brasil

Desde la Agrupación Recuperación Bancaria Rosario en la Lista Nacional nº 9 , nos solidarizamos con vuestra lucha ya que la entendemos como nuestra.

Sabemos que no hay capitalistas buenos o malos cuando se trata de defender sus intereses de clase, y si para lograr este objetivo tienen que ir contra nuestras reivindicaciones, no dudaran hasta lograrlo y seguir engordando sus bolsillos con nuestro trabajo.

Saludamos los 15 días de huelga que vienen sosteniendo. Estamos convencidos que el único camino posible para ganar, es la lucha. Lucha que debe recorrer la unidad de las bases bancarias y la del pueblo trabajador y rodear vuestra pelea de solidaridad.

Debemos tomar conciencia que nosotros los trabajadores, somos los que prendemos y apagamos las maquinas, los que construimos el mundo. Debemos ser concientes de nuestra fortaleza.

¡¡Compañeros a no bajar los brazos!!

¡¡Viva la lucha de los empleados de banco del Brasil!!

¡¡Ni un paso atrás!!

Por Agrupación Recuperación Bancaria Rosario en Lista Nacional nº9, Angel Perouch, Banco Municipal de Rosario/Argentina

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