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Solidariedade aos membros do Bloco de Lutas perseguidos e criminalizados pela Polícia de Tarso Genro em Porto Alegre

Durante as manifestações do mês de junho que varreram o país, governos, através de seu braço armado, agiram de forma violenta na tentativa de conter o animo e combatividade da juventude que reivindicava educação, saúde e transporte público gratuito para todos. Não conseguiram. Em algumas cidades, como é o caso de Porto Alegre, as manifestações continuaram pelos meses subsequentes, organizadas e impulsionadas por Blocos de Luta composto por sindicatos, movimentos sociais e organizações da juventude.

Durante as manifestações do mês de junho que varreram o país, governos, através de seu braço armado, agiram de forma violenta na tentativa de conter o animo e combatividade da juventude que reivindicava educação, saúde e transporte público gratuito para todos. Não conseguiram. Em algumas cidades, como é o caso de Porto Alegre, as manifestações continuaram pelos meses subsequentes, organizadas e impulsionadas por Blocos de Luta composto por sindicatos, movimentos sociais e organizações da juventude.

No dia 26/09, após a manifestação do Bloco de Lutas em Porto Alegre, três professores da Rede Estadual de Educação, portando a bandeira do CPERS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Sul) nas costas, foram abordados e presos pelo polícia do Rio Grande do Sul acusados de dano patrimonial. A prisão ocorreu depois do ato, quando a manifestação já havia dispersado. Vejam o vídeo da ação truculenta da polícia: http://www.youtube.com/watch?v=b8KElGD8ubI. Após ficarem, a noite toda, algemados e pagarem fiança de 4 mil reais foram liberados.

Isso não foi por acaso. O CPERS – após a greve realizada esse ano lançou a campanha “Tarso fora da lei – Não Cumpre a lei do Piso, até quando?” – mantendo sua categoria mobilizada, além de organizar e impulsionar os movimentos sociais, a juventude e os demais trabalhadores na luta por saúde, educação e transporte público gratuito e para todos através do Bloco de Lutas.

No dia 1º de outubro a polícia invadiu a casa de dois militantes membros do Bloco de Lutas de Porto Alegre, o assentamento urbano Utopia e Luta e o Centro Cultural Moinho Negro, aprendendo notebooks, cadernos, livros e textos marxistas, sob a acusação de formação de quadrilha. Uma ação nos moldes do que ocorria na Ditadura Militar.

Existe um processo crescente de criminalização dos dirigentes dos movimentos de luta. A Esquerda Marxista que esteve desde o início colaborando e participando das manifestações que ocorrem em junho e que há anos impulsiona o Movimento das Fábricas Ocupadas sentiu e sente na pele o que significa ser perseguido e criminalizado por ousar lutar, estando hoje vários de seus dirigentes ameaçados de prisão, acusados de formadores de quadrilha, pelo único fato de lutarem em defesa dos empregos e pela estatização das fábricas, pelo controle operário.

Companheiros de Porto Alegre, vocês não estão sozinhos. Contem conosco nesse combate!

– Exigimos a manifestação e retratação imediata do Governador Tarso Genro, governador do PT e que é responsável direto pela ação da Polícia Militar!

– Pela retirada de todos os processos contra os membros do Bloco de Lutas!

– Pela apuração dos abusos cometidos pela Polícia Militar!

– Contra a criminalização dos Movimentos Sociais!

 

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